Anos 60 - Revolucionários e Idealistas

Nos anos 60, o mundo entrava de vez na sociedade de consumo. A televisão ditava modas, e a guerra fria era a grande paranóia. Garotos imberbes percebiam que a música era o grande sonho libertário. Eles queriam mudar o mundo, mas, em vez de armas, pegavam em guitarras.


Nos Estados Unidos, Bob Dylan fazia um cruzamento entre o folk e o rock. Nas letras, engajamento político e poesia.

 

 

 

 

A chamada "contracultura" - supondo uma homogeneidade maior do que a realidade - foi uma vasta corrente englobando a herança da "geração beat", o movimento de contestação da juventude (que acabaria desembocando nas grandes revoltas estudantis) e o movimento hippie, além das inúmeras ramificações nascidas dessa nebulosa, como os movimentos "alternativos".

Espalhou-se valores que ainda influenciam a maneira de ser no mundo. Nos Estados Unidos, alguns nomes célebres continuam vinculados ao brilho que assinalou toda uma época - como Allen Ginsberg, Jack Kerouac, Alan Watts, Ken Kesey, Timothy Leary, Gary Snyder, Neal Cassady ou Bob Dylan -, sem se falar em inúmeros grupos musicais e algumas revistas. São Francisco e a Costa Oeste iriam constituir o local privilegiado dessa "revolução de costumes".

 

Concretamente, as práticas da contracultura passam pela ruptura com o mundo (o drop out), pela viagem de iniciação - que, tal como monges mendigos budistas, se encontravam normalmente na Índia, mas também nas estradas norte-americanas e européias -, pela vida em comunidade, pelo desejo profundo de igualdade, pela influência libertária, pelo engajamento (por influência de Gandhi) na cultura da não-violência, pela proximidade com a natureza e por um certo misticismo tingido de influências orientais, principalmente budista (nessa época, muitos artistas se converteram ao zen budismo, ou aderiram a seitas influenciadas pelo orientalismo). A sociedade era concebida como uma comunidade pacífica, com o amor e o altruísmo ocupando um lugar importante. Inúmeras redes de vida, que produziam música, literatura, lazer, educação, alimentação ou medicamentos específicos, acabam formando um vasto universo underground que, na época, envolvia centenas de milhares de pessoas.

 

"Era de Aquário"

Em 1968 o movimento hippie estava a todo vapor, pregando paz, amor e sexo livre. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison eram ícones da juventude. Para os hippie deve-se acreditar na paz como a maneira de resolver diferenças entre povos, ideologias e religiões. Paz, amor e a tolerância. Amar significa a aceitação do outro. Dar-lhe a liberdade para expressar-se e não o julgar baseado em aparência. Este é o núcleo da filosofia hippie.

Eram jovens da mais diversa extração social que ostensivamente vestiam-se de uma maneira chocante para o americano médio. Deixavam crescer barbas e cabelos, vestiam batas, brim e trajes de algodão colorido, decoravam-se com colares, pulseiras, e profusões de anéis. Passaram a viver em bairros separados ou em comunidades rurais. Rejeitando a sociedade de consumo industrial viviam do artesanato e, no campo, da horta. “Paz e Amor”(Peace and Love) era o seu lema.

Desenvolveram um universo próprio, uma “vida alternativa”, que infelizmente não resistiu ao convívio com as drogas. Iniciados na marijuana terminaram por mergulhar em drogas mais fortes como o LSD (ácido lisérgico) e outras chamadas psicodélicas. Seus ídolos literários foram o escritor alemão Herman Hesse, cujos livros concentravam-se em histórias orientais de iniciação e abandono à introspeção e à meditação nirvânica, e o poeta Dylan Thomas, um rompedor de regras.

Seu mestre pensante foi o psiquiatra Wilhelm Reich que associava a agressividade humana à repressão sexual praticada contra os adolescente e os jovens em geral por adultos que consideravam o sexo pecaminosos e imoral. Reich defendia, paralelo à revolução política, uma Revolução Sexual.

A religião era muito forte na cultura hippie. Acreditavam em astrologia, tarô, magia. Religiões como budismo, Hare Krishna tinham muitos adeptos. Também haviam aqueles que fundiam o cristianismo com idéias hippies de vida comunitária, paz e amor livre. A música foi muito importante, pois ela servia não só como entretenimento mas continha e simbolizava os ideais do movimento. Haviam grandes festivais, principalmente de rock, que duravam em média três dias, e podem ser comparados a rituais onde o músico tomava o lugar do sacerdote, pregando a todos a sua ideologia e as suas crenças. O mais famoso dos festivais foi o Woodstock Music & Art Fair, que ocorreu, primeiramente, em 1969 nos Estados Unidos.

