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Whisky
O consumo
do whisky já foi associado à garantia de uma
vida longa. Entre os celtas, os sábios acreditavam
que a combinação de álcool e cereais
prolongava a vida. Seu nome, derivado do celta "uisge
beatha", é uma comprovação desta
crença, já que o termo significa "água
da vida".
A bebida
é do tipo que arrebata amor ou ódio. Com ela
não há meio-termo: é se apaixonar ou
largar. Seus adeptos são tão fiéis que
Vinícius de Moraes certa vez fez uma espirituosa declaração
que se tornou antológica: "Se o cachorro é
o melhor amigo do homem, então o whisky é o
cachorro engarrafado". Em defesa da bebida também
já saiu o humorista Millor Fernandez, quando escreveu:
"O whisky, tomado com moderação, não
oferece nenhum perigo, nem mesmo em grandes quantidades".

O whisky
pode ser servido sozinho, na sua forma mais pura e natural,
como pode também ser servido com gelo ou água.
Nos copos baixos coloca-se primeiro o gelo, e só depois
o whisky, enquanto que os copos de pé alto destinam-se
a todos aqueles que preferem saboreá-lo com água.
Tal como todas as outras bebidas, também o whisky obriga
a pequenas regras de conservação: a garrafa
nunca deve estar directamente virada para o sol, e o local
deve ser à temperatura ambiente, isto é, nem
muito frio, nem muito quente.
Há
ainda outro cuidado que deve ter para com a garrafa de whisky
depois de aberta: a tampa deve estar bem fechada, por forma
a garantir que nem o álcool ou o sabor tenham possibilidades
para se evaporar. Só assim o whisky poderá manter
as suas componentes naturais, mantendo o sabor que lhe é
característico.

Gêneros
e Tipos
Existem
quatro géneros de whisky: o malte, o grain, o vatted,
e o blended. O primeiro não contém qualquer
tipo de mistura, feito apenas de cevada, fabricado numa única
destilaria, sendo em terras escocesas que encontramos os whiskys
puro malte, rotulados como os melhores do mundo inteiro. Já
o segundo, o grain, é produzido com diversos cereais,
como o milho, trigo, e alguma porção de centeio.
Quando
falamos de whisky da categoria vatted estamos a referirmo-nos
a um whisky que mistura dois ou mais whiskys malte, conservando
as características naturais deste género. Finalmente,
o blended, é uma mistura do whisky do malte e do grão,
sendo este último aquele que mais é comercializado
no mundo inteiro. Um blended perfeito, no verdadeiro sentido
da palavra, obriga à junção e mistura
de 35 a 200 whiskys diferentes.
SCOTCH
A maioria absoluta dos scotches bebidos no mundo é
de blends, mais caros e encorpados. Como exemplos de blends
, cita-se o Johny WalKer Black e Red, o Buchannan's, o Logan,
o Old Par , Cutty Sark, o White Horse, etc
O Bourbon americano, por exemplo, é
um destilado de milho; ele deve conter pelo menos 51% de milho,
mais geralmente tem 60% a 80% deste cereal e o restante de
pequenas proporções de cevada e centeio.
O Rye americano é feito com pelo menos
51% de centeio e os restantes 49% são compostos de
milho e cevada.
O Tenessee Whiskey, produzido no Estado americano
de mesmo nome tem pelo menos 51% de cereal em sua composição.
Na prática é utilizado o processo sour mash
e filtragem através de carvão vegetal.
O Canadian Whisky é semelhante ao
americano, porêm é mais leve e menos encorpado,
como exemplo citamos o Canadian Club.
O Irish Whiskey, o whisky irlandês,
onde é usado o carvão para aquecer o malte em
seus alambiques, material este que não exerce influência
sobre o sabor da bebida. Outra característica marcante
do whisky irlandês é a sua tripla destilação
feitas em alambiques do tipo pot, maiores que os escoceses,
e com formato ligeiramente diferente. O mash, pasta de ingredientes
usado no whisky irlandês dá-lhe um sabor acentuado
de centeio, ao contrário do scotch, que tem aroma e
sabores peculiares; mas por outro lado, a tripla destilação
confere ao whisky irlandês certa leveza e um sabor muito
puro, e é envelhecido em tonéis do mesmo tipo
usado para o sherry, ou em barris de carvalho novo ou tipo
usado para o rum e o Bourbon, e que, por força de lei
deve ser envelhecido no mínimo cinco anos. Citam-se
como exemplos o Bushmils Black Label, o Crested Tem e o JaHeson,
como excelentes whisky do tipo straight (whisky puro de cevada).
O Campbeltown Malt Whisky, produzido na menor
das quatro regiões produtoras de whisky da Escócia,
a de Campbeltown, que é uma pequena vila, mas que já
foi capital escocesa do whisky e hoje tem apenas duas destilarias,
que produzem ótimos tipos de whisky.
O Lowland Malt Whisky, um dos quatro estilos
de malte escocês, tem como melhor representante o Rosebank,
um whisky de gosto doce e leve.
O Islay Malt Whisky, produzido na ilha de
Islay, é seco tem um sabor muito forte, que segundo
alguns especialistas é o sabor de iodo das algas marinhas.
Na sua versão pura ou straight, o islay malt clássico
é o da marca Laphroaig, mas o Lavagulin também
merece destaque como whisky seco.
O Island Malt Whiskey, como o nome indica
são os whiskys produzidos nas ilhas escocesas, à
exceção e Islay, que leva o prório nome,
ele são whiskys encorpados. Citamos o whisky de Scapa
e o de Highland Park, nas ilhas Orcades e o Talisker da ilha
Skye, além do aromático e suave Jura Malt.
Licor Irish Mist - É um licor feito
com irish whiskey e mel de urze, na cidade de Tullamore, na
Irlanda. Consta que é fabricado de acordo com uma formula
levada para a Europa continental pelos irlandeses, em fuga
dos exércitos ingleses da Casa Real de Tudor.

