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Paris

Paris é romântica; emocionante; histórica; vibrante; elegante... Não há dúvida que esta merece ser chamada de "Cidade Luz". Paris é pura arte, do começo ao fim, e é exatamente por isso que o turismo tem um grande desenvolvimento, porque os franceses dão importância para a atividade econômica (turismo), e principalmente na imagem que Paris transmite.

É a cidade mais visitada do mundo - tem 106km2 e 2.2 milhões de habitantes. Toda a Île-de-France (a grande Paris) possui 11,1 milhões de habitantes.


Paris

Tendo sido capital de um império que se estendeu sobre os cinco continentes, Paris continua a reter uma forte posição no cenário mundial, e a ser considerada a capital do mundo francófono.

Desde a Idade Média o Sena tem sido o rio de Paris por excelência. A bacia de Paris, onde nasceu o reino francês, permanece como centro econômico, político e cultural da França e, em muitos aspectos, da Europa.

Nas margens do Sena, assim como numa das pequenas ilhas que encontram-se no interior deste rio, principalmente na conhecida atualmente pelo nome de Île de la Cité, nasceu um pequeno povoado à que os galo-romanos chamaram "Lutetia".

No ano de 508, tornou-se a capital do reino franco de Clóvis I. Os francos que lograram vencer aos galo-romanos e assentar-se em Lutetia, mudaram o nome para Paris, em honra a uma tribo de pescadores do Sena, os parisi.

Mas ainda hoje a capital francesa continua conhecida como Lutécia, derivado do latim lutum, argila. O nome dado pelo Imperador Júlio César significava apenas a cidade dos casebres de barro dos Parisii.

Por ali, um crescente tráfego e comércio fez prosperar os Parisii.

Os parisii se estabeleceram no meio do III século A.C. na região. César criou uma assembléia na villa, Lutèce, em 53 A.C. Os moradores se revoltaram, apelando ajuda a Vercingétorix, o chefe das tribos gaulesas. Labiénus, tenente de César esmagou a resistência. Após a conquista, os romanos drenaram os pântanos, construíram belos prédios e trouxeram água com aquedutos.


Lutecia

A cidade crescia no sentido do que foi depois chamado de Rive Gauche, o lado esquerdo do Sena. A dinastia dos Capeto, em 987, por Hugo Capeto, duque da França, tornou Paris a principal cidade do ducado e o poderio dos Capeto estendeu-se gradativamente a toda a França, durante o período de lutas civis que acompanhou as três Cruzadas. Paris floresce, tornando-se famosa como centro cultural e comercial. As Igrejas de Notre Dame (1163) e Saint Chapelle (1245) e a Sorbonne (1253) foram construídas neste período.

Quando ocupada pelos aliados ingleses, os Borguinhões, Paris perdeu sua importância como capital da França. Após a Guerra dos Cem Anos, Paris voltou a ser o centro da nação francesa.

Embora Paris fosse a capital novamente, a coroa preferiu permanecer nos castelos do Vale do Loire. Durante as guerras religiosas, Paris passou a ser dominada pelo Partido Católico, que foi responsável pelo massacre da noite de São Bartolomeu em 24 de agosto de 1572.


Map of Paris 1585

A corte real só foi restabelecida em Paris em 1594 com o rei Henrique IV de Bourbon. Em 1682, o Luís XIV de Bourbon, o "Rei Sol" mudou a corte real para o Palácio de Versailles. Um século mais tarde, Paris viu-se ao centro da Revolução Francesa marcada em seu início pela Queda da Bastilha em 14 de julho de 1789.


Queda da Bastilha 1789

Napoleão I se autoproclamou Imperador da França em 1804 na Catedral de Notre-Dame.


Consagração do Imperador Napoleão I e Coroação da Imperatriz Josefina na Catedral de Notre-Dame de Paris, em 2 de Dezembro de 1804.

A Revolução Industrial, o Segundo Império e a Belle Époque transformaram Paris em um grande centro mundial. Durante a década de 40 do séc XIX, com a construção de ferrovias, Paris começou a receber vários imigrantes que se empregaram em suas indústrias. Ao comando de Napoleão III, a cidade sofreu sua transformação urbana mais significativa. O imperador contratou o Barão Haussmann para que executasse as transformações necessárias para converter Paris na cidade mais moderna do mundo em sua época.


L'Opéra Garnier

Começam a destruir grande parte da cidade antiga e medieval ao passo da construção de grandes bulevares e edifícos modernos, o mais destacado: a Ópera Garnier. Constroem canalizações de águas e outras importantes melhorias públicas.

Em 1889, Paris cediou a Exposição Universal e por época desta foi construída a Torre Eiffel. No ano seguinte, foi inaugurada a primeira linha de metro da cidade.