Nada parecia ter captado melhor o espírito da década do que o que se viu nos tres dias do histórico festival de Woodstock, em uma fazenda próxima de Nova Iorque, pessoas curtindo o corpo nu, o poder das flores e a distância dos males da civilização. Mas um dia tudo isso acabou. No festival de Altamont, organizado pelos Rollings Stones, a segurança foi entregue a gang de motoqueiros Hell´s Angels que esfaquearam uma pessoa. Saldo final: 4 mortos. O poder das flores não sobreviveria ao poder das armas. Os anos 60 pareciam estar chegando ao fim. A contracultura parecia ter fracassado. Era o término daqueles tempos de recusa à industrialização e de retorno lúdico à natureza.

Em 1970, quando Hendrix, Joplin e Jim Morrison morreram e os Bealtles se dissolveram, a ideologia dos anos 60 acabou. Nas palavras do próprio John Lennon: "The dream is over."

2007 Sgt. Pepper´s 40 anos

GEORGE MARTIN

Ao mestre, com carinho
O produtor que ajudou os Beatles a redefinir a música pop do planeta. ( clique aqui para saber mais )

AUTOCRÍTICA

O que fizemos?
"Sgt. Pepper´s" nunca foi consenso, nem mesmo entre os Beatles.( clique aqui para saber mais )

Certamente um dos maiores álbuns da música popular de todos os tempos.( clique aqui para saber mais )

A CAPA

Embalagem pop
Referência da pop art, capa do álbum inspirou paródias e tributos. ( clique aqui para saber mais )

MEMÓRIA

Meninas, eu chorei
Brasileira enfrenta frio e fome em Londres, em 1967, para conhecer quarteto. ( clique aqui para saber mais )

WOODSTOCK

Mesmo sendo primeiramente considerados loucos e pretensiosos, o festival foi o fenômeno que a história mostra.. Formou-se uma nação dentro de uma nação, que cantava a liberdade ao som de grandes nomes do rock.

Há 40 anos no dia 1º junho de 1967, aproximava-se o verão no hemisfério norte e o planeta em combustão recebia o guia da revolução cultural : Sgt. Pepper´s - clique aqui 15 Fatos sobre Sgt. Pepper´s

Curiosidades sobre "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band"

Festival da Ilha de Wight

500 mil pessoas rumaram para a pequena ilha do sul da Inglaterra para presenciar o que foi chamado "Woodstock britânico"

1960s

1960: Former member of Miles Davis' classic quintet of the '50s and the leader of the seminal 1959 album "Giants Steps," John Coltrane forms his own quartet with pianist McCoy Tyner and drummer Elvin Jones (bassist Jimmy Garrison joins the next year). The band would stay together throughout the early '60s as the saxophonist, with his gutsy "sheets of sound" and deeply moving ballads, would rise to the rank of jazz superstar.

The quartet's masterwork, "A Love Supreme," would be written and recorded in 1964 and released in 1965 by MCA to critical praise. The four-part suite clocks in at just under 33 minutes and speaks with more passionate power and eloquence than any half-hour set of jazz ever recorded.


1960: Chubby Checker's Cameo/Parkway novelty dance single, "The Twist" (written and first recorded by R&B great Hank Ballard) ignites a global dance craze, reaching No. 1 on Billboard's Hot 100. Little more than six months later, it returns to the chart, and is again No. 1: The only such twin peaks in chart history.


1962: The Crystals' "He's a Rebel" (Philles) becomes the first single employing Phil Spector's groundbreaking "wall of sound" production technique to reach No. 1 on Billboard's Hot 100. Darlene Love provided the song's vocals.


1962: James Brown had scored R&B hits for King Records beginning in the late 1950s, but it was his furiously paced, ritualistic stage shows that had mostly black audiences fawning over "the hardest working man in show business." Brown recorded his Oct. 24, 1962, performance at Harlem's Apollo Theater on his own dime. Released reluctantly by King in 1963, "Live at the Apollo" is pop music's seminal concert recording and was Brown's first crossover hit, peaking at No. 2 on the Billboard Top Albums chart in 1963 during a 66-week run.


1963: Philips introduces the audio cassette.


1964: Robert Moog invents a music synthesizer, opening the door on an electronic music age. With a piano keyboard as an interface, the device allows musicians to tap into a world of sounds that could be manipulated unlike anything created by traditional instrumentation.