Envelhecimento
Para envelhecimento,
os whiskys são armazenados em barris de madeira, de
um tipo de carvalho branco, com idade média entre 40
e 50 anos. Para conservar melhor o sabor, os arcos dos barris
são estocados ao ar livre por, no mínimo, um
ano. Isso é importante para que eles fiquem expostos
à ação do vento, do sol e da chuva. Depois
de pronto, o interior do barril é tostado por um minuto
para que a camada tostada intensifique o contato da madeira
com a bebida que esta sendo envelhecida.
Depois
de cheios, os barris são colocados em prateleiras apropriadas
e, com os anos, vão amadurecendo gradativamente e sofrendo
a ação dos aromáticos, conhecidos de
congêneres. Completando o período de envelhecimento,
o whisky terá uma consistência suave, sabor,
cor e aroma bem definidos.

História
Muitos
são os países que afirmam estar na origem da
descoberta e comercialização desta bebida, fonte
de rendimento e de prazeres de tantas pessoas. A verdade é
que, segundo alguns estudos referentes a esta questão,
já antes de Cristo, nomeadamente em 800 a.c., os indianos
produziam a bebida. Todavia, na Irlanda, o nascimento do whisky
é igualmente bastante antigo, e há mesmo a referência.
A primeira
referência escrita ao whisky aparece num documento de
1494 em que o rei James IV ordenava ao frade John Cor para
fazer "aqua vitae" na quantidade de "VIII bolts
of malt" o que equivale a 400 garrafas de whisky quotidiano.
Diz-se que tal resultou do primeiro contacto do rei com a
"aqua vitae"(ou "uisge beatha" em Celta)
em Islay aonde teria estado em campanha no ano anterior.
Em 1505
foi criado o "Guild of Surgeon Barbers of Edinburgh"
ao qual foi concedido o direito exclusivo de produzir e vender
"aqua vitae" no burgo em resultado das suas propriedades
medicinais.
Como resultado
da dissolução dos Mosteiros na Escócia
em 1560, o conhecimento que os frades tinham da destilação
foi abarcado pela comunidade pelo que se desenvolveu a produção
doméstica. De tal forma se procriou que foi decretada
a sua proibição em 1579 em anticipação
de fracas colheitas e restringida aos "Earls, Lords,
Barons and Gentlemen" para seu próprio consumo.
Levantada
a sua proibição mais tarde a produção
doméstica de "aqua vitae" tinha lugar para
aproveitamento dos excedentes das colheitas, começando
mesmo a ser exportada para Inglaterra, Irlanda ou França.
Tal originou a primeira taxa imposta pelo Parlamento Escocês
para ajudar o financiamento do exército contra Charles
I de Inglaterra em 1644.
A primeira
destilaria mencionada num documento oficial teve lugar em
Ferintosh na "Black Isle" em 1670 e foi estabelecida
por Duncan Forbes. Por ter sido mais tarde saqueada pelos
apoiantes de James II em 1689, Mr Forbes reclamou uma indenização
tendo-lhe sido concedido o direito de destilar whisky nas
suas terras sem pagar imposto. Esse direito foi mantido até
1784 o que permitiu à familia Forbes destilar mais
de 2/3 da totalidade do whisky produzido.
Em 1784
a "Wash Act" reduziu os impostos e introduziu a
"Highland line" que marcou defenitivamente a distinção
entre os whiskies das Highlands e das Lowlands. Os primeiros
não podiam ser vendidos abaixo daquela linha o que
naturalmente levou ao acréscimo de contabando. Tal
facto conjugado com os múltiplos aumentos de taxas
em redor de 1800 cuja incidência chegou a ser por alambique
levou as destilarias a alterar o tamanho destes para pagar
menos impostos. Por fim o "Excise Act" de 1823 ao
reduzir os impostos e introduzir armazens "duty free"
para exportação, conseguiu colocar alguma ordem