Durante a segunda guerra mundial, Paris foi ocupada pelos nazistas. A ocupação começou em junho de 1940 e terminou em agosto de 1944.


Desfile de la Liberación de París

A Paris do pós-guerra desenvolveu-se rapidamente. O subúrbio expandiu-se consideravelmente e foi criada o distrito financeiro La Défense.

Em 1968, Paris foi cenário de várias revoltas estudandis, estes eventos ficaram conhecidos como Maio Francês e se tornaram um dos capítulos históricos mais destacados do pós-guerra.

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O Rio Sena

Um passeio de barco pelo rio Sena oferece uma vista que resulta muito atrativa. Através de suas águas ancestrais, é possível viver com intensidade essa sensação onírica de estar preso no passado, numa espécie de cartão postal vivo que golpeia com os cheiros, os sons e as cores do ambiente. Há companhias que oferecem excursões em barcos pelo rio de dia durante quase todo o ano e de noite durante o verão, quando o clima convida a percorrer Paris desta maneira romântica. Os passeios duram desde uma hora até uma manhã ou uma tarde. Algumas naves são de grande elegância e exigem a seus passageiros o uso de traje social.


Pont Royal and Seine River Barge

O rio pode-se percorrer também a pé, por suas margens, encontrando então um forte contraste entre a quietude de suas águas por um lado, e a agitação veicular das vias rápidas que correm paralelas ao rio.

A partir da Île de la Cité , o movimento de expansão da cidade foi sendo feito sob forma de caracol – o que deu origem aos "arrondissements", uma palavra que vem de "arrondi", roliço, arredondado. Assim, os bairros de Paris são chamados "arrondissement" e são numerados de 1 a 20.


Movimento de expansão da cidade

As pontes do Sena foram construídas por ordens de diferentes governantes. A intenção era, desde logo, prática: facilitar o trânsito de um lado a outro do rio; contudo, as caraterísticas estéticas dos franceses fizeram destas pontes lugares românticos e belos onde é possívelos ter um instante de intimidade com o rio e seus reflexos. A Pont Neuf, de 1607, foi nos tempos de sua recente construção um centro de reunião de cantores mambembes, charlatães, vendedores de livros e dentistas amadores, assim como de toda classe de picaretas e ladrões.


L´Institut de France & le Pont Neuf depuis le Pont des Arts

A Pont Royal, construída no reinado de Luiz XIV, permite uma excelente vista dos jardins das Tullerias e o Louvre. A Pont de la Concordia guarda em sua estrutura, pedras tomadas da destruição da Bastilha e com isso representa o fim de uma era de absolutismo que os franceses marcam notavelmente. Também é conhecida como a Ponte da Revolução. Por último, a Pont Alexandre III, construída no final do século XIX, representa a era tecnológica da França, feita em aço.


La Pont Alexandre III

A Margem Esquerda

A Margem Esquerda do Sena têm sido tradicionalmente a zona burguesa da capital francesa. É aqui onde se localizam as boutiques mais exclusivas, as joalherias mais renomeadas, os teatros e cinemas de maior categoria e elegância.


Champs-Élysées

A avenida Champs-Élysées é uma larga passarela para os cinemas, cafés, e lojas de artigos de luxo, mais famosos no mundo. Tem 71 metros de largura por 1,9 km de comprimento.


Champs-Élysées

É a representação da vida parisiense em geral. Espécie de caminho no qual pode-se perder, por um instante, a visão da realidade e sentir-se um personagem épico, romântico, histórico ou ser, simplesmente, um turista que se acerca a uma cultura brilhante. Ainda se só se cruza como mero efeito de trânsito, esta avenida hipnotiza com seu encanto e refinamento. De dia, a beleza de suas árvores, castanheiras, plantadas ao longo do caminho por ordens de Catarina de Médicis, oferece uma vista natural, serena e atrativa para aqueles que gostam dessa estranha conjugação entre a civilização e a natureza. De noite, as luzes que a iluminam convertem esta zona num espetáculo de luz, sofisticado e cosmopolita. São mundialmente conhecidas suas varandas onde é possível observar e sentir que o tempo não é a torturante ameaça do adeus.


O obelisco de Luxor na place de la Concorde

Um percurso comum é o que se inicia na Praça da Concórdia, onde foram guilhotinadas milhares de pessoas durante a era do Terror, inclusive, rei e rainha. Nesta praça encontra-se também o monumento mais antigo da França: o Obelisco de Luxor, impressionante obra de 23 m de altura, talhado em granito rosado no ano 1300 a.C., presente dado pelo vice-rei do Egito em 1836.


