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Madonna
chega aos 50 anos com nova turnê mundial
Madonna
faz 50 anos(16/08), e permanece no topo das paradas com mais
de 200 milhões de discos vendidos. No
dia 23 começa em Cardiff a turnê "Sticky
& Sweet" o seu primeiro show cinqüentona.

Madonna,
50 anos no dia 16/08
A julgar
por suas turnês anteriores, "Sticky & Sweet",
que tem mais de 40 apresentações marcadas em
volta do mundo, vai submeter Madonna ao tipo de estresse físico
e mental que seria difícil para uma mulher de metade
de sua idade.
A popstar
malha seis vezes por semana - uma hora de musculação
e meia de aeróbica. O trabalho sob supervisão
da personal trainer Tracy Anderson é focado em grupos
de músculos pequenos e exercícios novos a cada
dez dias. Além de incluir uma dieta saudável
e equilibrada.

Madonna's
Still Jogging 1987 / 2007
A artista
de gravações mais bem sucedida do mundo nunca
deixou que idade, sexo ou origem a atrapalhassem e sempre
se manteve na ascendência, demonstrando uma facilidade
extraordinária para reinventar-se justamente quando
a Madonna antiga estava chegando perto da data de vencimento.
Sua reencarnação
mais recente a traz como astuta mulher de negócios,
depois de ela ter rompido com sua gravadora de longa data,
a Warner Brothers, para fechar contrato com a Live Nation,
empresa até pouco tempo atrás especializada
em turnês musicais.
Além
de ganhar supostos 120 milhões de dólares pela
vigência do acordo, Madonna aparentemente foi uma das
primeiras artistas a reconhecer o rumo atual da indústria
musical.
Muitos
artistas acreditam que as gravações musicais
lhes vêm dando menos dinheiro que as apresentações
ao vivo. Portanto, estão pensando em passar menos tempo
nos estúdios e mais nos palcos.

Mas os
últimos anos não têm sido fáceis
para Madonna.
Celebridade
que frequentemente reage negativamente sob os olhares da mídia,
Madonna pode ser universalmente admirada, mas não é
universalmente amada.
Em 2006,
sua decisão de adotar um garoto do Malauí cuja
mãe morrera provocou polêmica nesse país
do sul da África e fora dele.
Grupos
humanitários no Malauí disseram que as autoridades
infringiram as regras para ceder à vontade da superestrela,
e a adoção foi contestada nos tribunais. Não
pela primeira vez, Madonna conseguiu o que queria, e a adoção
foi consumada.
Madonna
tem dois outros filhos: Rocco, de seu marido, o cineasta britânico
Guy Ritchie, e Lourdes, de um relacionamento anterior.
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Madonna,
49, and son David Banda, 2 ½, were seen leaving
San Lorenzo Restaurant on Friday, April 18th/2008. Madonna's
older children Lourdes, 11 ½, and Rocco, 7 ½,
were also present, but not pictured. |
Ela dirigiu
seu primeiro longa-metragem, que saiu em 2008, e, embora a
crítica tenha se dividido, muitos disseram que ela
deveria deixar o cinema de lado e se ater à música.
Seu casamento
de oito anos com Guy Ritchie também vem sendo alvo
crescente de especulações dos tablóides
da Grã-Bretanha, onde Madonna passa boa parte do tempo.

Madonna
and Guy Ritchie marraige typifies the
modern arrangement between an American and a Brit
Tanto
Ritchie quanto Madonna negaram os rumores de um possível
divórcio.
Polêmica
Madonna
Louise Veronica Ciccone nasceu em Bay City, Michigan, em 16
de agosto de 1958, terceira dos oito filhos de uma família
católica de origem italiana.
Sua explosão
na mídia se deu em 1984, quando ela assinou contrato
com uma gravadora e lançou seus primeiros dois grandes
sucessos, "Like a Virgin" e "Holiday".
No ano
seguinte ela se casou com o ator rebelde de Hollywood Sean
Penn e teve uma de suas atuações mais memoráveis
no cinema, em "Procura-se Susan Desesperadamente".
Em seguida
ela pediu ao diretor Alan Parker o papel biográfico
da heroína argentina Eva Perón no musical "Evita",
que lhe valeu um Globo de Ouro em 1996.

