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Kisses on The Bottom
A
cena foi descrita pelo próprio Paul McCartney, de
69 anos, em entrevistas à imprensa internacional.
Para ele, seu novo disco Kisses On The Bottom, que chegou
ao Brasil – após
lançamento mundial ontem –, é um daqueles
CDs que “escutamos ao voltar do trabalho, com uma taça
de vinho, ou uma xícara de chá”.

De fato,
o novo trabalho do ex-beatle, o 15º de sua carreira
solo, é leve, intimista e simples. Para o repertório,
ele escolheu gravar clássicos do jazz do início
do século 20 e standards da música americana
que eram cantados por seus pais nas noites de Ano Novo.
No álbum, há apenas duas canções
inéditas compostas por Paul: My Valentine, escrita,
segundo o próprio músico, num Dia dos Namorados
chuvoso no Marrocos, com sua mulher Nancy Shevell. Nesta
canção, Eric Clapton empresta sua guitarra
para um certeiro solo. Sua outra música é Only
Our Hearts, que conta com a gaita de Stevie Wonder.

Stevie and Paul
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A cantora e pianista Diana Krall também participa
do disco como produtora, ao lado do produtor veterano Tommy
LiPuma (que já trabalhou com nomes como Barbra Streisand
e Miles Davis). Diana toca piano no álbum e cedeu
os músicos de sua banda para gravarem também
algumas canções.

Diana Krall
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Durante 50 minutos de audição, Paul brinda
o ouvinte com emocionadas interpretações
para 14 canções como It’s Only a Paper
Moon, Always, My Very Good Friend the Milkman e Bye Bye
Blackbird. O título do álbum, Kisses On The
Bottom, faz referência à letra da música
I'm Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter (gravada
por Frank Sinatra em 1954, no seu álbum Swing Easy) – e
que, se for traduzido ao pé da letra, significa
Beijos no Traseiro. Nele, Paul, que não lançava
um disco de estúdio desde Memory Almost Full, de
2007, faz um trabalho singelo, despretensioso e que cumpre
o que promete: homenagear os mestres do jazz que o influenciaram.
Eric
Clapton and Paul McCarteny
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De acordo com o músico, o trabalho foi a forma
que ele encontrou para conciliar sua vocação
musical com a vontade de descansar, conviver mais com a
família e resgatar suas memórias. A sensação
que se tem é a de estar ouvindo a trilha sonora
de um filme de Woody Allen.
Sir Paul McCartney já é um senhor de quase
70 anos. Portanto, nada mais natural que queira desacelerar
um pouco. O problema é que ele não desacelerou.
Pelo contrário. Ainda para este ano, ele planeja
lançar outro disco, só que desta vez de inéditas.
Mas Paul não adiantou como será. Em entrevistas,
ele brincou dizendo: “Talvez não seja pop,
talvez seja rock, talvez psicodélico... Quem sabe?”.
Não é cover. É homenagem. Em Kisses
On The Bottom, Paul não toca nenhum instrumento.
O trabalho todo foi deixado para os amigos. No álbum,
ele atua apenas como intérprete. “Há anos,
eu queria tocar algumas velhas canções da
geração dos meus pais”, disse o músico,
em depoimento a jornalistas no exterior. “Não
tive a impressão de ter tido um trabalho duro nesse
disco.”
Não cabe também chamar este de um álbum
de covers. Para Paul, é uma homenagem. Segundo o
músico, essas canções foram usadas
por ele e John Lennon como base de suas próprias
canções. “Quando comecei a me interessar
por composição, percebi quão estruturadas
estas canções eram e aprendi muitas lições.”

Quincy Jones and Paul
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Na próxima quinta, dia 9, ele será homenageado
em Los Angeles, com uma estrela na Calçada da Fama.
Até hoje, Paul era o único beatle que não
tinha sua estrela em Hollywood. A estrela deverá ficar
localizada próximo ao edifício da Capitol
Records, onde Paul gravou este disco.
Fontes:
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,paul-mccartney-reverencia-mestres-do-jazz-em-kisses-on-the-bottom,832533,0.htm;
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