Clássicos da Literatura

Nessa página, encontram-se listas de clássicos da literatura, livros que entraram para a história pela sua qualidade e importância.

Aqueles que julgam, avaliam, comentam ou investigam as obras literárias, são arrebatados por essas impresionantes manifestações artísticas, atemporais.


Capa de Agamemnon de Ésquilo

    Os livros a seguir estão disponibilizados para download através do site Domínio Público, do Governo Federal Brasileiro.

    Lançado em 2004, o site propõe "o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral."


    Fernando Pessoa

     


    Oscar Wilde

    "Percebi que o Estado era um idiota, tímido como uma solteirona às voltas com a sua prataria, incapaz de distinguir os seus amigos dos inimigos; perdi todo o respeito que ainda tinha por ele e passei a considerá-lo apenas lamentável." Henry David Thoreau  ( Desobediência Civil )

    "Quem se importa com uma palavra quando sente que o vinho lhe queima assaz os lábios? quem pergunta o nome da prostituta com quem dormia e que sentiu morrer a seus beijos, quando nem ha dele mister por escrever-lho na lousa?" , Álvares de Azevedo ( Noite na Taverna )

    "Gracioso filho de Pan! Em volta de tua fronte coroada de florzinhas e bagas teus olhos, gemas preciosas, se movem. Manchada de fezes cinzas, a cova das faces. Tuas presas reluzem. Teu peitinho parece uma cítara, sininhos circulam no bronze dos teus braços. Teu coração bate nesse ventre onde dorme o duplo sexo. Passeie pela noite, mexe essa coxa, docemente, mexe essa outra, e essa perna torta." Rimbaud ( Iluminuras )

    "Desejaria saber qual é o pior: ser violada cem vezes por piratas negros, perder uma nádega, receber açoites dos búlgaros, ser batido e enforcado num auto-de-fé, ser dissecado, remar numa galera, experimentar enfim todas as misérias por que já passamos, ou ficar aqui sem fazer nada?" Voltaire ( Candido )

    "Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo!- só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. Assaz senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo ,bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?" Guimarães Rosa ( Grandes Sertões Veredas )


    A Metamorfose - Kafka

     


    Dante Alighieri


    Clique no título para baixar:

  • A Divina Comédia -Dante Alighieri
  • Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
  • Cancioneiro -Fernando Pessoa
  • A Cartomante -Machado de Assis
  • Mensagem -Fernando Pessoa
  • A Carteira -Machado de Assis
  • O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
  • Dom Casmurro -Machado de Assis
  • Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  • Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
  • A Carta -Pero Vaz de Caminha
  • A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  • Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
  • O pastor amoroso -Fernando Pessoa
  • A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
  • Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  • A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
  • O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
  • A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  • A Mão e a Luva -Machado de Assis
  • Arte Poética -Aristóteles
  • Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  • A Metamorfose -Franz Kafka
  • A Cartomante -Machado de Assis
  • A Causa Secreta -Machado de Assis
  • Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
  • Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  • Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  • Cancioneiro -Fernando Pessoa
  • A Ela -Machado de Assis
  • O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
  • Dom Casmurro -Machado de Assis
  • A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
  • Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  • Adão e Eva -Machado de Assis
  • A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
  • A Chinela Turca -Machado de Assis
  • Poemas Selecionados -Florbela Espanca
  • As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
  • A Mão e a Luva -Machado de Assis
  • O Alienista -Machado de Assis
  • Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
  • A Carteira -Machado de Assis
  • Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
  • Senhora -José de Alencar
  • A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  • A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
  • Sonetos -Luís Vaz de Camões
  • Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
  • Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
  • Iracema -José de Alencar
  • Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  • Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  • O Guarani -José de Alencar
  • A Mulher de Preto -Machado de Assis
  • A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
  • A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
  • A Pianista -Machado de Assis
  • Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
  • A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  • A Herança -Machado de Assis
  • A chave -Machado de Assis
  • Eu -Augusto dos Anjos
  • As Primaveras -Casimiro de Abreu
  • A Desejada das Gentes -Machado de Assis
  • Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  • Quincas Borba -Machado de Assis
  • A Segunda Vida -Machado de Assis
  • Os Sertões -Euclides da Cunha
  • Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  • O Alienista -Machado de Assis
  • Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
  • A Alma do Lázaro -José de Alencar
  • A Vida Eterna -Machado de Assis
  • A Causa Secreta -Machado de Assis
  • 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
  • O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  • Astúcias de Marido -Machado de Assis
  • Senhora -José de Alencar
  • Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  • Noite na Taverna - Álvares de Azevedo
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  • A "Não-me-toques"! -Artur Azevedo
  • Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  • Obras Seletas -Rui Barbosa
  • A Mão e a Luva -Machado de Assis
  • Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  • Aurora sem Dia -Machado de Assis
  • Édipo-Rei -Sófocles
  • O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
  • Pai Contra Mãe -Machado de Assis
  • O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  • Adão e Eva -Machado de Assis
  • Os Sertões -Euclides da Cunha
  • Esaú e Jacó -Machado de Assis
  • Don Quixote -Miguel de Cervantes
  • Camões -Joaquim Nabuco
  • Antes que Cases -Machado de Assis
  • A melhor das noivas -Machado de Assis
  • Livro de Mágoas -Florbela Espanca
  • O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  • A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
  • Helena -Machado de Assis
  • Contos -José Maria Eça de Queirós
  • Iliada -Homero
  • Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  • A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
  • Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  • Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
  • Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
  • Anedota Pecuniária -Machado de Assis
  • A Carne -Júlio Ribeiro
  • O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
  • Don Quijote -Miguel de Cervantes
  • A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
  • A Semana -Machado de Assis
  • A viúva Sobral -Machado de Assis
  • A Princesa de Babilônia -Voltaire
  • O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
  • Papéis Avulsos -Machado de Assis
  • Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
  • Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
  • O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  • Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
  • Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
  • A Desejada das Gentes -Machado de Assis
  • A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
  • Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
  • Almas Agradecidas -Machado de Assis
  • Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
  • Contos Fluminenses -Machado de Assis
  • Odisséia -Homero
  • A Mulher de Preto -Machado de Assis
  • Balas de Estalo -Machado de Assis
  • A Senhora do Galvão -Machado de Assis
  • O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
  • A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
  • Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
  • CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
  • Cinco Minutos -José de Alencar
  • Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
  • Lucíola -José de Alencar
  • A Parasita Azul -Machado de Assis
  • A Viuvinha -José de Alencar
  • Utopia -Thomas Morus
  • Missa do Galo -Machado de Assis
  • Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
  • História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
  • A Ama-Seca -Artur Azevedo
  • O Espelho -Machado de Assis
  • Helena -Machado de Assis
  • As Academias de Sião -Machado de Assis
  • A Carne -Júlio Ribeiro
  • A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
  • Antes da Missa -Machado de Assis
  • A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
  • A Carta -Pero Vaz de Caminha
  • LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
  • A mulher Pálida -Machado de Assis
  • Americanas -Machado de Assis
  • Cândido -Voltaire
  • Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
  • El Arte de la Guerra -Sun Tzu
  • Conto de Escola -Machado de Assis
  • Redondilhas -Luís Vaz de Camões
  • Iluminuras -Arthur Rimbaud
  • Schopenhauer -Thomas Mann
  • Carolina -Casimiro de Abreu
  • A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
  • Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
  • Memorial de Aires -Machado de Assis
  • Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
  • A última receita -Machado de Assis
  • 7 Canções -Salomão Rovedo
  • Antologia -Antero de Quental
  • O Alienista -Machado de Assis
  • Outras Poesias -Augusto dos Anjos
  • Alma Inquieta -Olavo Bilac