Place de La Concorde, au crépuscule

No extremo superior da Avenida dos Campos Elísios, o Arco do Triunfo testemunha, bem no centro de Paris, as conquistas de Napoleão. Com uma arquitetura semelhante aos monumentos de glória romana, foi edificado em 1836.


Arco do Triunfo

O seu miradouro, a 50 metros de altura do solo, permite uma visão abrangente de 12 avenidas da capital francesa.


L´Arc de Triomphe

Durante este trajeto podem-se observar o Petit et Grand Palais, da época monárquica, esculturas colossais que ganharam um lugar neste ponto e embaixo do Arco do Triunfo, o túmulo do "soldado desconhecido" - em homenagem aos franceses que morreram em combate durante as guerras mundiais.

O Museu do Louvre é sem dúvida um dos lugares mais fascinantes em Paris. Não apenas por ser um dos maiores e mais magníficos museus de arte do mundo, mas também porque é um prédio de tirar o fôlego, com um simpático shopping embaixo (chamado de Carrousel du Louvre) e um jardim belíssimo na frente (Les Tuileries, onde ficava um antigo palácio da monarquia francesa. Marie Antoinette e Louis XVI quase morreram lá antes de irem para a prisão de fato).


Louvre

Mais de 18 hectares compõe esta espécie de praça-museu que abriga em torno de 400.000 obras; entre estas, "A Mona Lisa" de Leonardo Da Vinci. Entrar no Louvre é abstrair-se do acelerado mundo atual e transladar-se a uma época sem tempo, onde só a sensibilidade, os pensamentos e a beleza marcam o ritmo da história. Construído em princípios do século XIII, foi originalmente uma fortaleza de proteção da cidade. Com o passar dos anos foi sofrendo modificações que o deixaram mais acolhedor e que o converteram em residência real. Em outra época, foi residência de cortesãos menores ou de artistas até que, durante a Revolução Francesa, foi utilizado como Quartel General, para ser convertido por Napoleão, anos mais tarde, em museu. A última modificação ocorrida, foi durante o mandato de Mitterrand, a construção da Pirâmide de Cristal, imponente e polêmica obra que encontra-se na da entrada principal e que lembra aos visitantes a presença do século XX.


Paris depuis le Quai du Louvre

O museu está dividido em três andares e em oito salas: antigüidades orientais, egípcias, gregas, etruscas e romanas, esculturas, pinturas, artes gráficas e objetos de arte. A seção de objetos de arte, guarda a coleção de jóias da Coroa Francesa que contem o inacreditável diamante Regent de 186 quilates. No salão Napoleão, podem-se observar a história do próprio museu e exposições temporais; esta é também a parte onde situam-se restaurantes e livrarias. O Louvre abre suas portas de 9:00h a 21:30h. Todos os dias, exceto as terças-feiras.

O Palais Royal é uma impressionante construção erigida pelo Cardeal Richelieu em 1639. A beleza e a paz que irradia fazem pensar na diferença entre hoje e a época em que era palco para as intrigas palacianas e eclesiásticas que dominaram esse período da história. Para poder sustentá-lo, desde os tempos da monarquia, se abriram ao público vários salões do andar térreo convertendo-os em cafés e lojas exclusivas que perduram até hoje.


Palais Royal, which once accommodated Louis XIV in the 17th century.

Les Halles foi o mercado mais importante desde 1183 até os anos sessenta, quando foi convertido num espaço mais higiênico e moderno, mas menos vivo, chamado Forum des Halles. Atualmente abaixo deste localiza-se uma das estações do metrô de Paris mais abarrotadas. Seu espaço multicomercial e modernista é ocupado por lojas de todo tipo e cafés. Nos arredores deste Forum encontra-se a Videoteca de Paris, ampla, moderna e muito visitada e o Museu de Holografia. A escassos metros do Forum encontra-se a Fonte dos Inocentes, obra renascentista que atrai com a sua beleza e simplicidade.


Les Halles de Paris - Paris

O Centro George Pompidou, conhecido também como o Museu Nacional de Arte Moderna, é o centro principal de exposições temporais e de obras de Matisse, Miru e Picasso entre outros. Conta com uma extensa praça exterior onde artistas mambembes apresentam suas obras. O Museu é um moderno complexo que conta com biblioteca informativa, salas de projeção e um Centro de Criação Industrial dedicado à arquitetura moderna.


Centre George Pompidou

No fundo do Pompidou pode-se aceder a lugares alternativos como "O defensor do Tempo", que não é outra coisa se não um grande relógio mecanizado de beleza excepcional, o IRCAM, um centro "underground" destinado à criação musical e a Praça Igor Stravinsky, que conta com a primeira fonte contemporânea de Paris, cheia de colorido contrastante com a sobriedade do local.

