Sobre preciosidades evolutivas

No livro "E o Cérebro Criou o Homem" o neurocientista António Rosa Damásio realiza uma ambiciosa investigação sobre o papel do corpo e de nossa origem animal nas representações mentais e propõe tese pioneira ao apontar o tronco cerebral, e não o córtex pré-frontal, como centro da consciência.

Magistralmente, o autor oferece uma história evolutiva dos processos mentais culminando no ser capaz de reflexão, que somos.

Damásio propõe um modelo para explicar a consciência humana, que se formaria em três níveis: o "protosself", o "self central", desenvolvidos na infância, e o "self autobiográfico", que segundo ele seria um "trabalho em andamento", fruto do acúmulo de nossas experiências e reflexões sobre o mundo.

Esta instância de nossa mente consciente evoca registros passados e recebe um "verdadeiro dilúvio de memórias impregnadas com as emoções e os sentimentos que as acompanharam originalmente".

Segundo o seu estudo, o proto e o self central ficam no tronco e o autobiográfico no córtex pré-frontal. Animais, como cachorros e golfinhos, por exemplo, também possuem o sef central e raciocinam muito bem. O que nos diferencia é o sefl autobiográfico, a nossa capacidade de interpretar memórias e incorporá-las a nossa visão do mundo.

Esses avanços nos estudos das funções cerebrais, trazem questionamentos a respeito da ética. Até em que ponto os psicofármacos poderão ser utilizados no ser humano?

E descobrindo nossos segredos mais íntimos, qual o papel da religião no futuro da humanidade?

"Ainda sabemos tão pouco que não temos como fazer pronunciamentos sobre problemas tão profundos quanto crenças e as razões do universo", diz Damásio.


O cientista português António Damásio, que vive nos EUA

A seguir a entrevista com um dos maiores neurologistas do mundo.

Carlos Messias, Da Folha de S.Paulo:

O "Self" pode ser entendido como a consciência do eu e do mundo ao redor, a unidade central e reguladora do que somos, sentimos e vivemos.

Em seu "Livro do Desassossego", Fernando Pessoa se refere à consciência como uma "orquestra oculta" e diz desconhecer quais "instrumentos tangem e rangem" nela: "Só me conheço como sinfonia".

Em seu quarto livro, "E o Cérebro Criou o Homem" [trad. Laura Teixeira Motta, Companhia das Letras, 439 págs., R$ 49], outro português, o neurocientista António R. Damásio, 67, aprofunda seu mergulho na sinfonia citada por Pessoa - ou, em suas palavras, na "festa movediça" de imagens, memórias e sentimentos que é a consciência humana. No livro, o autor prossegue sua ambiciosa investigação sobre o papel do corpo e de nossa origem animal nas representações mentais e propõe tese pioneira ao apontar o tronco cerebral, e não o córtex pré-frontal, como centro da consciência.

"Procuro articular a forma como os sentimentos são fundamentais na construção da consciência, tanto do que somos quanto do que está a nossa volta", disse o autor em entrevista à Folha, concedida por telefone, em seu gabinete na Universidade do Sul da Califórnia, onde coordena o Instituto de Cérebro e Criatividade.


Norman Geschwind

 

Folha - Em que sentido "E o Cérebro Criou o Homem" complementa "O Erro de Descartes"?

António R. Damásio - Em vários sentidos. "O Erro de Descartes" teve muito a ver com o problema fundamental da emoção e a maneira como ela influencia as nossas decisões. Este livro também fala sobre isso, mas procuro articular a forma como os sentimentos são fundamentais na construção da consciência, tanto do que somos quanto do que está ao redor. Eu me aprofundo mais nas origens da mente, nos sentimentos básicos e na consciência.


Rene Descartes

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Mas, se a consciência é fundamental para tomarmos conhecimento do mundo, estava Descartes (1596-1650) realmente tão equivocado?

Sim, pois são os sentimentos básicos que nos permitem ter consciência. Eles são os alicerces da nossa realidade refletida. Depois vêm a linguagem, o raciocínio complexo e toda a criatividade. "Penso, logo existo" dá uma impressão falsa de que só os seres que têm capacidade de pensar podem existir, mas, muito antes de haver pensamento, já existiam seres que sentem seus próprios corpos, sentem suas vidas e, portanto, existem. O correto seria "tenho sentimentos, logo existo".