    Dante Alighieri


    Machado de Assis

    A lista abaixo se baseia nas indicações de dois livros: How to read a book, de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, e The Well-Educated Mind, de Susan Wise Bauer.

    Segundo a crítica especializada: "Um livro que seja recomendado por um deles é bom, mas um livro que seja recomendado por ambos, sem dúvida merece atenção."

    Drama

    1. Agamemnon (Ésquilo)
    2. Édipo Rei (Sófocles) (resenha de Édipo Rei)
    3. Medéia (Eurípides) (resenha de Medéia )
    4. As Aves (Aristófanes)
    5. Poética (Aristóteles)
    6. Ricardo III (William Shakespeare)
    7. Sonhos de uma noite de Verão (William Shakespeare)
    8. Hamlet (William Shakespeare)
    9. Tartufo (Moliere)
    10.Casa de Bonecas (Henrik Ibsen)
    11.Saint Joan (George Bernard Shaw) – (não encontrei tradução para o português)


    James Joyce



    Marcel Proust



    Kafka


    "Se te atrai tanto, tenta entrar apesar da minha proibição. Mas nota bem: eu sou poderoso. E sou apenas o mais baixo entre os porteiros. A cada nova sala há novos porteiros, um mais poderodo do que o outro. Tão-só a visão do terceiro nem mesmo eu sou capaz de suportar". Kafka ( O Processo )

    “(...) uma exaustão, um abandono do ego, que por sua vez produziam um efeito mais tremendamente majestoso do que qualquer ousadia pessoal. (...) Onde se uniam a grandeza e a convenção, que, quanto à sua majestade, deixava longe o mais despótico subjetivismo, porque nela, o meramente pessoal, que já era em si a superação de uma tradição levada ao extremo, crescia mais uma vez acima de si próprio, ao adentrar-se, grandiosa e fantasmagoricamente, nos domínios do mítico e do coletivo.” - palestra do personagem Kretzschmar sobre a música de Beethoven.Thomas Mann ( Doutor Fausto )

    “... dou-lhe este relógio não para que você se lembre do tempo, mas para que você possa esquecê-lo por um momento de vez em quando e não gaste todo seu fôlego tentando conquistá-lo...” William Faulkner ( O Som e a Fúria )


    Os 100 melhores livros do século XX

  • 1º – Ulisses (1922) – James Joyce (1882-1941). Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico -a “Odisséia”, de Homero-, “Ulisses” pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todos as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura da sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior. Para T.S. Eliot, o mito de Ulisses serve para Joyce dar sentido e forma ao panorama de “imensa futilidade e anarquia da história contemporânea”.