Place Vendome é a área que abrigava a estátua de Luiz XIV, mas que terminou ocupada pela efígie de Napoleão. Atualmente é a zona financeira de Paris, repleta de bancos, joalherias, casas de bolsa e o Ministério de Justiça.


Place Vendome

Seguindo pela Rue da Paix, podem-se observar as melhores lojas de peles, jóias e artigos de ourivesaria até chegar ao Teatro da Opera, o maior do mundo, do estilo neobarroco, que atraiu ao mais seleto grupo da aristocracia e da burguesia posterior à Revolução Francesa e cujo vestíbulo foi decorado pelo pintor Chagall.


Paris - L'Opéra

O caminho da Opera à Place da Madeleine foi em seu tempo o caminho de artistas tão brilhantes como Renoir e Manet, que celebraram ali a primeira exposição de pintura impressionista. A duas quadras da Madeleine encontra-se o Maxim's, o restaurante mais exclusivo da cidade.

Caminhar pela Rue du Faubourg Saint-Honoré é fazê-lo pela rua que oferece os espaços mais excêntricos no relativo a compras em Paris; ao mesmo tempo, é possível observar o Palácio Presidencial francês, conhecido como Palais de l'Elysèe.

Dentro da área que se conhece como Margem Esquerda encontra-se o distrito de Montmartre que é a zona boêmia por excelência. Aqui é possível apreciar as paisagens humanas e naturais que inspiraram a Renoir, Van Gogh, Gauguin e Picasso em suas particulares visões do mundo.


Montmartre

Aqui também encontram-se alguns dos estúdios onde inicialmente estes artistas libertaram a suas idéias. Uma veloz viagem para o presente faz ver em suas ruas, artistas de todo tipo, em especial pintores, que realizam suas obras nas calçadas da Place du Terte, perante os assombrados olhos dos turistas. Este mercado de arte resulta interessantíssimo pela vivacidade de sua gente, pela mistura de cores e sotaques que a zona impõe e pelo contraste entre o sublime e o vulgar.

Pequeno mas adequado à obra de Salvador Dalí, no coração deste distrito, existe um pequeno museu que mostra algumas pinturas deste gênio espanhol. Também é recomendável visitar o Museu Montmartre que realiza exposições temporais de obras artísticas nascidas no bairro; talvez não tenha a imponente força de outros museus de Paris, contudo, oferece o atrevimento de se descobrir a arte que está nascendo no presente.

A Basílica do Sacré-Coeur, situada numa colina, reflete a luz de maneira espetacular nesta parte de Paris. Foi construída em 1871 num estilo romano bizantino, carregado em adornos, de pedra de Chateau-Landom que têm a qualidade de endurecer e volver-se mais branca com o passo dos anos.


Basílica do Sacré-Coeur

De sua cúpula, se obtém uma estupenda vista da cidade. Para aceder à basílica pode-se tomar o funicular que parte da rua Foyatier e que aceita os bilhetes do metrô de Paris.

Próximo a esta basílica localiza-se a Igreja de Saint Pierre de Montmartre, construída em 1147, cuja beleza radica em seu estilo gótico primitivo.


Igreja de Saint Pierre de Montmartre

O cemitério de Montmartre oferece a beleza de seus jardins e seu silencio respeitoso, com a possibilidade de acercar-se os túmulos de alguns notáveis personagens da cultura como Stendhal, Heins, Degas, Zolá e Berlioz.

Há lugares deste distrito que contam com uma grande tradição popular. O primeiro é um restaurante chamado "A a Mère Catherine", onde os corsacos russos com sua mistura lingüística criaram uma gíria deste ambiente que perdura em Paris. O outro lugar é o Au Lapim Agile (O Coelho Ágil), clube noturno onde realizam-se tertúlias literárias desde 1910. De toda Paris, só em Montmartre sobrevive uma pequena parcela de vinhedos situados na Rue Sant Vicent e que no primeiro sábado de outubro revivem o ritual da colheita da uva, esquecido e perdido entre as histórias desta cosmopolita cidade.

Várias regiões da cidade, como Bastille e Belleville, são redutos da juventude mais informal, que povoa, com seus piercings e tatuagens, os restaurantes, bares e clubes locais. O Marais, cujo nome provém de haver sido uma zona pantanosa, é outro distrito da Margem Esquerda. As construções que conserva revelam o desenvolvimento histórico, artístico e arquitetónico de Paris desde os últimos anos do século XVI até a Revolução. Esse distrito é patrimônio histórico da UNESCO.


