A
Revolução da Salsa
Estabelecido
no legado da era do mambo e da música cubana tradicional,
com influência do jazz, rock e rhythm & blues,
os latino-americanos de Nova York levam a salsa das ruas
do subúrbio para o cenário mundial nos anos
70. Nascido dos esforços dos imigrantes latino-americanos
na cidade grande, a salsa se torna um ícone da identidade
latina nos Estados Unidos e no mundo. Rubén Blades,
Héctor Lavoe e Celia Cruz se tornam os cantores mais
famosos neste gênero musical.
Siembra
Este
álbum essencial foi resultado da parceria entres
os gigantes da salsa Willie Colón, um trombonista
e líder de banda de Nova York, e Rubén Blades,
um cantor, compositor e ator panamenho. Cólon foi
um pioneiro da salsa e seus trabalhos com Hector Lavoe e
Célia Cruz são clássicos, mas, com
Bládes, ele juntou a música e a consciência
social.

Siembra (1978) - Willie Colón and Ruben Bládes
Os
temas são variados, da realidade das ruas posta a
nu à inutilidade das tentativas de ascensão
dos jovens latinos. Mas o álbum também inclui
canções para confortar a alma do imigrante
saudoso de sua terra natal e para trazer mensagens otimistas
de esperança pra um futuro melhor. “Plástico”
pulsa como uma formidável linha de baixo funk, enquanto
“Pedro Navaja”, uma adaptação
de “Mack The Knife”, apresenta o mambo tradicional
misturado ao sons da rua. Ambas as faixas são epopéias
urbanas. Blades canta com um tenor rico e ressonante, forte
e expressivo. Um contador de histórias que costuma
improvisar versos, esse aclamado artista está em
sua melhor forma neste disco.
Colón
contratou uma banda potente, formada pelos melhores músicos
de Nova York, e os refrões contagiantes ajudaram
o álbum a ganhar pernas fora do universo de língua
espanhola. No final dos anos 70, Siembra serviu como um
hino para uma geração de universitários,
que se inspirou em sua mensagem positiva de orgulho latino.
Mas também se tornou um trilha sonora da luta por
paz e justiça para muitos países da América
Latina mergulhados, na época, em guerras civis e
conflitos.
Narrativas
poderosas complementadas por uma música executada
por estrelas – não é surpresa que este
tenho sido o primeiro disco de salsa a vender um milhão
de cópias.

O melhor disco da história da salsa, um dos LPs mais
vendido da história da música latina: “Siembra”
(Fania Records, 1978), de Willie Colón e Ruben Blades.
Em
1975, ano cheio de produções históricas
como “Barretto” (Ray Barretto), “La Voz”
(Hector Lavoe) e “Bobby Valentin Va a La Cárcel”
(Bobby Valentin), Willie Colón estava em processo
de mudança musical. Decidido a novas experimentações,
neste mesmo ano, além de gravar uma sessão
de bomba e plena com Mon Rivera (“Se Chavó
El Vecindario”), estreou oficialmente como cantor
no disco “The Good, The Bad and The Ugly”, junto
com Hector Lavoe e um promissor vocalista panamenho chamado
Ruben Blades.
Justiça
seja feita, Ruben já gozava de uma certa fama como
compositor e havia trabalhado no LP “Barretto”,
junto com Tito Gómez.
Passado
o ano de 1976, depois do sucesso de “The Good, The
Bad and The Ugly”, a cena era essa: Ray Barretto tinha
acabado com a sua orquestra de salsa, saído da Fania,
e estava gravando jazz para a Atlantic. Hector Lavoe estava
com sua carreira solo consolidada, Ruben Blades sem banda
e Willie Colón sem cantor. Johnny Pacheco e Jerry
Masucci propõem então que Willie e Ruben gravem
juntos.
A
idéia, a princípio, não agradou muito
a Willie porque Ruben, que nunca escondeu que Cheo Feliciano
foi sua grande influência, tinha um timbre de voz
muito parecido a deste grande sonero. Tanto, que muita gente
não o perdoava por isso, acusando-o de simples imitador
de Cheo. Mas afinal, a amizade de Pacheco e Masucci venceu
a resistência de Willie, que passou o ano de 1976
trabalhando em seu novo projeto, agora com Ruben Blades.
Não
foi fácil. Willie teve que adequar a voz de Ruben
para a sua orquestra, fazendo com que este adquirisse identidade
própria como cantor, e ao mesmo tempo, adequou o
som da orquestra para a voz de Ruben Blades, expandindo
de dois para quatro trombones o naipe de metais, o que ficou
conhecido como “El sonido elegante de Willie Colón”.