Evita 1996
Madonna
já atuou em mais de 20 filmes, vários dos quais
foram fracassos de bilheteria, mais notadamente "Destino
Insólito", de 2002, dirigido por Guy Ritchie.
Musicalmente,
ela tem poucas rivais, se é que tem alguma.
Ela detém
o recorde mundial Guinness de maiores vendas de todos os tempos
de uma artista mulher com estimados 200 milhões de
álbuns vendidos. Sua última turnê, "Confessions",
foi a mais bem sucedida de todos os tempos de uma artista
mulher.
O jornal
Sunday Times estima a fortuna de Madonna e Ritchie em cerca
de 600 milhões de dólares.
Em 1989
o videoclipe de "Like A Prayer", seu terceiro sucesso
líder das paradas americanas e européias, que
vinculava religião com erotismo, foi condenado pelo
Vaticano e levou a Pepsi-Cola a cancelar seu patrocínio
da cantora.
A publicidade
resultante ajudou o álbum a virar best-seller mundial.
Em sua
turnê "Blonde Ambition", de 1990, usou sutiã
cônico de Jean Paul Gaultier e cobriu o palco com imagens
religiosas. O Vaticano descreveu o show como "um dos
espetáculos mais satânicos da história
da humanidade".
No show
do MTV Video Music Awards de 2003, Madonna beijou suas grandes
rivais, que poderiam ser suas filhas: Britney Spears e Christina
Aguilera quando cantaram seu clássico "Like A
Virgin".