  • 2º – Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) - Marcel Proust (1871-1922). Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: “O Caminho de Swann”, “À Sombra das Raparigas em Flor”, “O Caminho de Guermantes”, “Sodoma e Gomorra”, “A Prisioneira”, “A Fugitiva” e “O Tempo Redescoberto”. Ampla reflexão sobre a memória e o poder dissolvente do tempo, o ciclo se apóia em fatos mínimos que induzem o narrador a resgatar seu passado, ao mesmo tempo em que realiza um painel da sociedade francesa no fim do século 19 e início do 20.

  • 3º – O Processo – Franz Kafka (1883-1924). Na obra-prima do escritor tcheco de língua alemã, o bancário Josef K. é intimado a depor em um processo instaurado contra ele. Mas, enredado em uma situação cada vez mais absurda, Joseph K. ignora de que é acusado, quem o acusa e mesmo onde fica o tribunal.

  • 4º – Doutor Fausto (1947) – Thomas Mann. Biografia imaginária do compositor alemão Adrian Leverkühn, escrita por seu amigo Serenus Zeitblom durante o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Nela, o autor, para recontar o pacto fáustico com o diabo, se vale de aspectos da vida de Nietzsche, da teoria dodecafônica de Shoenberg e do auxílio teórico do filósofo Adorno. O alemão Thomas Mann, filho de uma brasileira, recebeu o Prêmio Nobel em 1929.

  • 5º – Grande Sertão: Veredas (1956)- Guimarães Rosa (1908-1967). No sertão do Norte de Minas, o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor, cujo nome não é revelado, a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim -na verdade, uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa (feita de neologismos, arcaísmos, transfigurações da sintaxe) reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão

  • 6º – O Castelo (1926) – Franz Kafka. Em busca de trabalho, o agrimensor K. chega a uma aldeia governada por um déspota que habita um castelo construído no alto da colina. Submetida a leis arbitrárias, a população passa a hostilizá-lo. Kafka morreu antes de concluí-lo.

  • 7º – A Montanha Mágica (1924) – Thomas Mann (1875-1955). Imagem simbólica da corrosão da sociedade européia antes da Primeira Guerra. Ao visitar o primo em um sanatório, Hans Castorp acaba por contrair tuberculose. Permanece internado por sete anos, vivendo em um ambiente de requinte intelectual, em permanente debate com idéias filosóficas antagônicas, até que decide partir para o front.

  • 8º – O Som e a Fúria (1929) – William Faulkner (1897-1962). Edições Dom Quixote (Portugal). No condado imaginário de Yoknapatawpha, no sul dos EUA, a vida da decadente família Compson é narrada por quatro personagens distintos, todos obcecados pela jovem Caddy, neste romance em que a linguagem se amolda à consciência de cada personagem. O americano Faulkner ganhou o Prêmio Nobel em 1949.

  • 9º – O Homem sem Qualidades (1930-1943) – Robert Musil (1880-1942). Nova Fronteira Fio condutor do enredo, o ex-oficial Ulrich é repleto de dotes intelectuais, mas incapaz de encontrar uma finalidadeem que aplicá-los. De caráter ensaístico, a obra é uma vasta reflexão sobre a crise social e espiritual do século 20.

  • 10º – Finnegans Wake Finnegans Wake (1939) – James Joyce. Penguin (EUA). No Brasil, trechos do livro em “Panaroma do Finnegans Wake” (Ed. Perspectiva). Joyce criou nesta obra, que radicaliza seu experimentalismo linguístico, provavelmente o mais complexo texto do século. A narrativa, repleta de referências simbólicas, mitológicas e linguísticas que tornam a leitura um desafio permanente, gira em torno do personagem Humphrey Chimpden Earwicker (HCE) e sua mulher Ana Lívia Plurabelle (ALP), que vivem em Dublin.

  • 11º – A Morte de Virgílio (1945) – Hermann Broch (1886-1951). Relógio d’Água (Portugal). Escritor austríaco. Concebida enquanto o autor estava preso pelos nazistas, a obra é um longo monólogo interior do poeta latino Virgílio.

  • 12º – Coração das Trevas (1902) – Joseph Conrad (1857-1924). Ediouro Escritor ucraniano de língua inglesa. Em busca de um mercador de marfim que desapareceu na selva africana, o capitão Marlowe o encontra inteiramente louco e cultuado como um deus pelos nativos.

  • 13º – O Estrangeiro (1942) – Albert Camus (1913-1960). Record . Obra que consagrou o autor francês de origem argelina (Nobel de 1957) ao tratar do absurdo da existência. Aparentemente sem motivação -”por causa do sol”-, Mersault mata um árabe durante passeio pela praia. Julgado e condenado à morte, resigna-se a seu destino.

  • 14º – O Inominável (1953) – Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira . Conclusão da trilogia do dramaturgo irlandês, após “Molloy” e “Malone Morre”. Reduzido a uma condição precária de existência -sem nome-, o narrador busca se apropriar da identidade de dois outros personagens, Mahood e Worm. Beckett ganhou o Nobel em 1969.

  • 15º – Cem Anos de Solidão (1967) – Gabriel García Márquez (1928). Record . Colombiano, ganhou o Nobel em 1990. A saga de duas famílias no povoado fictício de Macondo é o pretexto para o autor construir uma alegoria da situação da América Latina. Obra que projetou internacionalmente o “realismo mágico”.