Paris - Marais - Hôtel de Sens

É um bairro que guarda às casas mais representativas do renascimento e que atualmente alberga museus históricos e biográficos, assim como bibliotecas. Algumas de suas velhas mansões têm-se convertido em sóbrios hotéis que permitem viver a fantasia de hospedar-se em lugares verdadeiramente impressionantes.

A Place des Vosges é um canto de beleza apurada com seus jardins e construção palaciana de absoluta simetria. O escritor Víctor Hugo viveu nesta zona e seu lar é atualmente um museu em sua homenagem.


Place des Vosges

O Museu Picasso foi criado em 1986 com numerosas obras do autor que o governo francês herdou como pagos sucessórios à morte do pintor. Guarda uma coleção de quadros, desenhos e esculturas que refletem claramente a evolução do artista, com seus períodos azul, rosa e cubista. A coleção não se exibe completa todo o tempo; as obras são selecionadas periodicamente. O museu inclui pequenas salas de projeção e abre todos os dias, exceto terça-feira e feirados, de 9:30 a 18:00 h.

O Museu Kwok-On é um espaço dedicado à cultura oriental que contem objetos dos festivais mambembes das tradições orientais.

As ilhas do Sena

As ilhas que encontram-se no interior do Sena são a origem da paisagem urbana parisiense. Ile da Cité é o lugar mais antigo de Paris. Em seu interior encontram-se alguns dos lugares mais representativos da cidade.


Rue du Quai de Bourbon. Ilw de La Cité

O Concergierie foi um palácio destinado durante a Revolução a salvaguardar os prisioneiros até o momento de sua execução na guilhotina.


La Concièrgerie depuis le pont au Change

Sainte- Chapelle é uma magnífica obra gótica do ano 1248 cuja principal caraterística é a cor e a luz que se filtram através de suas 15 lendárias vidraceiras elevadas, construídas como um caleidoscópio em cores vermelho, azul, dourada, verde e malva que formam cenas religiosas assombrosamente belas. Suas altas torres de 15m de altura, estão coroadas por uma espécie de espinhas talhadas em pedra que representam as espinhas que Cristo levou em sua cabeça.


Interior of the Sainte-Chapelle, Paris

Paris não se concebe sem a imagem da Catedral de Notre-Dame, obra prima da arquitetura gótica e medieval. Sua construção se iniciou em 1163 e levou 170 anos para terminá-la. A impressionante nave do estilo romano está rodeada por colunas e torres góticas que se coroam com esculturas de imagens claramente medievais.


Notre Dame

A luz, que tanto encanta aos franceses joga um papel central nesta preciosa construção, através de grandes rosetões que oferecem nos entardeceres um espetáculo próximo ao céu. Ao lado desta magnífica construção, se desenvolveu o Museu Notre-Dame, destinado a recolher a história e tradição da célebre basílica que inspirou a mais conhecida obra de Víctor Hugo.


Chevet de Notre Dame de Paris depuis le Quai d´Orleáns

Ile Saint-Louis é a outra ilha que fica no Sena. Tem uma grande diferença com Ile da Cité ao conservar um caráter menos religioso e mais pagão com seus hotéis, restaurantes e bares onde a vida se goza amplamente.


Bras de la Seine depuis I´lle Saint Louis

A Margem Direita

No lado direito do rio Sena, o Quartier Latin ainda se conserva como área de estudantes e intelectuais. Os bulevares Saint Michel e Saint Germain abrigam os bistrôs mais queridos da boêmia francesa. O mais famoso é o Café de Flore (172, Boulevar Saint Germain, metrô Odéon) onde a turma de Jean-Paul Sartre se reunia.

A Place Sainte-Michael é o lugar onde podem-se adquirir livros em maior quantidade e onde acudem com freqüência os estudantes, razão pela que está repleta de cafés onde se vive um ambiente muito juvenil.

A Sorbonne foi, inicialmente um lugar onde os estudantes se reuniam ao ar livre para discutir sobre temas teológicos. Seu fundador foi Robert de Sorbon em 1253. Séculos mais tarde, o Cardeal Richelieu apoiou a financiamento deste centro, tempo em que se construiu a Igreja da Sorbonne onde se celebra uma missa em honra ao cardeal ano após ano no 4 de dezembro, dia de sua morte.


Sorbonne

A universidade conta com um Anfiteatro de 2.700 assentos onde se levaram a cabo históricas discussões, como a de maio de 1968. Esta construção conta no interior com pinturas de Puvis de Chavannes que a embelezam notavelmente. A universidade tem-se estendido atualmente em diversas faculdades que ocupam zonas retiradas.