E em 1977, sai o LP “Metiendo Mano: Willie Colón
presents Ruben Blades”. O disco foi um sucesso, abrindo
as portas para Ruben Blades, que então passou a atuar
com mais destaque na Fania All Stars, e como convidado de
diversos artistas, como por exemplo no ótimo disco
“Louie Ramírez & Friends”, cantando
a belíssima “Paula C.”.
Depois
de “Metiendo Mano”, Willie e Ruben entraram
no estúdio Good Vibrations, em Nova York, para gravar
“Siembra”, aproveitando ainda mais os dotes
de Ruben Blades como compositor, lançando as bases
da “Salsa Social”. O resultado foi melhor do
que se esperava.
Não
é à toa que Siembra, de Willie Colón
e Ruben Blades, é considerado o melhor disco de salsa
de todos os tempos e também o mais vendido. Não
há uma só faixa que não seja uma obra
prima. Se considerarmos que temos aqui o maior compositor
da salsa em todos os tempos, combinando com o talento de
um dos melhores arranjadores, respaldados por alguns dos
melhores músicos de Nova York, o resultado não
poderia ser outra coisa, senão um best-seller.
A
crítica de 'Plástico", o leve duplo sentido
de "Buscando Guayaba", a crônica de "Pedro
Navaja", a homenagem à Venezuela em "María
Lionza", a poesia de "Ojos", a melancolia
de "Dime', culminando com a politicamente engajada
"Siembra".
Os
trombones agressivos de Lewis Khan, Leopoldo Pineda, José
Rodrigues e Sam Burtis, o piano tranqüilo do professor
Joe Torres, o baixo sinuoso de Eddie Rivera, as congas ágeis
de Eddie Montalvo, os timbales pesados de Jimmy Delgado,
a bateria precisa de Bryan Brake, as alegres maracas de
Al Santiago, e os coros afinados de Adalberto Santiago,
Jose Mangual Jr. e Willie Colón. Este que produziu
esse petardo salsero, ganhando nos Estados Unidos discos
de ouro e platina.
Fania
All Stars
A
Fania All Stars entrou para a história como a melhor
Orquestra de Salsa formada em todos os tempos, com um elenco
de virtuosos difícil de igualar. A princípio
concebida para promover os artistas da Fania Records, suas
reuniões de estrelas se davam esporadicamente, transformando
cada concerto em um momento único, onde os espectadores
podiam estar certos de que sempre algo inusitado e fascinante
estava por acontecer. Não foi diferente na noite
de 24 de agosto de 1973, quando a Fania All Stars protagonizou
a incrível história do concerto que nunca
acabou, no Yankee Stadium, em Nova York.

Fania All Stars
Clique na imagem para amplia-la
Depois
das reuniões no Red Garter Club em 1968 e no Cheetah
Club em 1971, a Fania All Stars voltaria a se reunir, e
dessa vez em grande estilo, em pleno Yankee Stadium. A princípio
nenhum promotor se dispôs a encampar a idéia
de Jerry Masucci: mostrar que a comunidade latina de Nova
York era sim capaz de lotar o maior estádio para
assistir a um concerto de Salsa. Além do mais, o
NY Yankees estava nas finais da liga americana de Baseball,
e o gramado não poderia ser comprometido. Temia-se
também que a Fania Records não sobrevivesse
economicamente depois de tão alta aposta. Pelo lado
musical, Johnny Pacheco, diretor da orquestra, queria mostrar
que os músicos latinos poderiam incursionar por sonoridades
mais complexas, e contaria para isso com a participação
de vários músicos ligados ao Jazz, como convidados
especiais.
Com
a insistência de Jerry Masucci, o NY Yankees concordou
em ceder o seu estádio para o concerto, com a condição
de que o palco ficaria na lateral do gramado, e que ninguém
mais, além de quem estivesse estritamente ligado
à produção poderia estar no campo.
Nessa
noite, 40.000 pessoas estiveram no estádio a fim
de ver, além da própria Fania All Stars, vários
artistas consagrados que vieram como convidados. O programa
começou com a apresentação dos grupos
de Rock latino Caffé e Seguida. Depois, vieram as
apresentações da orquestra Típica ’73,
El Gran Combo de Puerto Rico e Mongo Santamaría.
E eis que finalmente veio a Fania All Stars, para tocar
um concerto em duas partes: a primeira, com pura Salsa.