no sector aumentando o número de destilarias legais,
sendo considerado como a base da indústria moderna.
Em meados
do Sec XIX todos os grandes nomes dos nossos dias, tais como
Ballantine, Johnnie Walker, Arthur Bell ou John Dewar fizeram
fortuna com a descoberta do "blended" ou seja, a
utilização de outros grãos que não
a cevada maltada. Tal permitiu uma explosão do mercado
sendo o Scotch exportado para todo e qualquer lugar a onde
houvesse expatriados. O ataque dos vinhedos franceses pela
filoxera teve a "virtude" de levar à substituição
de brandy por whisky.
Os excessos
de produção e de estoques levaram no início
do sec XX a uma crise sem precedentes que a 1ª Guerra
Mundial veio reforçar. Paradoxalmente a "Prohibition"
nos E.U.A que durou entre 1920 e 1933 teve como consequência
uma procura desenfreada de Scotch, vendido ilegalmente através
das Caraíbas.
Wiston
Churchill reconhecia a importância económica
que o Whisky teve para o Reino Unido após a 2ª
Guerra, aligeirando a sua enorme dívida para com os
E.U.A. A expansão que o sector sofreu levou à
reabertura de várias destilarias antes encerradas tais
como Glenturret, Benriach, Jura ou Caperdonich e muitas outras
dobraram de capacidade. Esta tendência foi de novo contrariada
em 1974 com o choque petrolífero e depois não
parou mais de subir.
Os whiskies
de malte receberam um novo ímpeto a partir dos anos
80 sendo a única forma de empresas independentes reagirem
a excessiva concentração no sector: os grandes
grupos tornavam-se autosuficientes não deixando mercado
para aqueles lhes venderem os seus maltes para incorporar
nos "blends". Um novo consumidor emergiu em busca
de mais diversidade e autenticidade, menos permeável
às campanhas de "mass marketing". Esse é
o consumidor do whisky de malte. Por outro lado, o whisky
de malte passou também a ser um valioso objecto de
colecção ... e de investimento. Uma garrafa
de Bowmore do seculo passado atingiu a módica quantia
de cerca de 4,750 libras esterlinas.

Ballantines

A companhia
George Ballantine & filho Ltda nasceu na Escócia
e se estabeleceu em Edimburgo em 1827. O filho de George Ballantine,
também chamado George, avançou seus interesses
para outros produtos, tornando-se não só comerciante
de whiskys, como também de vinhos e charutos. O visionário
negociante passou então a exportar para outros países
seus vários tipos de bebidas. Em 1920, a família
de Ballantine vendeu a firma aos sócios Júniors:
James, Barclay e PA. Com nova direção, a companhia,
sob o nome de Ballantine, concentrou-se no marketing exterior,
mesmo nos anos de Lei Seca nos Estados Unidos. A perseverança
em conseguir distribuir seu produto no país criou a
maior e melhor rede de distribuição da costa
leste. O crescente mercado exigia novos recursos de fabricação.
Em 1937, a destilaria Hiram Walker Gooderham & worts uniu-se
a Ballantine, construindo uma nova destilaria, em Dumbarton,
a maior da Europa. O fino Ballantines tornou-se o whisky n°
1 da Europa e o terceiro maior no mundo.
Um dos
mais finos whiskys escoceses, o Ballantines representa a harmonia
do tempo e da tradição. Criado a partir da mistura
de mais de 42 maltes da Escócia, por mais de cem anos,
este Whisky foi fabricado do mesmo modo. O resultado é
um scotch que representa a combinação perfeita
de quatro temas básicos indicativos de um whisky escocês
superior: aroma, gosto, corpo e contrapeso. Atendendo a todos
os gostos, a família Ballantine inclui whiskys envelhecidos
que variam a idade de 12 a 30 anos.
BELL'S
- O mais popular entre os britânicos