  • 16º – Admirável Mundo Novo (1932) – Aldous Huxley (1894-1963). Globo . Inglês. Alegoria sobre as sociedades administradas e sem liberdade. Em um futuro indefinido, todos os nascimentos são “de proveta” e os cidadãos são vigiados. Nascido de uma mulher, John se torna uma ameaça por sua diferença.

  • 17º – Mrs. Dalloway (1925) – Virginia Woolf (1882-1941). Penguin Books (EUA). Inglesa. A partir de um fato banal -a compra de flores para uma festa-, Mrs. Dalloway relembra sua vida -como a relação com a filha e uma antiga paixão.

  • 18º – Ao Farol (1927) – Virginia Woolf. Ediouro . Um passeio da família Ramsay a um farol, frustrada pelo mau tempo, torna-se imagem da sensação de perda que percorre a obra: logo após irrompe a Primeira Guerra e a morte atingirá os Ramsay.

  • 19º – Os Embaixadores (1903) – Henry James (1891-1980). Oxford University Press (“The Embassadors”, Reino Unido). Tema central do escritor americano, o confronto entre a mentalidade puritana dos EUA a cultura “fin-de-siècle” européia dá o tom nesta história sobre americano que vai a Paris para trazer de volta rapaz seduzido pela capital francesa.

  • 20º – A Consciência de Zeno (1923) – Italo Svevo (1861-1928). Minerva (Portugal). Após várias tentativas malogradas para deixar de fumar, Zeno Cosini segue o conselho de seu psicanalista e decide escrever a história de sua vida, fazendo um retrato impiedoso da burguesia italiana.

  • 21º – Lolita (1958) – Vladimir Nabokov (1899-1977). Cia. das Letras . Russo naturalizado americano. O professor quarentão Humber apaixona-se pela adolescente Lolita. Para tê-la próxima, casa-se com sua mãe, que morre em um acidente de carro. Os dois se tornam então amantes.

  • 22º – Paraiso (1960) – José Lezama Lima (1910-1976). Scipione. Cubano. Após a morte do pai e o fim do “paraíso” familiar, José Cemí conhece Oppiano Licario, que o inicia na poesia. Obra marcada apelo experimentalismo lingüístico.

  • 23º – O Leopardo (1958) – Tomaso di Lampedusa (1896-1957). L&PM . Único romance do autor italiano. No século 19, em uma Sicília dominada por clãs familiares, o aristocrático Fabrizio Salina recusa-se a ver a decadência de sua classe, anunciada pelas convulsões sociais que vão levar a Itália à unificação.

  • 24º – 1984 (1949) – George Orwell (1903-1950). Companhia Editora Nacional . Inglês. Nesta sombria alegoria passada em futuro que seria o ano de 1984, cidadãos estão submetidos à autoridade onipresente do “Big Brother” e proibidos de manifestar sua individualidade.

  • 25º – A Náusea (1938) – Jean-Paul Sartre (1905-1980). Nova Fronteira . Nesta obra que tornou o filósofo Sartre mundialmente conhecido, o herói Roquentin, sentado num banco de praça em uma cidade do interior, subitamente deixa de ver sentido no mundo e passa a ter consciência do “mal-estar de existir”. Francês, Sartre recusou o Nobel em 64.

  • 26º – O Quarteto de Alexandria (1957-1960) – Lawrence Durrell (1912-1990). Ulisseia (Portugal). Inglês de origem indiana. Tetralogia em que a mesma história de política, amor e perversão é contada de quatro óticas diferentes, em quatro diferentes romances : “Justine”, “Balthazar”, “Mountolive” e “Clea”.

  • 27º – Os Moedeiros Falsos (1925) – André Gide (1869-1951). Gallimard (“Les Faux-Monnayeurs”, França). Edouard mantém um “diário do romance”, a partir do qual pretende escrever um romance -”Moedeiros Falsos”. A obra criou o “mise-en-abîme” -técnica em que a personagem se duplica dentro do romance. Francês, recebeu o Nobel em 1947.

  • 28º – Malone Morre (1951) – Samuel Beckett. Edições Dom Quixote (Portugal). Segundo livro da trilogia do autor. Moribundo em um leito de hospital, Malone reflete sobre sua vida.

  • 29º – O Deserto do Tártaros (1940) – Dino Buzzati (1906-1972). Mondadori (“Il Deserto dei Tartari”, Itália) Italiano. O tenente Drogo é enviado ao longínquo e decadente forte Bastiani, situado na fronteira pacificada de um país que nunca é nomeado. Lá, todos aguardam há décadas o ataque improvável dos tártaros e a desilusão se torna regra.

  • 30º – Lord Jim (1900) – Joseph Conrad (1857-1924). Publicações Europa-América (Portugal). Conrad narra a história de um marinheiro atormentado pelo remorso de ter permitido o naufrágio de seu navio.

  • 31º – Orlando (1928) – Virginia Woolf. Ediouro . A autora inglesa imagina sua amiga, a também escritora Vita-Sackville West, vivendo nos três séculos anteriores.

  • 32º – A Peste (1947) – Albert Camus. Record . Epidemia assola Orán, na Argélia. A cidade é isolada e muitos morrem. Escrita logo após o fim da Segunda Guerra, a obra reflete sobre como indivíduos reagem à morte iminente, ao isolamento e ao vácuo de sentido que se abre em suas vidas.