A linguagem seria a unidade fundamental da consciência?

Existem muitos outros aspectos associados com a memória, com o raciocínio complexo e eventualmente com a linguagem e com o raciocínio baseado na linguagem. Um cão ou um chimpanzé são capazes de raciocinar até muito bem. No entanto, eles não têm linguagem como nós temos, o que nos permite explicar nossas ideias e nos comunicar uns com os outros.

Essa relação de continuidade estaria explícita na sua tese de que o tronco cerebral, estrutura mais primitiva do que a região cortical, seria o centro da consciência?

Exatamente. Um dos pontos fundamentais do livro é mostrar como entender a consciência como função cortical é pensar ao contrário. É como construir um edifício a partir do 20º andar, quando, na verdade, deve-se começar pelo alicerce. E o tronco cerebral é o alicerce da consciência e do sentir. Só depois vêm muitos andares, onde as funções tornam-se mais complexas. E, quando se chega ao córtex cerebral, as coisas tornam-se de fato muito complexas.

Se é tão óbvio, por que tanta demora em chegar a essa conclusão?

É interessante que essa constatação seja baseada em muitos dados que já existiam. O deslumbramento com o córtex cerebral é fruto de uma era das neurociências que está prestes a acabar. Isso poderia ter sido concluído há mais tempo, mas as pessoas ainda se deixam levar pelo fascínio pelo córtex cerebral, afinal, é a estrutura mais distintamente humana e induz a concluir que aquilo que é mais complexo é, portanto, humano. O que não significa que seja o sítio onde começa a humanidade.

Desse processo advêm as três instâncias do self que o sr. propõe?

Com certeza. Há um protosself, extremamente simples e primordial. Depois, há um self central, que é um pouco mais complexo e compartilhado com vários animais. Por fim, há o self autobiográfico, que é sobretudo humano.

É aquilo que todos nós compreendemos, pois nos dá uma história própria. Distingue aquilo que vivemos, aquilo que pensamos e, portanto, nos dá noção de que somos seres únicos. Essa, sim, depende do córtex cerebral. Para chegar a esse estágio, todas as partes do cérebro trabalham colaborativamente.

Quando essas propriedades do self se manifestam no processo de desenvolvimento de uma criança?

O protosself e o self central desenvolvem-se rapidamente após o nascimento. Um bebê com um ano tem o protosself e o começo do self nuclear. O self autobiográfico só se desenvolve entre os 18 meses e os dois anos de idade. Há quem diga que demora mais que isso, porque muito poucas pessoas têm memórias de quando tinham essa idade.

O self autobiográfico é um trabalho em andamento. O self que eu tenho hoje é completamente diferente do que eu tinha aos 12 anos.

Vai ganhando mais profundidade por causa do acúmulo de experiência em decorrência da nossa análise dessa vivência, pois constantemente analisamos e repensamos aquilo que nós somos.

O seu livro não emite conclusões fechadas, mas reconhece que a consciência é uma somatória de fatores. Ainda será possível mapear todas as funções cerebrais?

Sem dúvida nenhuma vamos avançar cada vez mais. Só é preciso ter alguma modéstia para reconhecer que jamais poderemos mapear o homem completamente. Não podemos nos esquecer de que, quando nos ocupamos do ser humano, estamos olhando para algo extremamente belo e complexo. Só se fôssemos muito presunçosos poderíamos pensar que vamos explicar tudo isso.

Ficamos contentes quando avançamos, mas sempre haverá algo a explicar. Acho bom que algo complexo como o ser humano não seja, nem será em cem anos, completamente explicável. Há de se esperar com paciência e modéstia.

Se isso ocorresse, o homem poderia passar a induzir, em si mesmo ou nos outros, estados de consciência?

Sou um otimista. É claro que é preciso ficar atento para não deixar que o conhecimento seja usado para finalidades vis. É interessante pensar que, quanto mais soubermos sobre isso, mais poderemos usufruir desses avanços a nosso favor. É preciso pensar como esse tipo de conhecimento traz mais benefícios do que malefícios.

O sr. é a favor do uso de psicofármacos?