Próximo à Sorbonne encontra-se o Pantheon, de estilo neoclássico, onde estão os restos dos heróis, políticos e literatos mais notáveis da nação. Foi construído na época de Luís XV, como Igreja de Santa Genoveva, e nacionalizado em 1791. O funeral de Víctor Hugo foi que marcou a pauta para este caráter secular do Pantheon; diz-se que foi o funeral mais imponente da história francesa. Aqui jazem entre outros, Napoleão, Voltaire, Rousseau, Émile Zola, assim como Louis Braille, inventor do alfabeto para cegos.


The Panthéon in Paris designed by Jacques-Germain Soufflot, 1755-1792. When the building was finished, in the midst of the French Revolution, the Constituent Assembly of the Revolution decided by decree to transform the church into a temple to accommodate the remains of the great men of France.

O Museu Cluny, nas redondezas do Quartier Latin, possui as melhores coleções de arte medieval e ruínas de banhos galo-romanos.

O bairro de Luxemburgo é uma zona pacífica e extremadamente elegante no meio de uma cidade moderna. Os Jardins de Luxemburgo, possuem uma beleza menos simétrica que os de Versalles ou as Tullerías, todavia permitem desfrutar de um momento de relax e de uma visão tranqüila sobre Paris. Foram propriedade do Conde de Provence, atualmente estão a cargo do Estado.


Fontaine Médicis, Jardin du Luxembourg

St-Germaim des Prés é outro bairro parisiense do lado direito. Centro de vida e reunião de intelectuais da envergadura de Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir. A filosofia e a arte existencialista nasceram neste distrito depois da Segunda Guerra Mundial. É um espaço coberto de bares, cafés e brasseries, lojas de antigüidades, livros e moda que a fazem ruidosa, movida, intranqüila, causando a sensação de que ai se cozinha algo encantador a respeito da vida e do pensamento. O Café de Flore, com seu interior em Art Deco, refugiou a muitos destes célebres intelectuais enquanto que a Brasserie Lipp, decorada com azulejos de cores, é centro de reunião de políticos atualmente. A Igreja do bairro, do mesmo nome, é uma das mais antigas de Paris; conta com uma torre com um relógio de 1.000 anos e no interior descansam Descartes e o rei de Polônia.

A Ecole des Beux Arts, possui grande tradição desde o período medieval. O Palais de l'Institute de France acolhe à prestigiosa academia francesa, fundada em 1635 por Richelieu. Posteriormente se incorporaram a Academia de Letras, de Ciências, Belas Artes e Ciências Políticas.

O Palais Bourbon é a sede da Assembléia Nacional. Sua imponente construção do séc.XVIII é o marco do perímetro das embaixadas, ministérios e residências de nobres. Está adornado por pinturas de Delacroix.


Le Palais Bourbon, à Paris, siège de l’Assemblée nationale française

O Museu D´Orsay é uma soberba construção de Víctor Laloux, que em 1900 se desenhou como um terminal de trens. Resgatado e remodelado em 1986, se converteu em museu. Conta com três níveis: no primeiro, se oferecem obras correspondentes ao período de 1850 a 1900; na segundo andar pode-se apreciar uma mostra de Art Nouveau decorativo do século XIX e princípios do XX, assim como uma mostra dos primórdios do cinema; o andar superior conserva uma destacada e ampla coleção da pintura impressionista e pós-impressionista francesa. Entre as obras mais atrativas estão "Almoço na Grama" de Manet, "As Portas do Inferno" de Rodin, "Retrato do Doutor Gachet" de Van Gogh e "Bailando no Moulin da Galette" de Renoir.


Museé D´Orsay

O Museu Rodin, antiga residência do artista, é onde observa-se seu célebre "Pensador", que transmite a constante dúvida do homem perante a vida, e "O Beijo", que revela o erotismo em sua expressão mais pura, impregnando os espectadores de uma magia que não se dissolve facilmente. Uma riqueza a mais deste museu é a possibilidade de encontrar-se com a obra de Camille Claudel, mulher que compartilhou uma tormentosa relação com Auguste Rodin.

Montparnasse é um distrito do lado direito da cidade que conserva um elevado nível de vida. Montmartre é um centro de reunião de artistas, normalmente os mais vanguardistas. Os lugares mais atrativos deste distrito não são precisamente grandes construções, praças ou mercados senão suas cafeterias e bares onde personagens históricos discutiram e deram forma a suas idéias, pensamentos e projetos que mais tarde influiriam no mundo. Por este espaço parisiense desfilaram numerosos expatriados russos e americanos como Hemingway, Gertrude Steim e Trotsky, acompanhados por franceses, espanhóis que viam em Paris o centro de seu desenvolvimento, ingleses que procuravam um refúgio para atrair a inspiração e escrever, assim como um sem fim de aspirantes a artistas ou políticos que nunca chegaram a ser conhecidos pela história.