  • 33º – O Grande Gatsby (1925) – Scott Fitzgerald (1896-1940). Relógio d’Água (Portugal). Americano. Vivendo de negócios ilícitos, Jay Gatsby revê antiga paixão, Daisy, agora casada com o milionário Tom Buchanan. Tornam-se amantes, mas Daisy e o marido acabarão por envolver Gatsby em intriga que o levará a um fim trágico.

  • 34º – O Tambor (1959) – Günter Grass (1927). Vintage Books (“The Tin Drum”, EUA). Obra em que o autor alemão narra a ascensão do nazismo. Internado em um manicômio, Oskar relembra sua vida desde os três anos, quando decidiu parar de crescer por ódio aos pais e ao mundo adulto.

  • 35º – Pedro Páramo (1955) – Juan Rulfo (1918-1986). Paz e Terra (R$ 19,50). Mexicano. Nesta obra que prenuncia o “realismo mágico”, Juan chega a Comala em busca do paradeiro do pai, Pedro Páramo. Mas, ao descobrir que o povoado é habitado apenas por mortos, Juan morre aterrorizado. Enterrado, outros fantasmas irão lhe contar a vida de seu pai.

  • 36º – Viagem ao Fim da Noite (1932) – Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Cia. das Letras (R$ 30,00). Francês. Após ser ferido na Primeira Guerra, Bardamu conhece a americana Lola, com quem viaja para os EUA. Passado na França, África e nos EUA, a obra critica as guerras e o colonialismo.

  • 37º – Berlin Alexanderplatz (1929) – Alfred Döblin (1878-1957). Rocco (R$ 42,00). Alemão. Obra que abriu novas possibilidades ao gênero ao utilizar técnicas de montagem e justaposição para construir, nos anos 20, uma Berlim multifacetada, por onde transitam personagens esmagadas pela engrenagem social.

  • 38º – Doutor Jivago (1957) – Boris Pasternak (1890-1960). Itatiaia (R$ 15,90). Um amplo painel da Rússia nas três primeiras décadas deste século, desde a crise do czarismo até a implantação do comunismo. O autor foi perseguido pelo regime comunista soviético, que o forçou a recusar o Prêmio Nobel de 1958.

  • 39º – Molloy (1951) – Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira (R$ 19,00). Primeiro obra da trilogia. Relembrando suas viagens, os narradores Molloy e Moran revelam-se a mesma pessoa, e as viagens, a busca da identidade perdida.

  • 40º – A Condição Humana (1933) – André Malraux (1901-1976). Record (R$ 28,00). Ambientado em Xangai (China), o romance dramatiza os primeiros levantes da Revolução Chinesa, em 1927. Francês, Malraux foi ministro da Cultura de Charles de Gaulle.

  • 41º – O Jogo da Amarelinha (1963) – Julio Cortázar (1914-1984). Civilização Brasileira (R$ 41,00). Argentino. A vida de Oliveira em Paris é o pretexto para o autor criar um dos romances mais ousados do século 20. Ao propor possibilidades da leitura dos capítulos fora da ordem sequencial, o narrador delega ao leitor a capacidade de também “construir” o romance.

  • 42º – Retrato do Artista Quando Jovem (1917) – James Joyce. Ediouro (R$ 19,90). De caráter autobiográfico, a obra investiga o processo de formação do artista ao longo da infância e adolescência do personagem Stephen Dedalus, que será um dos personagens centrais de “Ulisses”.

  • 43º – A Cidade e as Serras (1901) – Eça de Queirós (1845-1900). Ediouro (R$ 7,80). Principal autor do realismo português, Eça põe em cena a dicotomia entre campo e cidade, ao contar a história de dois amigos, um entusiasta da moderna Paris e outro da vida bucólica em Portugal.

  • 44º – Aquela Confusão Louca da Via Merulana (1957) - Carlo Emilio Gadda (1893-1973). Record (R$ 11,00). Neste romance “policial” sobre um roubo de jóias, ambientado nos primeiros anos do fascismo, o autor italiano radicaliza o uso de jargões, gírias e dialetos.

  • 45º – As Vinhas da Ira (1939) – John Steinbeck (1902-1968). Record (R$ 22,00). Americano, ganhou o Nobel de 1962. Marcada por forte crítica social, obra narra a saga de uma família de camponeses em busca de trabalho na Califórnia.

  • 46º – Auto de Fé (1935) – Elias Canetti (1905-1994). Nova Fronteira (R$ 42,00). Búlgaro de língua alemã, ganhou o Nobel de 1981. Obcecado desde a infância pela idéia de ler e saber tudo, o professor Kien acaba por morrer queimado em um incêndio de seus 100 mil livros.

  • 47º – À Sombra do Vulcão (1947) – Malcolm Lowry (1909-1957). Ed. Siciliano (R$ 27,00). Inglês. Incorporando técnicas da linguagem cinematográfica -como flashbacks e justaposição de imagens e pensamentos-, a obra narra o périplo de um velho cônsul alcoólatra por uma cidadezinha do México.