A segunda, com Jazz latino e Soul Music.
A
formação da Fania All Stars nessa noite foi:
Johnny Pacheco (flauta); Barry Rogers, Willie Colón
e Lewis Khan (trombones); Victor Paz, Roberto Rodríguez
e Ray Maldonado (trompetes); Yomo Toro (cuatro); Larry Harlow
e Richie Ray (piano); Bobby Valentín (baixo); Ray
Barretto (congas), Roberto Roena (bongo) e Nicky Marrero
(timbales). Vocalistas: Hector Lavoe, Santos Colón,
Ismael Quintana, Ismael Miranda, Cheo Feliciano, Pete “El
Conde” Rodríguez, Bobby Cruz, Justo Betancourt
e Celia Cruz. E o repertório dessa primeira parte
do concerto foi impecável: “Mi Debilidad”
(com Ismael Quintana), “Mi Gente” (com Hector
Lavoe), “Bemba Colora” (com Celia Cruz), “El
Ratón” (com Cheo Feliciano e a participação
especial de Jorge Santana na guitarra), “Hermandad
Fania” (com Richie Ray e Bobby Cruz), “Echate
Pa’lla” (com Justo Betancourt) e “Pueblo
Latino” (com Pete Rodríguez).
Para
a segunda parte do concerto, que jamais chegaria a ser concluído,
a Fania All Stars contou com a participação
de vários convidados especiais: Mongo Santamaría
(congas), Manu Dibango (saxofone), Jam Hammer (órgão),
Billy Cobham (bateria), Jorge Santana (guitarra) e Lew Soloff
(trompete).
O
primeiro tema dessa segunda parte era “Congo Bongo”,
uma descarga escrita especialmente para este concerto por
Larry Harlow e Henry Alvarez, destacando um duelo de tumbadoras
entre Mongo Santamaría e Ray Barretto, com solos
adicionais de Roberto Roena e Nicky Marrero. Com direito
a uma abertura soneada por Cheo Feliciano, Barretto e Santamaría
não decepcionaram e fizeram um mano-a-mano histórico.
Como se isso já não tivesse deixado a massa
salsera em polvorosa, quando Roberto Roena e Nicky Marrero
começaram a duelar, bastou que o primeiro fanático
pulasse para o lado de dentro do campo e ficasse mais perto
do palco, para uma multidão fazer o mesmo. Nisso,
veio a polícia, distribuindo golpes de cassetete
e tiros para o alto a fim de dispersar os presentes. Enquanto
o caos reinava no campo, os músicos não sabiam
o que fazer: enquanto os produtores gritavam para que eles
parassem, Johnny Pacheco ordenava que eles concluíssem
a peça. No disco “Latin Soul Rock” é
bem perceptível o momento que se dá a invasão
do gramado, os gritos, os tiros. E depois de terminado “Congo
Bongo”, vem uma voz misteriosa ao microfone gritando
“Se acabó!!! Se acabó el concierto!!!!”
O
repertorio dessa segunda parte foi gravada em estúdio
um ano depois, para o LP “Latin Soul Rock”.
O concerto rendeu um filme e mais os LPs “Live At
Yankee Stadium” e “Salsa: The Movie”.

The Fania All-Stars was an illustrious and widely distinguished
musical ensemble established in 1968 by composer Johnny
Pacheco as a showcase for the leading musicians and singers
of the record label Fania Records, the leading salsa record
company of the time.
Contents

Fania
All Stars
In 1964, Fania Records was founded in New York City by Jerry
Masucci, an Italian-American lawyer with a love for Latin
melodies, and Johnny Pacheco, a talented composer and bandleader
born in the Dominican Republic. Jerry Masucci later bought
out his partner Johnny Pacheco from Fania Entertainment
Group Ltd. and was sole owner for many years until his death
in December 1997.
Throughout
the early years, Fania used to distribute its records to
music aficionados around New York City, even going as far
as selling their products out of the trunks of cars. But
eventually good word-of-mouth and immense success from Johnny
Pacheco's Cañonaso recording would lead the label
to develop its roster. Masucci and Pacheco, now executive
negotiator and musical director, respectively, began acquiring
fresh and creative NYC artists like Bobby Valentín,
Larry Harlow and Ray Barreto.
