O documentário o "O Lixo e a Fúria" ("The Filthy and the Fury", 2000), do diretor Julien Temple, mostra uma verdadeira ode à integridade, pessoal e artística, à decência e à amizade. Fica óbvio que por debaixo da grife, Lydon é alguém atormentado por uma guerra contra o status-quo. Melhor. O documentário trilha um caminho genuíno, não por sua postura política, mas pela emoção inesperada. Como na cena da declaração de Rotten/Lydon, enfurecido com a profanação da memória de Sid Vicious. Um verdadeiro lamento de um amigo ainda sofrendo com sua perda. Polêmicas à parte, Rotten é testemunha ocular de um momento histórico do rock. No final dos anos 70 todos haviam pensado que o filho rebelde da humanidade, o rock, tinha se atirado nos braços do conformismo. Mas veio o Sex Pistols e despejou toda a sua ira, boçalmente distorcida por um incêndio sonoro e, na base do eletrochoque, fez o rock reviver. O rock sujo, pesado, que muitos chamam de autêntico e está aí até hoje. |
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