Nessa década a escola de pensamento de Frankfurt foi responsável por
formular o conceito de Indústria cultural, que seria o modo como a sociedade
capitalista manipularia os indivíduos, através dos meios de comunicação
de massa, para anular-lhes as individualidades e a capacidade crítica,
formando uma massa homogênea que consumiria com mais facilidade poucos
produtos culturais, produzidos em larga escala como na indústria tradicional.
Após uma década de euforia, a alegria dos "anos loucos" chegou ao fim
com a crise de 1929. A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou
uma crise econômica mundial sem precedentes. Milionários ficaram pobres
de um dia para o outro, bancos e empresas faliram e milhões de pessoas
perderam seus empregos. É deposto, em 24 de outubro de 1930, o presidente
do Brasil, Washington Luís. Em 30 de janeiro de 1933, Hitler é nomeado
chanceler alemão.
A partir de 1930, nos Estados Unidos, a música popular passou a ser
um fenômeno de proporções continentais. Os grandes programas de rádio
eram ouvidos de costa-a-costa, facilitando o aparecimento de novos artistas
e mitos da comunicação. As condições técnicas para gravação de discos
e transmissões de longa distância vinham sendo aperfeiçoadas com muita
velocidade desde o início do século XX, fazendo com que a qualidade
do som também se tornasse um produto.

O estilo musical em ascensão, em meados dos anos 30 era o swing,
estilo de jazz próprio para dançar, logo adotado pela mídia que
precisava estimular a população (esmagada pela recessão desde
o crack da bolsa em 29) a consumir e se divertir. Em 1934 o musical
"A Alegre Divorciada", de Cole Porter, traz Fred Astaire e Ginger
Rogers, num filme de muito sucesso. A carreira de Porter vai de
“vento em popa”. O seu estilo refinado coloca Porter ao nível
de nomes como Irvinng Berlin, George Gershwin e Jerome Ken. Vários
foram os sucessos de Porter neste período, destacando-se “New
Yorkers”, “Anything Goes”, “Jubilee”, “Red Hot And Blue” e “Dubarry
Was A Lady”, “Born To Dance” e “Rosalie”.

King Kong (1933), é o filme geralmente considerado como o marco inicial
da história das trilhas. E por que ? Porque nunca o impacto de um filme
havia estado tão relacionado a sua música instrumental original. A trilha
do brilhante Steiner, misteriosa, ameaçadora e, no desfecho, grandiosa
e sentimental, transformou uma história potencialmente risível - como
previam os próprios realizadores - numa aventura de fantasia fascinante
e memorável.
Nesse momento o jazz já possui uma "massa crítica" considerável e já se
acham consolidadas várias grandes orquestras, como as de Duke Ellington,
Count Basie, Benny Goodman, Cab Calloway e Earl Hines. Duke Ellington
é considerado o Mozart do jazz. Seus arranjos sofisticados e sua
orquestra de virtuosos foram as novidades, no início dos anos 30,
que regeram a era do swing.