|
A
Volta do Queen
Foi um
retorno que teve início com um pequeno set para fãs
em Brixton e terminou diante de 65.000 pessoas em Hyde Park,
retratando também um momento na história da
Inglaterra.

Queen
+ Paul Rodgers
Adiado
em uma semana, o show no Hyde Park em 2005, veio em uma época
em que Londres estava recuperando-se de uma das piores afrontas
cometidas contra seus cidadãos, os atentados terroristas
no metro e nos ônibus.
O espetáculo para todos os heróis do dia –
em especial os bombeiros de Londres – foi realizado
em uma das noites mais belas do verão. Celebrava-se
a vida.
O Queen
voltou à estrada quase 20 anos depois de um afastamento
imposto à banda pela perda trágica do cantor
Freddie Mercury.
Paul Rodgers
o substituto tem uma voz poderosa, fortemente influenciada
pelo blues, ele é veterano de bandas dos anos 70, como
Free e Bad Company, mas foi desdenhado pela crítica
britânica antes da turnê européia do Queen.
Nigel
Williamson, o editor da revista britânica Uncut, escreveu
que "Freddie Mercury foi o último showman do rock,
o mais exuberante de um meio notório pela exuberância.
Por mais que se admire Paul Rodgers, a escolha dele é
um mistério, seria de se esperar um substituto com
mais glamour, como Justin Hawkins, do The Darkness".
Na revista
Mojo, o jornalista Will Hodgkinson apresentou opinião
semelhante afirmando que, com Paul Rodgers, "o Queen
perde seu maior diferencial e sua estranha perversidade",
pois contava "com um cantor exuberante e claramente gay,
amado por uma platéia heterossexual. (...) É
como se os Rolling Stones buscassem um substituto para Mick
Jagger", dizia o texto.
A resenha
do guia cultural Time Out foi ainda mais desdenhosa, afirmando
que "Fred se revira no caixão, enquanto o homem
do Free desfila seu metal pomposo". Mas, apesar das críticas,
todos revelam curiosidade em relação ao "novo"
Queen.
Álbum
A parceria
com o cantor Paul Rodgers já produziu músicas para o próximo
disco da banda.

Paul Rodgers and Brian May
Batizado
de Queen + Paul Rodgers, o grupo deve lançar um álbum, provavelmente
em 2008. O cantor afirmou em entrevista à revista "Billboard"
que já gravou nove faixas para o disco - eles fizeram diversas
sessões em um estúdio londrino desde o ano passado. Em outubro,
devem voltar a se reunir para terminar de gravar as músicas.
"É algo muito orgânico o que acontece comigo e com o Queen",
afirmou o vocalista. "Estamos deixando tudo correr naturalmente,
sem pressão. Somos apenas nós três." Rodgers iniciou sua parceria
com os remanescentes do grupo em 2004. A banda não tem mais
o baixista John Deacon, que deixou o grupo alegando que queria
se aposentar --sua última aparição com o Queen foi em 1997.
Restaram apenas Brian May e o baterista Roger Taylor, que
em shows são acompanhados por músicos contratados. Para quem
quiser conferir a parceria - considerada uma heresia por muitos
adoradores de Mercury -, já foram lançados os DVDs ao vivo
'Return of the Champions' (2005, com CD) e 'Super Live in
Japan' (2006).
Freddie
Mercury
Freddie
Mercury nasceu como Farokh Bommi Bulsara, no dia 5 de setembro
de 1946, em Zanzibar (atualmente parte da Tanzânia).
Seus pais, Bomi e Jer Bulsara, eram persas. No colégio
os colegas começaram a chamá-lo de Freddie,
nome que a família acabou adotando. A música
a que ele tinha acesso era principalmente indiana, mas também
escutava algumas obras de origem ocidental. Aprendeu piano
e tornou-se membro de um coral. Participava regularmente das
produções teatrais da escola. Em 1964, muitos
britânicos e indianos, devido a distúrbios políticos,
deixaram Zanzibar. Entre os que saíram, estavam os
Bulsara, que foram para Inglaterra. Freddie tinha 17 anos
e decidiu que queria ir para uma faculdade de Arte.
Seu histórico
e suas habilidades naturais garantiram que ele fosse aceito
pela Faculdade Ealing de Arte e em setembro de 1966, Freddie
começou um curso de Ilustração gráfica.
Um de
seus colegas de classe, era o baixista Tim Staffell, de quem
Freddie se tornou grande amigo. Tim levou Freddie para os
ensaios de sua banda chamada Smile.
Apesar
de Freddie gostar do som da banda, ele estava comprometido
em seus próprios projetos e participou ora como vocalista,
ora como guitarrista de outras bandas. Isso até abril
de 1970, quando a banda Smile é reformulada e Freddie
acaba ficando como vocalista. Freddie decide mudar o nome
da banda para Queen, e também, resolve mudar seu nome
para Mercury.
Mercury
(mercúrio) foi escolhido, reza a lenda, por dois motivos:
um por ser o deus dos mensageiros e outro por ser o planeta
do seu signo ascendente. Também em 1970, Freddie conheceu
Mary Austin, eles viveram juntos por 7 anos e se mantiveram
bons amigo até o final de sua vida (inclusive a casa
de Freddie em Londres é dela hoje).
Recorde
O Queen
detém o recorde britânico de disco mais vendido de todos os
tempos no Reino Unido. A marca de 5,4 milhões de cópias pertence
à coletânea "Greatest Hits", lançada em 1981. O disco superou
o total de 4,8 milhões de unidades vendidas de "Sgt. Pepper's
Lonely Hearts Club Band", de 1967, que mantinha o recorde
há anos.
Reencontro
O roqueiro
Paul Rodgers de 55 anos ficou profundamente comovido quando
ele conheceu Jer Bulsara, mãe de Freddie Mercury, em
um concerto no Reino Unido, e ela contou para Rodgers que
sentia que a presença de Mercury estava perto deles.
"Foi
um momento bastante emocional. Ela me perguntou se eu conheci
Freddie e eu disse, ' Não, mas eu senti que conheci
agora.'"
"Ela
olhou para mim e disse, ' eu sei o que você quer dizer
porque eu posso senti-lo aqui também.'"

Fontes
: Folha Online, EMI, Queen Net, Whiplash e
Site
Oficial da Nova Formação (clique aqui)
|