1964: During their inaugural U.S. tour in February 1964, the Beatles make their first appearance on "The Ed Sullivan Show," launching the country into full-blown Beatlemania and marking the beginning of the British Invasion. more »


1964: "Where Did Our Love Go" reaches No. 1 on Billboard's Hot 100 and marks the beginning of a staggering string of hits for the Supremes. Previously a backing group for other Motown acts, Diana Ross, Florence Ballard and Mary Wilson released seven unsuccessful singles before reaching the chart summit, but they would revisit the post with their next four singles -- "Baby Love," "Come See About Me," Stop in the Name of Love" and "Back in My Arms Again."

Through 1969, the group (which became known as Diana Ross & the Supremes in mid-1967, the year Cindy Birdsong replaced Ballard) scored a dozen No. 1 songs, 10 during 1964-67.


1965: The Rolling Stones' "(I Can't Get No) Satisfaction" becomes the U.K. rock act's first No. 1 on Billboard's Hot 100. It is also a breakthrough both for radio, which rallies enthusiastically around the nearly four-minute single, and for songwriters Mick Jagger and Keith Richards, just hitting their stride and already at the top of their game. Their group would go on to be one of the most enduring, successful, outrageous and influential rock acts of all time.


1965: Bob Dylan goes electric at the Newport (R.I.) Folk Festival. His third appearance at the legendary event follows the release of "Bringing It All Back Home" (Columbia), which boasts one electric and one acoustic side of ragged, blues-oriented arrangements. In hindsight, playing electric at Newport with the Paul Butterfield Blues Band seems hardly surprising. But the truncated performance, greeted with a mix of boos and cheers, is a defining moment in Dylan's career and in popular music. more »


1966: Masterminded by Brian Wilson, the Beach Boys create "Pet Sounds" (Capitol), widely regarded as one of the best pop albums of all time. Layers of harmony and adventurous arrangements are woven through such classics as "Wouldn't It Be Nice," "Sloop John B" and "God Only Knows."


1967: Aretha Franklin releases "I Never Loved a Man the Way I Love You." Her Atlantic Records debut features the Otis Redding-penned "Respect," which would become Franklin's signature tune. The Jerry Wexler-produced set reaches No. 2 on Billboard's Top LPs chart and establishes Franklin as the "Queen of Soul."


1967: The Jimi Hendrix Experience debuts on Reprise with "Are You Experienced?," a stunning document of the psychedelic rock era that features such classics as "Foxey Lady," "Purple Haze," "Hey Joe," "The Wind Cries Mary" and "Fire."


1967: The FCC forces FM stations to stop simulcasting AM sister stations. FMs in major markets give over programming to young, musically adventurous DJs like Tom Donahue at KMPX San Francisco. Their underground rock and free-form programming fans the flames of the rock revolution.


1967: Simon & Garfunkel's "Mrs. Robinson" appears in the Mike Nichols-directed film "The Graduate," starring Dustin Hoffman along with Anne Bancroft as the song's titular subject. Simon & Garfunkel provide the bulk of the soundtrack, which with the movie stands as a coming of age milestone for a generation. The Columbia set was the duo's first to reach No. 1 on the Billboard album chart.


1967: (June 16-18) The Monterey International Pop Festival is staged at California's Monterey County Fairgrounds by producer Lou Adler, John Phillips of the Mamas & the Papas, producer Alan Pariser (heir to the Sweetheart paper fortune) and Beatles publicist Derek Taylor. In a sterling example of "the summer of love," all of the acts performed for free and revenue from the event was donated to charity.

Captured by filmmaker D.A. Pennebaker in the documentary "Monterey Pop," the festival marked the first performances by the Jimi Hendrix Experience and the Who on U.S. shores. It also featured a landmark appearance for Janis Joplin, who was "discovered" there by Clive Davis. The following year, Columbia released "Cheap Thrills" her breakthrough album with Big Brother & the Holding Company.


1967: Russ Solomon opens the first Tower Records store in Sacramento, Calif. After expanding throughout California, an aggressive growth strategy would take the retail chain across the United States and into 14 countries. The company's landmark three-story New York store, established in 1983, became a destination for music fans and sparked the re-gentrification of its East Greenwich Village neighborhood, now home to Billboard's New York offices.


1968: Otis Redding's "(Sittin' On) The Dock of the Bay" reaches No. 1. The song was recorded three days before his death in a December 1967 plane crash that also claimed four members of the Bar-Kays. Redding was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame in 1989.


1969: The Woodstock Music & Art Festival is staged on Max Yasgur's farm in Bethel, N.Y. The event drew more than 400,000 and marked the zenith of the 1960s counterculture movement. The bill for the "three days of peace and music," as the Oscar-winning documentary film about the concert was subtitled, included everyone from Richie Havens, Joan Baez and the Grateful Dead to Jim