  • 48º – O visconde Partido ao Meio (1952)- Italo Calvino (1923-1985). Companhia das Letras. Italiano nascido em Cuba. Alegoria sobre visconde que, partido ao meio durante uma batalha, passa a viver só com a metade de seu corpo que restou, até que a outra metade decide reaparecer.

  • 49º – Macunaíma (1928) – Mário de Andrade (1893-1945). Scipione e Villa Rica . Obra de ficção mais importante do modernismo brasileiro, “Macunaíma”, “o herói sem nenhum caráter”, sincretiza o que Mário de Andrade considerava as características do povo brasileiro: índio, negro e branco, desleal, ambicioso, coração mole, corajoso, mas preguiçoso.

  • 50º – O Bosque das Ilusões Perdidas (1913) – Alain Fournier (1886-1914). Relógio d’Água (Portugal). A partir da paixão de um estudante por uma aldeã, o autor francês constrói uma fábula poética sobre a passagem da infância à adolescência.

  • 51º – Morte a Crédito (1936) – Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Nova Fronteira . Fugindo da miséria, Ferdinand deixa sua casa e se envolve com um inventor fantástico que criou uma forma de plantio “rádio-telúrico”, que provoca a ira dos agricultores do interior da França. A obra radicalizou o experimentalismo linguístico de “Viagem ao Fim da Noite”.

  • 52º – O Amante de Lady Chatterley (1928) – D.H. Lawrence (1885-1930). Graal . Proibido na Inglaterra por 32 anos, acusado de obscenidade, o romance narra a paixão avassaladora entre a mulher de um aristocrata inglês e um guarda-caça.

  • 53º – O Século das Luzes (1962) – Alejo Carpentier (1904-1980). Global . Cubano. Publicada a princípio em francês, essa crônica histórica se passa na ilha antilhana de Guadalupe, onde comerciante tenta impor os ideais da Revolução Francesa (1789) em curso na Europa.

  • 54º – Uma Tragédia Americana (1925) – Theodore Dreiser (1871-1945). New America Library (“An American Tragedy”, EUA). Escritor americano. Jovem ambicioso e arrivista planeja matar a namorada que pode impedir sua ascensão social. Deixa a idéia de lado, mas a moça acaba morrendo e ele é acusado.

  • 55º – América (1927) – Franz Kafka. Livros do Brasil (Portugal). Obra inacabada de Kafka, publicada três anos após sua morte, conta a história de jovem que é enviado aos EUA pelos pais depois de engravidar uma empregada.

  • 56º – Fontamara (1930) – Ignazio Silone (1900-1978). Europa-América (Portugal). Italiano. A obra gira em torno do recenseamento de camponeses feito pelos fascistas após subirem ao poder. Obra que influenciou o cinema neo-realista.

  • 57º – Luz em Agosto (1932) Willian Faulkner. Livros do Brasil (Portugal). A obra enfoca a tensão racial no sul dos EUA a partir da história de Joe Christmas, que, por ser mulato, não consegue se integrar nem ao mundo dos negros nem ao dos brancos.

  • 58º – Nostromo (1904) – Joseph Conrad.Record. Em país fictício da América do Sul à beira de uma revolução, o marujo Nostromo salva carga em vias de cair em mãos de rebeldes. Debelada a revolta, sua proeza é desprezada pelos companheiros. Resolve então ocultar a carga.

  • 59º – A Vida – Modo de Usar (1978) – Georges Perec (1936-1982). Companhia das Letras . Partindo da idéia do quebra-cabeças, o livro relaciona as vidas e experiências dos moradores de um edifício em Paris. Perec participou do grupo de experimentação literária OuLiPo, de Raymond Queneau.

  • 60º – José e Seus Irmãos (1933-1943) – Thomas Mann. Ed. Nova Fronteira . Tetralogia baseada na narrativa bíblica de Jacó, vendido pelos irmãos aos israelitas: “A História de Jacó”, “O Jovem José”, “José no Egito” e “José, o Provedor”.

  • 61º – Os Thibault (1921-1940) – Roger Martin du Gard (1881-1958). 2 vols. Ed. Globo . Neste ciclo de oito romances, os grandes temas do entre-guerras, como o declínio do espírito religioso e a desilusão com o socialismo, são encenados por meio da trajetória de dois irmãos. Francês, ganhou o Prêmio Nobel em 1937.

  • 62º – Cidades Invisíveis (1972) – Italo Calvino (1923-1985). Companhia das Letras . O viajante veneziano Marco Polo descreve a Kublai Khan, de modo fabular e fantasioso, as incontáveis cidades do império do conquistador mongol.

  • 63º – Paralelo 42 (1930) – John dos Passos (1896-1970). Ed. Rocco . Inaugurando a trilogia “USA”, formada ainda por “1919? e “Dinheiro Graúdo”, a obra do autor americano descendente de portugueses traça um painel da América nas primeiras décadas do século.

  • 64º – Memórias de Adriano (1951) – Marguerite Yourcenar (1903-1987). Ed. Nova Fronteira . Escritora belga. No século 2º d.C., o imperador romano Adriano, próximo da morte, faz um balanço de sua existência em carta ao jovem Marco Aurélio.

  • 65º – Passagem para a Índia (1924) – E.M. Forster (1879-1970). Publicações Europa-América (Portugal). Inglês. Na Índia sob dominação britânica, um nacionalista hindu é acusado por uma inglesa de praticar atos imorais. É preso e levado a julgamento.

