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Maysa
A novata
Larissa Maciel revive a cantora e compositora Maysa na minissérie
"Maysa - Quando Fala O Coração", da
Rede Globo. Escrita por Manoel Carlos, a produção
faz um mergulho na biografia da artista, relembrando conflitos,
amores, sucessos e excessos da menina de família de
classe média, que sempre gostou de cantar, casou cedo,
aos 18 anos, com um homem 20 anos mais velho, e, rapidamente,
se transformou em musa do rádio com suas canções
tristes, mas cheias de vida.

Larissa Maciel (à esquerda), transformada
por Fernando Torquatto, e Maysa: semelhança
A gaúcha
Larissa foi escolhida entre mais de 200 atrizes para viver
a cantora na TV e durante oito meses se entregou a um minucioso
processo de construção da personagem. "Foi
um trabalho muito meticuloso, cuidadoso e profundo",
garante a atriz. O detalhismo se justifica: a minissérie
é dirigida por Jayme Monjardim, filho único
da cantora.
A história
mostra a trajetória da cantora e compositora dos 15
aos 40 anos de idade. "Acho que os brasileiros vão
se surpreender com esse retrato de Maysa, cuja história
passou 31 anos adormecida", diz a atriz.
Biografia
Nascida
em São Paulo numa tradicional família do Espírito
Santo, Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (São Paulo,
SP, 6 de junho de 1936 – Niterói, RJ, 22 de janeiro
de 1977) passou a infância no bairro de Botafogo, no
Rio de Janeiro, brincando de roda e jogando futebol com as
crianças da vizinhança.
Alguns
anos depois a família transferiu-se para Bauru, no
interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para
a capital.
Desde
a adolescência já gostava de cantar em festas
familiares, compor algumas músicas (aos 12 anos compôs
o samba-canção "Adeus”), além
de tocar piano.
Maysa
estudou nos tradicionais colégios paulistanos Assunção,
Sacre Coeur de Marie e Ofélia Fonseca.
Casou-se
aos dezoito anos com o empresário André Matarazzo,
20 anos mais velho e membro da tradicional família
Matarazzo; da união nasceu Jayme Monjardim, diretor
de telenovelas e cinema, que foi criado pela avó e,
posteriormente, num colégio interno na Espanha.

Em 1956
conheceu o produtor Roberto Corte-Real que, encantado com
a sua voz, quis contratá-la imediatamente para gravar
um disco. A cantora gravou então o primeiro disco,
intitulado “Convite para ouvir Maysa”, lançado
em 20 de novembro de 1956 pela gravadora RGE.
Depois
de dois anos de casamento, Maysa e André Matarazzo,
que se opunha à carreira artística da esposa,
se separaram. O fim do casamento abalou profundamente a cantora,
levando-a à depressão. A partir dessa época,
começou a ter problemas com a bebida e a se envolver
em casos amorosos explorados pela mídia.
Passou
a cantar no João Sebastião Bar, no bairro da
Consolação, e a apresentar o programa Encontro
com Maysa, na TV Record (Canal 7), em São Paulo. Mudou-se
para o Rio de Janeiro, onde passou a se relacionar com a turma
da Bossa Nova, com quem pôde expandir referências
musicais. Excursionou ao lado do pianista Pedrinho Mattar,
lotando casas de espetáculos em todo o País.

Alheia
a comentários da sociedade paulistana e carioca, seguiu
adiante com seu sucesso e amores. Colecionou namorados e discos
de ouro, assim como polêmicas.
Para a
filósofa Viviane Mosé, Maysa foi realmente uma
mulher à frente de seu tempo. “Ela é o
tipo de pessoa que transborda em intensidade e influencia
toda a sociedade onde vive”, afirma.
O legado
de Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas
com a bossa, é o de uma cantora de voz mais arrastada
do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se
antes do bolero.
Excursionou
pela América Latina, passando diversas vezes por Buenos
Aires e Montevidéu. Apresentou-se em Paris, Lisboa,
Luanda e várias cidades do mundo.
O uso
de álcool e moderadores de apetite deixavam seu temperamento
instável. Supõe-se que o efeito de anfetaminas
teria provocado o trágico acidente automobilístico
na Ponte Rio-Niterói que encerrou a carreira e o brilho
da estrela, que foi um dos maiores mitos da música
brasileira.
"Uma
mulher de personalidade, sem medo de seguir seus sonhos e
símbolo de uma época cheia de mudanças.
Assim pode ser definida Maysa. "
UOL
Televisão; Viviane Mosé, Nós - Fora dos
Eixos. Globo Comunicação e Participações
S.A
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