Similar
to Pacheco, most of these new talents were residents of
the city's barrios and boroughs, that had moved to the city
from their homelands and brought their music along. Thus,
Fania and it's All-Stars were results of this era of musical
renaissance and understanding among the countless cultures
of NYC. They created tunes using a variety of genres available
in this melting pot, including those of salsa, boogalu,
Cuban Jazz and Latin R&B.
The All-Stars
In
1968, with Fania Records garnering more acclaim and a troupe
of emerging artists, Jerry Masucci and Johnny Pacheco decided
to create an ensemble of the most well-known and innovative
Fania artists, a continuously-revolving line-up of entertainers
known as the Fania All-Stars.
During
the 1970s, the star-studded group became renowned worldwide
for their spectacular one-of-a-kind musical performances.
Because of this, it is no surprise that their music was
primarily captured and lives on today through a series of
best-selling live recordings.
Among the most treasured of these recordings is the legendary
arrangement "Fania All Stars: Live At The Cheetah,
Volumes 1 and 2." The set, recorded in 1971 and produced
a year later by Fania's own keyboard player Larry Harlow,
exhibits the entire All-Star family performing before a
capacity audience in New York's Cheetah Lounge. The volumes
went on to become the biggest-selling Latin albums ever
produced by one group from one concert. To this day, they
are is still considered by many as the essence of Latin
music.
Following
sell-out concerts in Puerto Rico, Chicago and Panama, the
All-Stars embarked on their first appearance at New York's
Yankee Stadium on August 24th, 1973. The Stars performed
before an unprecedented crowd of 63,000 spectators in a
concert that highlighted the talents of Ray Barretto, Willie
Colón, Larry Harlow, Johnny Pacheco, Roberto Roena,
Bobby Valentín, and Jorge Santana (younger brother
of Carlos Santana), among others. In the days leading up
to the concert, it was anticipated that the event would
revolutionize the music business similar to how the Beatles
did in the early 1960s. In fact, when the All-Stars returned
to Yankee Stadium in 1975, they became ingrained in history.
This time, the highlighted acts included Celia Cruz, Hector
Lavoe, Cheo Feliciano, Ismael Miranda, Justo Betancourt,
Ismael Quintana, Pete “El Conde” Rodriguez,
Bobby Cruz and Santos Colón. That year, "Live
at Yankee Stadium" was included in the second set of
50 recordings in the List of recordings preserved in the
United States National Recording Registry, solidifying the
All-Stars as "culturally, historically, and aesthetically
significant."
Just
a few months before, in 1974, the All Stars had performed
in Zaire, Africa, at the 80,000-seat Stadu du Hai in Kinshasa.
This unforgettable spectacle was captured on film by Gast
and released as "Live In Africa" ("Salsa
Madness" in the UK). This Zairean appearance occurred
along with James Brown and others at a music festival held
in conjunction with the Mohammed Ali/George Foreman heavyweight
title fight. Footage of the performance was also included
in the 2008 documentary "Soul Power".
In
an attempt to attain a wider market for salsa, Fania made
a deal with Columbia Records in the US for a series of crossover
albums by the All Stars. The first project was the lukewarm
"Delicate & Jumpy" (1976), in which Steve
Winwood united with the All Stars' Pacheco, Valentin, Barreto
and Roena. It was also in 1976 that the Fania All Stars
made their sole UK appearance. They produced a memorable
sell-out concert at London’s Lyceum Ballroom, with
Steve Winwood guesting.
In
1978 the All-Stars released "Live," a fully-blown
version of the band recorded in concert at New York's Madison
Square Garden in September of that year.
In 1979, Fania All-Stars travelled to Havana, Cuba, to participate
in the historic Havana Jam festival that took place between
2-4 March, alongside Rita Coolidge, Kris Kristofferson,
Stephen Stills, the CBS Jazz All-Stars, the Trio of Doom,
Billy Swan, Bonnie Bramlett, Mike Finnegan, Weather Report,
and Billy Joel, plus an array of Cuban artists such as Irakere,
Pacho Alonso, Tata Güines and Orquesta Aragón.
Their performance is captured on Ernesto Juan Castellanos's
documentary Havana Jam '79.
 Fania
All Stars
That
same year saw the release of "Crossover," the
All-Stars' last Columbia Records album, as well as "Havana
Jam on Fania," which came from a concert recorded in
Havana on March 2nd.