  • 66º – Trópico de Câncer (1934) – Henry Miller. Ibrasa – Instituição Brasileira de Difusão Cultural . De caráter autobiográfico, a obra recria o clima de liberdade e inconformismo de artistas e escritores americanos que viviam em Paris no entre-guerras.

  • 67º – Enquanto Agonizo (1930) – William Faulkner. Ed. Exped . O périplo da família Bundren para enterrar a mãe em Jefferson é um pretexto para virem à tona -na consciência das personagens- as desavenças entre irmãos, pai e tios.

  • 68º – As Asas da Pomba (1902) – Henry James (1843-1916). Ediouro . Rapaz é estimulado pela amante maquiavélica a cortejar uma milionária que está à beira da morte.

  • 69º – O Jovem Törless (1906) – Robert Musil. Ed. Nova Fronteira . Alemão. Descreve a vida de adolescentes em um internato alemão, onde a severidade do sistema educacional conjuga-se à brutalidade do comportamento dos alunos.

  • 70º – A Modificação (1957) – Michel Butor (1926). Minuit (“La Modification”, França). Narrado inteiramente na segunda pessoa do plural, o livro conta a história de homem que, em um trem, a caminho de encontrar a amante em Roma, divide-se entre o amor dela e o de sua mulher.

  • 71º – A Colméia (1951) – Camilo José Cela (1916). BCD União de Editoras . Espanhol, ganhou o Nobel de 1989. Diversos personagens e histórias se cruzam neste livro em que a verdadeira personagem é a cidade de Madri (Espanha), logo após a Segunda Guerra.

  • 72º – A Estrada de Flandres (1960) – Claude Simon (1913). Ed. Nova Fronteira . O francês Claude Simon, ligado ao movimento do “roman nouveau” (novo romance), evoca neste livro a derrota da França pelos nazistas em 1940. Ganhou o Prêmio Nobel em 1985.

  • 73º – A Sangue Frio (1966) – Truman Capote (1924-1984). Livros do Brasil (Portugal). Enviado como jornalista para cobrir um crime real, o autor americano criou um novo gênero -o romance-documento-, que insere na ficção a investigação sistemática da reportagem.

  • 74º – A Laranja Mecânica (1962) – Anthony Burgess (1916-1993). Ediouro . Em uma cidade imaginária, o líder de uma gangue de vândalos é preso e submetido a lavagem cerebral para “descriminalizá-lo”. Escritor britânico.

  • 75º – O Apanhador no Campo de Centeio (1951) – J.D. Salinger (1919). Editora do Autor . O americano Salinger retrata o vazio da classe média americana e os dilemas típicos da adolescência nos anos 50 a partir da história de um jovem que vaga sem rumo por Nova York.

  • 76º – Cavalaria Vermelha (1926) – Isaac Babel (1894-1941). Ediouro . De grande força épica, o livro narra a vida repleta de massacres e violência dos soldados russos -os cossacos.

  • 77º – Jean Christophe (1904-12) – Romain Rolland (1866-1944). Ed. Globo . Biografia imaginária de um músico alemão que vai viver na França, mas acaba se decepcionando com a frivolidade da cultura do país.

  • 78º – Complexo de Portnoy (1969) – Philip Roth (1933). Editora L&PM . Americano. Conceito da psiquiatria, “Complexo de Portnoy” tem como eixo garoto judeu obcecado pela mãe e em busca de satisfação sexual, o que acaba por aumentar seu complexo de culpa.

  • 79º – Nós (1924) – Evgueni Ivanovitch Zamiatin (1884-1937). Ed. Antígona (Portugal). O escritor russo satiriza o regime comunista soviético por meio de uma cidade imaginária onde não existem nem individualismo nem liberdade.

  • 80º – O Ciúme (1957) – Allain Robbe-Grillet (1922). Ed. Minuit (“La Jalousie”, França). Francês. Nesta obra-chave do “nouveau roman”, um narrador paranóico investiga a suposta traição da mulher.

  • 81º – O Imoralista (1902) – André Gide (1869-1951). Ed. Gallimard (“L’Imoraliste”, França). Escritor francês. Criado na estrita moral puritana, Michel busca a auto-realização, o que resulta no sacrifício daqueles que o cercam, como a sua mulher.

  • 82º – O Mestre e Margarida (1940) – Mikhail Afanasevitch (1891-1940). Ed. Ars Poética . Escritor russo. Voland -a encarnação do diabo- é internado em um manicômio ao desmascarar os abusos e favoritismos da sociedade russa dos anos 20.

  • 83º – O Senhor Presidente (1946) – Miguel Ángel Asturias (1899-1974). Ed. Losada (“El Señor Presidente”, Argentina). Ganhador do Nobel de 1967, o guatemalteco se tornou um dos pioneiros do “realismo mágico” com esta obra que satiriza um ditador sul-americano.

  • 84º – O Lobo da Estepe (1927) – Herman Hesse (1877-1962). Ed. Record . Escritor alemão. Solitário e em crise existencial, o escritor Harry Haller acaba por conhecer duas pessoas que vão incitá-lo a aceitar a vida em toda a sua plenitude.