A view from the top of the Eiffel Tower to Montparnasse.

A maior parte dos lugares onde esta agitada vida cultural se gerou permanecem atualmente e oferecem serviço ao público.


Montparnasse

A Coupole é uma brasserie que funciona desde 1927, A Closerie des Lilas era o lugar favorito de Lenin e Trotsky. Porém, há um legado popular que Montparnasse deixou à tradição francesa: em 1845, na Sala da Grande Chaumiére, nasceu o Cancán.

Esse terrirório favorecedor do pensamento conta com um cemitério que, como era de se supor, guarda os restos de alguns de esses homens e mulheres que nestas ruas deram a luz a suas mais brilhantes idéias.


Pied de la Tour Eiffel

A Torre Eiffel foi construída para a Exposição Mundial de 1889. A Torre celebra o centenário da Revolução Francesa e era uma demonstração do que de melhor se fazia, no que se refere a estruturas metálicas. Durante três anos, foram feitos cinco mil e trezentos projetos por cinquenta engenheiros. Inicialmente, a torre media 312 metros de altura, contando com uma bandeira que tinha no topo. Hoje, a altura total é de 324 metros e o que está no topo é uma antena de rádio. É pintada de cinco em cinco anos e são necessárias 50 toneladas de tinta para pintar toda a superfície. A Torre Eiffel é o monumento mais visitado do mundo, até ao final de 2006, foram registadas 222.904.612 entradas.


Eiffel Tower

Seu desenho, naquele tempo modernista, despertou severas críticas para seu autor, talvez porque resultava chocante com o estilo da Paris do século XIX. Os 324m de altura são divididos em três níveis. No primeiro pode-se chegar a um observatório, aos 57m de altura por meio de elevadores hidráulicos ou degraus. O segundo nível conta com o Restaurante Julho Verne, que oferece uma vista magnifica de Paris através de suas amplas janelas de cristal. O terceiro e último nível têm uma capacidade de 800 pessoas e salas de observatórios com potentes lentes para inspecionar a cidade.


The Eiffel Tower, an icon of Paris, is a wonder of design and structure, and an impressive sight worth getting close to.

Assim como Paris têm sido o centro histórico das mais notáveis expressões da arte através da história, também é, hoje em dia, uma janela para olhar para a tecnologia do presente e a do futuro. A Cité des Sciences et de l'Industrie, é o museu mais moderno desta clássica cidade e o segundo mais visitado, depois do Louvre, com: 5 milhões de visitantes por ano.


La Cité des Sciences et de l'Industrie

Em suas salas de simulação, é possível converter-se no piloto de um sofisticado avião, em capitão de um moderno submarino ou realizar uma viagem mágica desde as entranhas da terra até o universo. A Géode é uma construção hemisférica de 1000 metros quadrados que compõe uma tela cinematográfica através da qual se projetam filmes que são uma homenagem à imagem e o som.

Outras atrações para crianças em Paris são O Jardim d'Acclimatation, parque infantil situado no Bois de Bologne que conta com um trem em miniatura, zoológico e barcos. O Parque Floral de Paris é similar ao anterior, embora esteja situado na zona leste. Há vários aquários que reúnem espécies exóticas; entre os mais famosos estão o Centre da Mer et des Eux e o Aquarium Tropical.


L'aquarium du Trocadéro. Le premier aquarium du centre de Paris a ouvert ses portes sous la colline de Chaillot, dans les jardins du Trocadéro.

Idealizado pelo oceanógrafo Jacques Costeau, o Parc Océanique está destinado à observação de espécies marítimas; o valor da entrada é alto pois com ela se financia a exploração científica, contudo, seu conteúdo é muito interessante para aqueles que gostam do mar.

O Museu da Femme et Colletion d'Automates é um atrativo lugar para as meninas e as pessoas que não esqueceram a ternura da infância. Sua coleção de bonecas de corda e automáticas é posta para funcionar a cada tarde.

O bairro de Septième é o onde encontra-se a burguesia parisiense, consulados, a École Militaire, o Musée des Armées e a sede mundial da Unesco. Um local interessante também com outra proposta, é La Defense, uma área futurística criada por multinacionais francesas onde está o moderno arco do triunfo, o Grand Arch de La Defense, e outras esculturas.


Vue panoramique de Paris et La Défense

Paris Plage

A Paris Plage, "praia" artificial, com calçadão e areia, instalada à beira do rio Sena, é uma curiosa e arrojada tentativa de levar um ar mais tropical e descontraído à cidade, quando ela se vê mergulhada no calor.


Paris Plage

A praia “surge” nos meses de julho e agosto, para aliviar os parisienses que não podem fugir da cidade e ainda têm de assistir a uma boa parte das padarias, restaurantes e lojas fecharem suas portas, para reabrir apenas em setembro.