"Madonna:
50 anos" - Lucy O´Brien
"Madonna:
50 anos", livro escrito por Lucy O´Brien, está
sendo lançado no Brasil pela Nova Fronteira durante
a Bienal de São Paulo. O livro é um apanhado
de entrevistas com produtores, músicos, colaboradores,
amigos e amantes de Madonna.
Trechos:
"A vida de Madonna foi sendo construída em oposição
à de sua mãe. Se o silêncio da mãe
significava a morte, então ela iria falar. Se a doença
da mãe indicava que dormir era perigoso — pois
uma pessoa pode morrer enquanto dorme —, então
ela ficaria bem acordada. Se o corpo da mãe a decepcionou,
Madonna se certificaria de estar sempre em excelentes condições
físicas. Ela escolheu a dança não apenas
como meio principal de expressão, mas também
como meio de exibir força física e capacidade
de resistência, sentindo-se assim viva e agarrada ao
presente.
"Às
vezes, eu simplesmente finjo que vou viver para sempre —
declarou ela, certa vez. — Não quero morrer.
A morte é o derradeiro desconhecido. Não quero
ir para um além sombrio."
"Ela
evitou as drogas e o álcool porque qualquer coisa que
tranqüilizasse o espírito seria uma pequena morte,
uma ameaça ao seu estado de alerta e à sua "consciência
de onde tudo está". Um amigo sugere até
que Madonna não se dedica à reflexão."
"Ela
simplesmente não reflete. Não tem qualquer interesse
pelo que fez na semana anterior, quanto mais há dez
anos atrás. Para ela, tudo se resume a finalizar uma
coisa, e, em seguida, iniciar outra."
"Madonna
já comentou sobre "ter amadurecido rápido"
depois da morte da mãe, e sobre ter aprendido a não
contar com ninguém a não ser consigo mesma.
Segundo o psicólogo John Bowlby: — A característica
mais assustadora de um animal morto ou de uma pessoa morta
é a imobilidade. A coisa mais natural, então,
para uma criança que tem medo de morrer é manter-se
em movimento. — Ele também identifica "hiper-atividade
e independência compulsiva" como sintomas que freqüentemente
se desenvolvem depois de alguma perda ou privação
ocorrida na infância."
"Em
setembro de 1984, Madonna assumiu um risco que poderia facilmente
ter sido um tiro no pé. Na primeira cerimônia
de premiação do MTV Video Music Awards, transmitida
ao vivo do Radio City Music Hall, em Nova York, ela cantou
"Like a Virgin", usando um bustiê branco,
saia de tule e véu, se contorcendo em posições
sexuais no topo de um gigantesco bolo de noiva. O público,
incluindo a apresentadora da festa, Bette Midler, ficou atordoado.
—
Tom e eu ficamos estarrecidos. A câmera filmava, de
forma um tanto amadora, Madonna rolando pelo palco, expondo
seu corpo voluptuoso e gordinho — recorda-se Billy Steinberg,
co-autor da canção. — Eu pensei: "Essa
não, agora nossa música está arruinada,
nunca vai se tornar um sucesso."
Muitos
se sentiram desconfortáveis diante da demonstração
de uma sexualidade exaltada e super-estilizada, mas os espectadores
do programa congestionaram as linhas telefônicas do
canal.
—
Se aparece uma coisa espontânea, forte e verdadeira
como aquela, as pessoas simplesmente adoram — analisa
Steinberg em retrospecto.
Maripol
recorda-se de que a imprensa e os fotógrafos se debatiam
depois do show para conseguir uma foto. — Cyndi Lauper
estava lá e os fotógrafos nem queriam saber
dela, foi algo do tipo: "Sai da frente, meu bem!".
Lembro da garotada colada à janela do carro e de Madonna
olhando para eles de dentro da limusine, em estado de choque.
Ela sabia que seria famosa, mas não tanto e nem com
aquela rapidez."
"
Para Madonna, esse era um preço pequeno a pagar por
um espetáculo que ela controlava do início ao
fim. A concepção de Blond Ambition era inteiramente
dela.
—
Muitos meses antes da turnê Madonna me mostrou um bloco
cheio de anotações e desenhos que ela mesma
fizera. Ela havia concebido a coisa toda sozinha — lembra
o diretor de iluminação Peter Morse. —
O show era uma versão ao vivo do que estava no bloco
de anotações. — Ele admite que foi um
desafio: — As cenas mudavam de maneira inacreditável
de um cenário para outro. De uma cidade em torno de
uma fábrica para uma escadaria bela e enorme, depois
surgiam pilastras de verdade, como as de uma catedral, que
se elevavam do chão. Nada no show era usado duas vezes.
Foi um desafio conceber um sistema de luz que desse conta
de iluminar tudo aquilo.
Extravagância
como essa é algo comum hoje em dia, mas em 1990, nada
parecido com isso já tinha sido feito num show de música
pop.
—
Essa foi uma grande mudança para o público de
shows em geral. Madonna criou um caminho e uma direção
que nunca haviam sido trilhados antes — diz Morse. A
jornada das trevas à luz trilhada por Madonna estreou
no Estádio de Makuhari, no Japão, em abril daquele
ano. Desde o início, as pessoas se mostravam curiosas.
O show
era dividido em quatro segmentos principais, nos quais Madonna
encarnava uma seqüência de personagens, de mulher
sedutora à pecadora, de garota de shows à diva
da música dance. Para a canção de abertura,
"Express Yourself", havia um cenário ao estilo
do filme Metropolis, que era similar ao clipe da música,
com bombas industriais, rodas de engrenagem, explosões,
fumaça e dançarinos acorrentados seminus.
—
"Express Yourself" era uma coisa insana —
lembra o dançarino Carlton Wilborn. — Uma loucura,
eu nunca tinha vivido uma experiência como aquela, o
barulho estrondoso que vinha da multidão era tão
alto que não dava nem para ouvir as marcações
dos compassos. Então éramos obrigados a contar
e rezar para não errarmos o tempo. Dava para sentir
a energia que vinha de todos à nossa volta.
Madonna
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Fontes:
MIKE COLLETT-WHITE - REUTERS; O Estado de S.Paulo; UOL Música;
"Madonna: 50 anos" (Nova Fronteira), Lucy O´Brien;
Celebrities: O segredo das celebridades sem segredo para você.
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