  • 85º – Os Cadernos de Malte Laurids Bridge (1910) – Rainer Maria Rilke (1875-1926). Editora Siciliano . Escritor alemão. Intelectual reflete em seu diário sobre a morte e a busca de Deus enquanto se recupera de uma doença.

  • 86º – Satã em Gorai (1934) – Isaac B. Singer (1904-1991). Ed. Perspectiva . No século 17, em uma aldeia da Polônia assediada por tropas inimigas, um falso messias anuncia a redenção próxima. Polonês de língua inglesa, Singer recebeu o Prêmio Nobel em 1978.

  • 87º – Zazie no Metrô (1959) – Raymond Queneau (1903-1976). Ed. Rocco . Francês, criador nos anos 60 do grupo de experimentação literária OuLiPo. Enquanto o metrô está em greve, Zazie percorre a cidade de Paris, partilhando a experiência de personagens como uma viúva, um taxista e um cabeleireiro.

  • 88º – Revolução dos Bichos (1945) – George Orwell. Editora Globo . Animais de uma fazenda se rebelam contra seus donos e tomam o poder. Ambicionam realizar uma “sociedade” igualitária, mas logo se instala uma ditadura, a dos porcos, que submete os demais bichos como faziam os donos humanos.

  • 89º – O Anão – Pär Lagerkvist. Ed. Farrar, Strauss & Giroux (“Dwarf”, EUA). No século 15, em Florença, um anão conta em um diário como foi encarcerado na torre do palácio por Lorenzo de Médici depois de servi-lo por vários anos. O autor sueco ganhou o Nobel em 1951.

  • 90º – A Tigela Dourada (1904) – Henry James. Oxford University Press (“The Golden Bowl”, EUA). Dividido em duas partes, o livro é um estudo sobre o adultério a partir da ótica de um aristocrata e de sua mulher.

  • 91º – Santuário – William Faulkner. Editora Minerva (Portugal). Um delinquente mata um de seus comparsas e violenta uma jovem, que ele depois obriga a se prostituir. Perseguido pela polícia, ele é inocentado do crime pela mulher, que acusa a um outro, que acaba linchado. A fraqueza da justiça humana, a crueldade e a impotência são alguns dos temas reunidos por Faulkner neste livro, em que a tragédia grega se intromete no romance policial, na observação de André Malraux.

  • 92º – A Morte de Artemio Cruz (1962) – Carlos Fuentes (1928). Ed. Rocco . Escritor mexicano. Inválido e à beira da morte, o rico e poderoso Artemio Cruz relembra o seu passado revolucionário.

  • 93º – Don Segundo Sombra (1926) – Ricardo Güiraldes (1886-1927). Ed. Scipione . De dimensões míticas, obra narra a formação de um jovem por um dos últimos “gauchos” dos pampas argentinos. Obra de forte caráter nacionalista.

  • 94º – A Invenção de Morel (1940) – Adolfo Bioy Casares (1914). Ed. Rocco . Neste clássico da literatura fantástica, o autor argentino cria a história de um homem em fuga da Justiça que chega a uma ilha deserta, onde pouco a pouco realidade e imaginário começam a se misturar.

  • 95º – Absalão, Absalão (1936) – William Faulkner. Editores Reunidos (Portugal). O passado mítico e trágico de Thomas Sutpen, que impôs a destruição à velha aristocracia de uma cidade, é narrado a partir de três pontos de vista diferentes, que se contradizem, se anulam ou se confirmam. O drama familiar, o conflito racial e a decadência sulina expandem-se em um quadro histórico dos maiores construídos por Faulkner.

  • 96º – Fogo Pálido (1962) – Vladimir Nabokov (1899-1977). Ed. Teorema (Portugal). Escritor russo-americano. Após apresentar ao leitor um poema recém-descoberto -”Fogo Pálido”-, o narrador analisa sua estrutura e investiga as motivações que levaram o autor -já morto- a escrevê-lo.

  • 97º – Herzog (1964) – Saul Bellow (1915). Ed. Relógio d’Àgua (Portugal). Em crise existencial, intelectual passa a enviar cartas a figuras fictícias, como filósofos, políticos, além de Deus e a si mesmo. Americano, ganhou o Nobel em 1976.

  • 98º – Memorial do Convento (1982) – José Saramago (1922). Bertrand . Autor português, ganhou o Nobel em 1998. Durante construção de convento em Portugal no século 18, padre idealiza realizar um engenho voador, a “passarola”, o que desagrada a Inquisição.

  • 99º – Judeus sem Dinheiro (1930) – Michael Gold (1893-1967). Editorial Caminho (Portugal). Membro do Partido Comunista, o escritor americano traça um painel do bairro do Lower East Side, em Nova York, durante as primeiras décadas do século, quando começavam a chegar as primeiras levas de imigrantes judeus.

  • 100º – Os Cus de Judas (1980) – Antonio Lobo Antunes (1942). Ed. Marco Zero . Escritor português. A obra trata de forma sarcástica e irreverente a ditadura salazarista dos anos 70 e as guerras pela libertação das colônias portuguesas na África.

     

    Fontes: http://www.dominiopublico.gov.br /http://www.citador.pt; http://www.lendo.org, Folha de S.Paulo

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