Em 1825,
Thomas Sandeman abriu uma pequena loja de bebidas em Perth,
Escócia, junto com Arthur Bell. Alguns anos depois,
os dois se associaram como parceiros únicos no negócio.
Bell era um homem cuidadoso, modesto e religioso, que seguia
à risca as regras morais protestantes de dedicação
ao trabalho. Além disto, foi um dos primeiros a reconhecer
o potencial de mercado do whisky blended. “Muitos whiskys
bons misturados juntos agradam mais o paladar de um grande
número de pessoas do que um puro”, ele escreveu
uma vez.
Em 1863,
ele colocou um agente para supervisionar o desempenho da bebida
em Londres e depois seus filhos, Arthur Kinmond e Robert,
passaram a realizar esta função, tanto dentro
como fora da Grã-Bretanha. Na década de 80,
a firma se dedicava quase que exclusivamente à fabricação
de blendeds em grande variedade, mas a modéstia do
velho Arthur Bell impediu que estas marcas “menores”
recebessem a tarja da Bell's até 1896. “A qualidade
dos meus produtos falam por si”, gostava de dizer.
Arthur
Bell morreu em 1900. Seus filhos correram o mundo para cuidar
dos interesses da firma. Robert foi para Austrália
e Nova Zelândia e estabeleceu lojas na Índia,
Ceilão, Itália e França. Arthur Kinmond
permaneceu em Perth, administrando o negócio, e fez
uma viagem demorada para os Estados Unidos em 1908. Sob o
comando de William Govan Farquharson, descrito por muitos
como “o último barão do whisky”-
a Bell’s entrou para o time dos grandes. Ele entrou
na companhia em 1942, ano em que morreram os dois velhos irmãos.
Ele começou a promover o Extra Special com mais vigor,
sob o slogan “Afore Ye Go” nos Estados Unidos
e em casa. Resultado: em 1970, a Bell’s já era
a líder de mercado. Em 1985, a Bell’s foi comprada
pelo Guiness Group, que dois anos depois passou para o controle
da DCL, que a transformou na United Distilliries.
Johnnie
Walker - Blue Label

O Johnnie
Walker Blue Label é uma bebida muito sofisticada. Seu
maior mérito é o casamento perfeito entre malte
e grão.
No longínquo
ano de 1820, os whiskys de malte e os de grão eram
engarrafados separadamente, ou seja, os blendeds ainda não
estavam disponíveis. Além disso, o total produzido
de bebidas supria, quase que exclusivamente, o mercado interno.
Com Johnnie Walker no mercado isso mudou.
Ora, um
whisky simples – seja ele de grão ou de malte
– pode variar, como os vinhos, de ano para ano, dependendo
da safra. Ciente disso, Johnnie Walker criou uma bebida que
unia , ao mesmo tempo, uniformidade e sabor: o Blue Label.
Uma bebida orientada para o mercado que, devido ao seu especial
processo de fabricação, possuía uma profundidade
de sabor não atingida pelos whiskys de malte.
Trata-se
do topo de linha da Johnnie Walker. Um whisky que, nas palavras
de Alexander Walker, “deve ser tão bom que nenhum
outro pode superar”. Muitos “experts” concordam
com o velho escocês.
Johnnie
Walker - Black Label

