Um misterioso
índio chamado Sumé vivia nas florestas do norte
do Brasil. Como seus poderes despertavam inveja nos pajés
que ali moravam, ele teve de fugir. Durante a fuga, passou
pela Pedra do Ingá, na Paraíba, onde deixou
desenhos e abriu uma trilha conhecida como Paêbirú
(ou Caminho da Montanha do Sol). É nessa lenda que
se baseia o disco Paêbirú, de Lula Cortês
e Zé Ramalho, lançado em 1975. O tema fez com
que o álbum ficasse envolto numa mística, acentuada
por uma enchente que ocorreu em Recife naquele mesmo ano e
que destruiu boa parte dos LPs antes do lançamento.
Hoje os vinis sobreviventes são vendidos por até
R$4 mil.
Paêbirú - Lula Cortes e Zé
Ramalho
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Cada
da lado do álbum duplo de "Paêbirú"
tem um conceito: fogo, terra, ar e água. Cada um tem
uma sonoridade. Fogo é o lado mais roqueiro, ar são
músicas mais etéreas.
Para entender
melhor essa história, os cineastas Cristiano Bastos
e Leonardo Bomfim fizeram o documentário Nas Paredes
da Pedra Encantada. A produção contou com
a ajuda de Cortês, que levou os diretores até
a Pedra do Ingá e lhes deu depoimentos.
Zé
Ramalho - que até hoje visita a Pedra e acredita que
extraterrestres estão por trás de suas inscrições
- não dá depoimento para o filme. Mas autorizou
os diretores a usar todas as músicas para contar a
história.
Registros
fotográficos das gravações do "road
doc" Na Paredes da Pedra Encantada, que ilustra
a arte gráfica do filme: