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Moscou
à noite
Por:
Martin Cruz Smith | Emily Krieger | Foto: Gerd Ludwig
Smith

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Curiosidades
A cada
ano, a revista Forbes publica uma lista com os bilionários
do mundo; em 2008, Moscou abrigava 74 deles, mais do que qualquer
outra cidade no mundo (Nova York vinha em segundo lugar, com
71). O bilionário típico de Moscou é
um homem com idade entre mais de 35 anos até 55, com
valor líquido médio de US$ 5,9 bilhões.
O mais rico da cidade, Oleg Deripaska, fez sua fortuna no
setor do alumínio. Avaliado em US$ 28 bilhões,
ele é a nona pessoa mais rica do mundo.

A única
bilionária mulher em Moscou é a magnata da construção
Yelena Baturina. Mulher do prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov,
ela começou sua carreira como operária. Em 1991,
ela abriu a Inteko, primeiro produzindo mobília e depois
expandindo para a construção. Outros bilionários
de Moscou ganharam dinheiro no setor dos metais e do petróleo.

Apesar
de Moscou abrigar dúzias de bilionários, a maior
parte de seus cidadãos lutam para sobreviver na cidade
que alguns observadores classificam como a mais cara do mundo.
Em 2007, o salário médio foi de 28.726 rublos,
que corresponde aproximadamente a $1.230.

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O
prédio Russia Tower, que deve estar pronto em 2012,
vai ter mais de 610 metros de altura, com salas comerciais,
lojas de varejo, um hotel, restaurantes, apartamentos,
pista de patinação no gelo pública,
spa e plataforma de observação.
Imagem
cedida por Fosters and Partners
Legenda: Russia Tower
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O prefeito
Yuri Luzhkov é responsável por diversos projetos
de obras públicas, inclusive a reconstrução
da Catedral de Cristo Salvador, um shopping center subterrâneo
na praça Manezh, perto do Kremlin, e monumentos, incluindo
um de Pedro o Grande no rio Moscou.
A reconstrução
de Moscou foi controversa, porque em sua tentativa de incorporar
diversos estilos arquitetônicos, Luzhkov incluiu edifícios
que alguns cidadãos consideram medonhos.

Crédito:
Gerd Ludwig
Legenda: A catedral de Cristo Salvador
reconstruída depois de os soviéticos a terem
derrubado.

Os moscovitas
adoram a vida noturna. A cidade de 10,5 milhões de
habitantes tem centenas de clubes lotados e bares que, no
fim de semana, só fecham quando outros estabelecimentos
já estão abrindo para o brunch. Os clientes
ricos que há muito desfrutam do entretenimento caro
gastam com facilidade mais de mil dólares por noite,
mas a crescente classe média ajudou a democratizar
a cena dos clubes – a renda real na Rússia dobrou
desde 1999, e a classe média hoje forma até
um terço da população. Seguranças
fazem cumprir um "controle de rostos" elitista,
que mantém as pessoas feias e bêbadas demais
fora, enquanto deixam entrar as bonitas e as com boas conexões.
Visitantes acostumados com a estética da época
dos soviéticos ficam surpresos com a beleza e as roupas
boas dos moscovitas de hoje. A queda do comunismo permitiu
que alguns poucos, apelidados com desdém de "Novos
Russos" a consumir de maneira conspícua, e a prática
se disseminou para a população em geral.
Outros
ramos também estão florescendo. O prefeito Yuri
Luzhkov está em uma missão de 16 anos para revitalizar
a capital com novos prédios e monumentos, e para manter
o progresso e evitar o congestionamento durante o dia, os
canteiros de obras de Moscou zunem madrugada afora. Cinco
milhões de carros também sobrecarregam a rede
concêntrica de vias da cidade. Mas há cada vez
menos estrutura para um setor: o do jogo. Muitos representantes
do governo, com mais destaque Luzhkov e o primeiro-ministro
Vladimir Putin, apóiam uma proposta de lei para retirar
o jogo das cidades e concentrar a atividade em quatro zonas
especiais nos cantos mais remotos da federação
até 2009. Luzhkov há muito critica o jogo e,
de modo intermitente, fecha locais que praticam a atividade,
e há a declaração pública famosa
de Putin em que ele lamentou que o jogo tinha se transformado
em problema nacional tão sério quanto o alcoolismo.
Mas muitas pessoas desconfiam (ou esperam) que alguma brecha
na lei permita que o jogo permaneça na capital.
Moscou
quando escurece também se enche de clichês da
cidade grande: bêbados, sem-teto, prostitutas, assassinatos.
Muitos dos sem-teto sofrem de alcoolismo e com o frio –
a cada ano, entre cem e 350 pessoas morrem de hipotermia nas
ruas. Apesar de a prostituição ser ilegal, geralmente
é tolerada, graças a clientes endinheirados
que freqüentam os bordéis da cidade e a força
policial acostumada a olhar para o outro lado. Gangues e trapaceiros
também atacam alvos fáceis como estrangeiros,
bêbados e sem-teto. Mesmo assim, o crime nas ruas é
raro na comparação com os homicídios
– o número de assassinatos é lendário,
apesar de estar caindo nos últimos anos.
Gerd
Ludwig Interview by Greer McNally - Clique Aqui
Martin
Cruz Smith é autor de "Gorky Park", best-seller
que mostrava a União Soviética do início
dos anos 1980 pelos olhos de um inspetor da polícia.
Gerd Ludwig é fotógrafo da revista National
Geographic e já fez fotos em mais de 70 país
em todo o globo, sendo veterano da renomada série de
livros “A Day in the Life”, venceu diversos prêmios
de fotografia, e frequentemente realiza exposições
de suas fotos em galerias de todo o mundo.
Bibliografia
Smith,
Martin Cruz. "Moscow Never Sleeps." National Geographic
(agosto de 2008), 106-133.
"Background Note: Russia." U.S. State Department.
"Population data." Population Reference Bureau.
"Building a New Rome." Economist (August 24, 2006).
"Live With President Vladimir Putin." President
of Russia, October 18, 2007.
Yasmann, Victor. "Russia: Kremlin Sets Its Sights on
Gambling." Radio Free Europe/Radio Liberty, October 19,
2006.
Bush, Jason. "What's Behind Russia's Crime Wave."
Business Week (October 19, 2006).
Outras
fontes de pesquisa:
Moscow.
Portfolio.com.
Singer, Natasha. "Not Down and Out in Moscow." New
York Times, November 29, 2007.
"Moscow: Rich in Russia." Frontline/World, October
2003.
Wines, Michael. "Moscow Journal; As the Streets Clog
Up, Cars Hit the Sidewalks." New York Times, July 25,
1998.
"The World's Billionaires." Forbes.com, March 5,
2008.
Por: Emily Krieger | Foto: Gerd Ludwig
Matéria publicada na Revista National Geographic
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