Um amálgama
de whiskys.
Um whisky
blended de personalidade, como uma pessoa, deve ser interessante
de se conhecer. Se tudo for exposto de cara, não há
nada mais para se descobrir. Deste modo, se você sentir
que seu drink pode te revelar mais do que ao primeiro gole,
provavelmente você se sentirá preso a ele, tentando
descobrir todos seus nuances misteriosos.
O Black
Label tem este caráter enigmático. O primeiro
gole te deixa com uma forte curiosidade. Com o tempo, o gosto
intenso do BL vai revelando sabores diferentes. Primeiro seco
e depois abaunilhado.
Esta complexidade
de sabores foi conseguida misturando mais de 40 tipos de whiskys
de grãos com de malte, cada qual envelhecido no mínimo
12 anos – alguns até mais. Os maltes de Islay
e Island adicionam tempero e riqueza. O malte de Speyside
contribui com profundidade de sabor e toque frutado que remete
a maça e pêra. Junto com o BL, a Johnnie Walker
fabrica o Cardhu, um reconhecido whisky de malte.
Johnnie
Walker - Red Label

Muitos
blenders, proprietários de destilarias deste tipo de
whisky, no afã de produzir uma bebida popular, não
acham necessário caprichar no sabor. O Red Label está
aí para provar o contrário. Mesmo sendo o whisky
mais popular do mundo, não descuida na riqueza do paladar.
O Red
Label existe desde meados do século XIX, quando o escocês
Alexander Walker herdou de seu avô, Johnnie, uma destilaria.
Johnnie era um apreciador de whiskys de malte, gosto que passou
para o neto. Porém, Alexander queria expandir os negócios
e não mais continuar produzindo whiskys de malte, que
eram caros e de produção limitada. Criou, então,
o Red Label. Mesmo mais suave e mais leve que os outros whiskys
da época, a nova bebida mantinha o autêntico
sabor do whisky tradicional.
Isto foi
há mais de cem anos. No alvorecer da Era Vitoriana,
o Johnnie Walker já era uma marca globalmente conhecida.
Encontrava-se a marca vermelha do homem de fraque em mais
de 120 países. Na Inglaterra, sua popularidade não
era menor. O rei George V gostava tanto do Red Label, que
concedeu um título real de honra à companhia
em 1933. Desde então, a Johnnie Walker se tornou a
fornecedora oficial de bebidas da Casa de Windsor.
O Red
Label ganhou inúmeros prêmios e competições.
Recentemente, conquistou a medalha de ouro e a grã-medalha
de ouro no Monde Select Awards, um dos eventos mais respeitados
pela indústria de bebidas. Em 1996, recebeu a medalha
de ouro na Competição Internacional Wine &
Spirit, na categoria melhor whisky blended.
Chivas
Regal

O nome
Chivas tem sua origem no gaélico, uma língua
quase morta nos dias de hoje. Significa “lugar estreito”.
Descreve o local onde antes havia um castelo medieval, no
norte da Escócia. Os registros mais antigos do Baronato
de Schivas datam do século XIV, da época em
que a Escócia e a Inglaterra estavam em guerra.
A
saga dos irmãos Chivas
Mas foi
só uns 500 anos depois que o nome se tornou famoso.
No ano de 1836, os irmãos James e John Chivas largaram
o campo e foram tentar a vida em Aberdeen, maior cidade portuária
do país. John foi trabalhar numa tecelagem, enquanto
que James foi tentar a vida num armazém. Lá,
em contato com os produtos comestíveis, aprendeu dar
valor à qualidade, com preços acessíveis.
Em 1841, o patrão de James, William Edwards, morreu.
James assumiu o negócio e decidiu chamar um sócio,
Charles Stewart. Os dois criaram a Stewart & Chivas e
começaram a fabricar seu próprio whisky blended.
Seu primeiro lançamento foi o Royal Glen Dee, um whisky
que rapidamente se tornou popular. Devido a qualidade da bebida,
sua fama se espalhou por todo Reino Unido e chegou até
a Inglaterra. Tanto que no ano seguinte, a companhia já
fornecia bebidas para a Rainha Vitória.
A parceria
entre James Chivas e Charles Stewart terminou em 1857. James
resolveu, então, chamar seu irmão John e com
ele criou a Chivas Brothers. John veio a morrer cinco anos
depois, mesmo assim seu irmão manteve o nome da companhia.
Em 1879, James colocou seu filho Alexander no negócio,
introduzindo-o na arte da destilação de bebidas.
Alexander aprendeu bem com o pai, pois as lojas da família
não paravam de prosperar e a Chivas fazia bebidas cada
vez melhores. Whiskys como o Royal Strathylan 10 anos, Magna
Charta e Loch Nevis 20 anos, eram requisitados em todos os
cantos do grandioso Império Britânico.
No final
do século XIX, a marca Chivas se enraizou. Passou incólume
pela Primeira Guerra Mundial e pela Lei Seca Americana. Em
1936, a Chivas Brothers tornou-se companhia limitada, alçada
à categoria de corporation. A empresa crescia e a qualidade
continuava a mesma.
Na Segunda
Guerra, como grande parte da Europa, a Chivas passou por tempos
difíceis. A falta de produtos e o racionamento, fez
interromper a produção de whisky. Graças
à política astuta de manter o estoque, iniciada
pelo velho James Chivas, a empresa conseguiu sobreviver ao
cataclisma.
Jack
Daniel´s