Nuit Blanche

A Nuit Blanche acontece na primeira semana de outubro. Em uma única noite, vários monumentos e pontos turísticos ficam abertos até a alta madrugada, festas acontecem nas ruas, bares são convidados a não fechar as portas: é Paris vivida em toda a sua intensidade.


Nuit blanche

Arredores de Paris

Versailles

O palácio de Versailles é símbolo da grandeza da França, na época de Luís XIV, o Rei Sol. Lá pode-se admirar os magníficos jardins e o Trianons.


Palace Versailles

É possível também visitar os Apartamentos do Palácio. O Trianon é um vilarejo adquirido e em seguida destruído por Luís XIV onde foi construída uma casa para ele se refugiar.

http://www.chateauversailles.fr

Vaux Le Vicomte

Situado a 50 km ao sudeste de Paris, o castelo de Vaux le Vicomte possui uma história surpreendente: construído no século XVII por Nicolas Fouquet, o Ministro das Finanças, este castelo inspirou o Rei Luís XIV na construção do castelo de Versailles. Depois de ordenar a prisão de Fouquet, que possuía o mais belo castelo do reino, Luís XIV decidiu construir o castelo de Versailles pelas mãos dos mesmos artistas que haviam construído o Vaux le Vicomte.

Chartres

Considerada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade, a Catedral de Chartres é até hoje um importante local de peregrinação do mundo cristão. A catedral é conhecida também por sua coleção de vitrais coloridos dos séculos XII e XIII; lá pode-se apreciar o famoso “azul de Chartres”.


Catedral de Chartres

Fontainebleau e Barbizon

Localizado em um belíssimo bosque, Fontainebleau foi uma das residências favoritas dos reis da França. Os apartamentos ocupados por Napoleão I foram restaurados e podem ser visitados. Do outro lado do bosque, o vilarejo de Barbizon ficou conhecido graças a artistas como Jean-François Millet e Robert Louis Stevenson, que lá viveram no século XIX.

Giverny

Casa do pintor Monet. Pode-se fazer um passeio para visitar a casa onde viveu Claude Monet, seu antigo atelier e os jardins.

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Sites de alguns dos principais centros turísticos:

Museu do Louvre
Museu d'Orsay
Museu Rodin
Museu nacional da Idade Média - Cluny
Torre Eifel
Arco do Triunfo
Centro Pompidou
Basílica de Sacre Coeur

A listagem completa dos museus e monumentos de Paris está disponível no site do Escritório Oficial de Turismo de Paris.

www.parisinfo.com

Baladas: http://www.lesinrocks.com/

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Calendário de Paris

Janeiro e Fevereiro: desfiles de moda para as coleções de verão.
Abril: os Jardins du Luxembourg abrigam um festival de flores, cores e teatro de marionetes na chegada da primavera.

Maio: o Festival de Versailles reúne óperas, concertos, teatro e balé; já o Festival de Paris conta com apresentações das maiores orquestras e corais do mundo.

Junho: o Festival de Marais, no bairro parisiense de mesmo nome, agita a cidade com shows.

Julho: no dia 14 comemora-se a Queda da Bastilha no feriado francês mais importante; há desfile militar na Champs Elysées com a presença do presidente e do primeiro-ministro. À noite, a festa nos postos dos Bombeiros e queima de fogos na Torre Eiffel.

Julho: em meio ao verão ocorre a Tour de France, a mais famosa competição ciclística do mundo, que percorre o país.

Agosto: temporada de férias na cidade.

Novembro: O frio chega com o Beaujolais Nouveau, a festa do vinho.

Dezembro: O Natal faz a cidade brilhar. Os Champs-Elysées fica toda decorada e tira o fôlego de quem passa. É a cidade-luz dando jus ao nome. Aproveite a época para provar a culinária francesa, que atinge o ápice nas festas de final do ano. A passagem do ano, como tudo nela, é única na "Cidade Luz".

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Todo endereço de Paris traz algo como o CEP do Brasil, formado pelo número 75 (que representa Paris perante as outras cidades da região) seguido de zero e do número do bairro correspondente.
Exemplo :
Um dos escritórios do Office de Tourisme de Paris
99, rue de Rivoli
75001 Paris - pelo final "01" é possível saber que está localizado no primeiro arrondissement.

Bandeira da cidade de Paris Brasão da cidade de Paris

Fontes: Embaixada da França no Brasil; Escritório Oficial de Turismo de Paris; Câmara de Comércio França-Brasil; Toni Sciarretta; Editor de Economia da Folha Online; Viagens e Imagens; Fotos: © Heiner Wittmann



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