Tudo o que puder ajudar alguém a deixar de sofrer é de grande serventia. A depressão, por exemplo, é causa de grande sofrimento. E não deve ser combatida só com medicamentos. É preciso, antes de mais nada, entender o que se passa e refletir sobre isso. Algumas causas estão relacionadas ao cérebro, outras ao ambiente e muitas vêm dos dois. Precisamos atacar as duas frentes.

O sr. é um dos principais representantes do neodarwinismo, como o biólogo Richard Dawkins ou o etólogo Desmond Morris. No entanto, não levanta a bandeira do ateísmo.

Tenho admiração por trabalhos de ambos. Mas não me identifico com a apresentação pública deles.

Não sinto necessidade nenhuma de declarar minha orientação religiosa. As pessoas não têm nada a ver com o que acredito. Sempre que alguém usa a ciência para tentar impor suas crenças, me parece algo excessivo e deslocado. Ainda sabemos tão pouco que não temos como fazer pronunciamentos sobre problemas tão profundos quanto crenças e as razões do universo. As pessoas podem ter opiniões, mas não devem dizer aos outros o que pensar.


Criação de Adão, Capela Sistina

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Ciência e religião têm uma coisa em comum: a fé. Em qual o sr. acredita?

Ambas precisam de fé. Mas, para ser coerente com a minha resposta anterior, prefiro não me pronunciar quanto às minhas crenças religiosas.

Como médico, aceita que a religião seja usada no tratamento?

Desde que a pessoa tenha consciência do que está fazendo, não vejo problema nenhum em que ela concilie as duas coisas.

As ideias discutidas em seu livro inspiraram o compositor Bruce Adolphe a usar seus conceitos. Ao que parece, os cientistas mostram-se mais identificados com a música do que com as artes visuais. Existe uma razão para isso?

Não sei se é verdade. A música, certo, tem uma capacidade de produzir emoções e sentimentos, é mais direta. Nas artes visuais, é preciso de um tempo de contemplação, pois somos nós que introduzimos o tempo, enquanto na música ele nos é imposto.

"'Penso, logo existo' dá impressão de que só seres capazes de pensar podem existir, mas, antes do pensamento, já existiam seres que sentem seus corpos e, portanto, existem"

"É preciso ter modéstia para reconhecer que jamais poderemos mapear o homem completamente. O ser humano é algo extremamente belo e complexo"

"Não sinto necessidade de declarar minha orientação religiosa. Ninguém tem nada a ver com o que acredito. Usar a ciência para tentar impor crenças me parece algo excessivo"

"Nas artes visuais, é preciso de um tempo de contemplação, pois somos nós que introduzimos o tempo, enquanto na música ele nos é imposto"

Bruce Adolphe - And All is Always Now

 

E o Cérebro Criou o Homem

"E o Cérebro Criou o Homem", de António Damásio, marca reviravolta nas pesquisas sobre o assunto.

Ao ler o recente livro de António Damásio, E o Cérebro Criou o Homem, fiquei com a impressão de que ele está chegando cada vez mais próximo de uma encruzilhada que vai marcar uma reviravolta acadêmica no estudo de nossa essência. Propositadamente utilizo a palavra encruzilhada porque a mente e o cérebro foram, durante muitos séculos, considerados independentes. É certo que muito se caminhou no entendimento das atividades da mente e do cérebro, cada um ao seu caminho. Damásio anuncia, algo premonitoriamente, o encontro de duas preciosidades evolutivas: nós - mente, com nós mesmos - e cérebro.

As perguntas que abrem seu livro e dirigem todo o seu desenvolvimento "Do que é feita a consciência? Ela é a mente com algo mais (...) Mas de que é feita a mente? Ela vem do ar ou do corpo?" são provocativas. Como cientista, ele antevê as respostas que nós cientistas e filósofos poderíamos oferecer "Pessoas inteligentes dizem que ela vem do cérebro, que ela está no cérebro (...)". A insatisfação em não se saber como o cérebro faz a mente motiva toda a reflexão unindo psicologia evolucionista, filosofia e neurociências, perfazendo um caminho de evolução dos seres, do sistema nervoso e do pensamento, que somente António Damásio poderia fazer.