Tendo
tornado ao longo dos anos ícone da cultura americana,
o whisky Jack Daniel’s vem abrindo fronteiras e se perpetuando
como uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo.
Um de seus segredos, está no fato de ser produzido
exatamente como o próprio Mr. Jasper Newton Daniel
o concebeu em 1866. A tradição - que o acompanha
desde o processo de abrandamento (ele é “filtrado”
em 3,30 metros de carvão feito de madeira “Maple”)
até o rótulo onde se encontram as medalhas ganhas
ao longo dos anos - faz com que sua qualidade continue a mesma
desde 1866 e que seja bem recebido em mais de 130 países.

A
Prova: Alguns Conselhos
A) Preliminares
A.1) O copo
Um copo
em forma de túlipa é o ideal.
Os copos de Porto ou de vinho tambem são adequados
desde que fechem no bocal
A.2) Água
Um pouco
de agua permite libertar os aromas e apreciar devidamente
o produto pelo que aconselhamos a sua adição
em particular nos whiskies "Cask Strength". De outra
forma o contacto imediato com o produto pode insensibilizar
o nariz, inviabilizando a prova.
A agua deve ser sem gás, macia e servida à temperatura
ambiente. A agua fria "fecha" os aromas. Evitar
agua da torneira.
B) Os
procedimentos da prova
B.1) Aspecto
* Cor:
O "new make spirit" é incolor. A cor do produto
final pode variar consideravelmente: desde incolor até
quase preto. Ela resulta tão sómente da maturação
do produto no casco, pelo que as características deste
último determinam a cor do produto final. Embora algumas
tonalidades sejam indicativas do tipo de casco ( Chardonnay=
Bourbon, mogno claro= Sherry), o nariz deverá complementar
a avaliação (ver Maturação).
* Brilho: Um produto mais brilhante é indicativo de
filtragem. Um whisky não filtrado pode turvar com adição
de agua.
* Corpo: Embora seja avaliado sobretudo na boca pode ser avaliado
pelas "lágrimas" que escorrem após
fazer o whisky girar no copo. Se forem longas indicam alcool;
se demorarem a desaparecer, indicam a presença de óleos
responsáveis por um corpo cheio.
B.2) Aroma
* "Nose-feel"
ou "pico alcoólico": É o efeito imediato
que se obtêm na parte posterior do nariz quando se cheiram
líquidos de elevado teor alcoólico. Esta sensação
pode anestesiar o nariz pelo que a abordagem ao copo desconhecendo
o seu teor deve ser cuidadosa. A agua deve ser acrescentada
até ao ponto que este "pico" deixa de se
fazer sentir.
* Aroma s/ diluição: Aberto / fechado ?, simples
/ complexo? Quanto mais fechado estiver nesta fase mais beneficiará
com a adição de agua. Um aroma rico e complexo
de um whisky velho nesta fase pode perder-se com a adição
de agua em demasia.
* Aroma c/ diluição: Adição até
ao ponto de total libertação do aroma. Depende
de whisky para whisky sendo normal reduzir até uma
graduação entre 30% e 20%. A exploração
deve começar pela orla do copo para capturar o "bouquet".
Só depois se deve penetrar no seu interior para capturar
os seus "segredos". As primeiras impressões
contam mais. A captura de um aroma esquivo pode conduzir à
fadiga pelo que se aconselha respirar fundo ou descansar em
vez de inalações sucessivas. As primeiras impressões
são as que mais contam.

Fontes
: Villa Tavola - Clube do Whisky, Gomes Carrera - Importação
e Exportação e www.gastronomiabrasil.com
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