Luciano Pavarotti

Um timbre privilegiado, com grande riqueza de coloridos - a sua mais notável qualidade, ele a recebeu como uma dádiva da natureza: nasceu tenor. Ao contrário de cantores como Carlos Bergonzi ou Plácido Domingo, que iniciaram a carreira como barítonos e, depois, reiniciaram os estudos para colocar a voz no registro mais agudo, Luciano Pavarotti era um tenor natural. Dotado, além disso, da mais preciosa das características: um timbre absolutamente inconfundível, que permitia à sua legião de admiradores reconhecê-lo, bastando, para isso, ouvi-lo cantar dois ou três compassos.

Com uma das mais excepcionais e cara vozes do mundo, o italiano soube impor-se nos palcos mais prestigiados - como o Scala de Milão, onde Pavarotti se apresentou 140 vezes, a Royal Opera House (Covent Garden, Londres) e a Metropolitan Opera de Nova Iorque - com a sua imponente figura, a soberba barba escura e sorriso cativante. Foi grande intérprete das obras de Donizetti, Puccini e Verdi.