Com coragem, ele apresenta a mente como um processo evolutivo que tem início nos mecanismos de regulação da vida, com a busca biológica pelo equilíbrio que garante a vida: a homeostase. Após esta breve introdução inserindo o valor biológico como motivador para o desenvolvimento da mente, e, depois, da consciência, o cientista dedica grande parte de suas discussões ao entendimento do que há de peculiar no cérebro que o torna capaz de criar a mente.

Nesse ponto, fica muito claro que Damásio assume uma posição, frente às ciências da mente, na qual esta mente tem um importante, se não fundamental papel, na nossa homeostase, no nosso equilíbrio vital. Parte da noção de que a geração de mapas e ideias associadas a emoções e sentimentos, com direito a consultas nas memórias, cria o alicerce fisiológico para a mente e aponta, como fruto dessa complexa e intrigante rede fisiológica cerebral, a mente.

Como se não bastasse fornecer elementos para desvendar uma das mais intrigantes questões que transitam entre filosofia, psicologia e neurociências, ele avança mostrando que a consciência é o elemento de fundamental importância desta mente e que dela parte o que denominou de self: a consciência sobre o "próprio organismo que habita".


Antonio R Damasio e suas pesquisas

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Como último passo desta jornada sobre o cérebro e seu produto mais sublime, o cientista aponta o self autobiográfico como uma integração entre a consciência sobre si com base em nossa história memorizada. Esta instância de nossa mente consciente evoca registros passados e recebe um "verdadeiro dilúvio de memórias impregnadas com as emoções e os sentimentos que as acompanharam originalmente". Neste processo de recuperação autobiográfica não só recompõe a nossa história e tudo o que vivemos como também projeta uma antevisão do futuro. Impressiona o número de estruturas cerebrais que, de acordo com Damásio, estariam envolvidas nessas construções mentais.

Ele finaliza o livro realizando uma espécie de projeção, em que retoma o conceito de homeostase e o amplia, incluindo principalmente nossos comportamentos sociais - moralidade, sistemas de justiça, economia, política, a ciência e a tecnologia. Magistralmente, oferece ao leitor uma história evolutiva dos processos mentais culminando no ser capaz de reflexão, que somos. Esta capacidade de refletir é uma das mais poderosas habilidades homeostáticas de nossa espécie, permitindo a cada um de nós "oscilar entre os ontens que ficaram para trás e os amanhãs que não passam de possibilidades".

Vejo neste livro uma grande oportunidade de revisão conceitual. Unir os conceitos de mente, estudados pela filosofia, com os avanços científicos obtidos pela psicologia evolucionista e mais recentemente pelas neurociências, é uma atitude de vanguarda e que rompe barreiras acadêmicas e ideológicas que só alguns são capazes de alcançar.

Por Marcelo Fernandes da Costa

“O fascínio de ler o livro de Damásio é ser convencido de que é possível seguir o cérebro em ação enquanto ele constrói a realidade privada que é o self mais profundo.” - V. S. Naipaul, prêmio Nobel de literatura

“Fiquei completamente cativado por E o cérebro criou o Homem. Damásio apresenta suas descobertas cruciais no campo da neurociência nos contextos mais amplos da biologia evolutiva e do desenvolvimento cultural. Um livro pioneiro que nos fornece uma nova maneira de pensar sobre nós mesmos, nossa história e a importância da cultura.” - Yo-Yo Ma, músico

“Tenho grande admiração por esse livro e por seu autor. Uma obra arrojada, corajosa e inteligente.” - John Searle, The New York Review of Books.

Marcelo Fernandes da Costa é professor doutor do Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP e coordenador de pós-graduação em Neurociência e Comportamento daquela mesma instituição de ensino

E O CÉREBRO CRIOU O HOMEM
Autor: António R. Damásio
Tradução: Laura Teixeira Motta
Editora: Companhia das Letras (440 págs., R$ 49)

Bach - The Art of Fugue - Complete

 

Fontes: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,sobre-preciosidades-evolutivas,803012,0.htm; http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12559; http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_119388.shtml; http://espiritualidades.com.br/Not_2011/2011_11_14_Damasio_a_voz_da_consciencia.htm; http://zelmar.blogspot.com/2011/10/consciencia-o-que-ela-esconde.html

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