The
first signs of recession appeared since the late 70s, when
Fania suffered setbacks including an unsuccessful movie,
tension from artists with unpaid royalties, and failed distribution
deals with Columbia and Atlantic Records at boosting salsa
into the mainstream US market. In addition, the New York
salsa scene, which had always been vital to the success
of the label, was gradually succumbing to the rise of merengue
from Dominican Republic and salsa romantica from Puerto
Rico. As the decade ended, the All-Stars recorded fewer
albums together, and it was pretty visible that the genre
-- and the star-studded group that propelled it -- had reached
the end of its golden age.
Although the Fania-All Stars troupe eventually reached a
low during the late 1980s, many of the members continued
to have individual success in their solo careers. Most notably,
Hector Lavoe became an icon in the world of salsa, as people
became enchanted both by his music and his tragic life story.
In 2007, two films about Lavoe were released, including
one produced by actress Jennifer Lopez and salsa star Marc
Anthony.
Celia
Cruz continued making hits until her death in 2003. In fact,
Cruz gained popularity and renewed attention from younger
generations throughout the new millennium, and her last
singles became the biggest of her entire career. During
these years, she was the recipient of numerous Grammy awards,
was invited to perform alongside Aretha Franklin at the
2001 VH1 Divas concert, and just months before her passing,
Univision presented a special tribute concert featuring
over a dozen Latin music performers. After her death in
New Jersey, her body was first laid in state in downtown
Miami's Freedom Tower--where a quarter of a million people
paid their final respects--and was then returned to New
York City where tens of thousands of fans paid tribute to
her in St. Patrick's Cathedral.
Willie
Colon continued producing hits with Ruben Blades and as
a solo artist. His latest album was released in 2007, and
he currently works for Mayor Michael Bloomberg of New York
City.
In
2008, Cheo Feliciano celebrated his 50 years in the music
industry by hosting a spectacular concert at Madison Square
Garden, where Mayor Bloomberg declared July 20th "Cheo
Feliciano Day" in New York.
Today, only a few of the original All-Stars remain alive,
as many have passed away in recent years. Nevertheless,
their vigorous legacy is one that will live on for many
generations. Having sold millions of records and fostered
an enthusiastic following of fans throughout the globe,
the legendary Fania All-Stars continue to be treasured and
recognized as the quintessential Latin band of all time.
Already, their music has transcended newer and contemporary
genres like bachata and reggaeton. The music created by
the All-Stars continues to entertain old and young fans
alike, and they are as popular on the radio as they were
back in the 70s. Interest in the iconic group has not declined,
as albums, concerts, films and videos continue to be produced
about the golden years of salsa.
During
their extended and illustrious history, the New York City-based
Fania All-Stars took their provocative and stirring rhythms
on a journey throughout the world, and left music lovers
enchanted with a remarkable collection of memorable performances
that will capture the hearts and souls of listeners for
many generations to come.
Discography
Studio Albums
A Tribute to Tito Rodriguez (Fania, 1976)
Delicate and Jumpy (Columbia, 1976)
Rhythm Machine (Columbia, 1977)
Spanish Fever (CBS, 1978)
Cross Over (CBS, 1979)
California Jam (Musica Latina, 1980)
Commitment (FNA, 1980)
Latin Connection (Fania, 1981)
Social Change (Fania, 1981)
Lo que pide la gente (StyllaPhone, 1984)
Viva la charanga (Sterns, 1986)
Bamboleo (Caliente, 1988)
Latin Jazz Fusion (Charly, 1988)
Guasasa (Fania, 1989)
Bravo 97 (Sony International, 1997)
Live albums
Live at the Red Garter, Vol. 1 (Fania, 1968)
Live at the Red Garter, Vol. 2 (Fania, 1969)
Live at the Cheetah, Vol. 1 (Fania, 1972)
Live at the Cheetah, Vol. 2 (Fania, 1972)
Live at the Cheetah, Vol. 2 (Fania, 1973)
Latin-Soul-Rock (Fania, 1974)
Fania All-Stars (Island, 1975)
Live at Yankee Stadium, Vol. 1 (Fania, 1976)
Live at Yankee Stadium, Vol. 2 (Fania, 1976)
Live (Fania, 1978)
Habana Jam (Fania, 1979)
Fania All-Stars in Japan (Fania, 1986)
Live in Africa (Fania, 1986)
DVDs
Our Latin Thing
Salsa (Fania, 1974)
In Africa (Fania, 1993)
Live (Fania, 1995) |
BOSSA
NOVA - Saiba mais e escute
Fontes:
National Geographic Channel; Wikipedia; por Bernardo Vieira
S., Jr. http://www.salsabrasilonline.hpg.com.br/; 1001 Disco
para Ouvir antes de Morrer
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