Vicious dá trabalho desde o início: num dos primeiros ensaios, passa mal e é levado as pressas para o hospital. Diagnóstico: hepatite causada pelo alto consumo de álcool e drogas. Apesar de terem cancelado dezenas de shows, os Pistols logo assinaram um contrato com a gravadora A & M. Aproveitando o jubileu de prata da rainha, quando esta completou 25 anos no poder, a banda lança o single "God Save The Queen". A canção trazia uma das máximas do movimento punk: "Não há futuro na Inglaterra." Era a revolução definitiva, a sociedade britânica se horrorizou com a versão do hino nacional esmiuçada pelos Sex Pistols.

Em março, foi a vez da A&M despedir o grupo. Os motivos foram exatamente os mesmos da EMI, o medo de vincular o nome da gravadora ao de uma banda tão contraditória, mas desta vez os quatro Pistols e McLaren embolsaram cerca de 75 mil dólares cada um. Dois meses depois, a Virgin contratou a banda. Enfim, o grupo achara a gravadora perfeita. Dirigida por Richard Branson - um jovem milionário excêntrico e quase tão maluco quanto os músicos que contratara-, a Virgin banca todas as brigas dos Pistols, inclusive o veto da BBC a "God Save The Queen".