"Volta" é, de certa forma, uma visita ao passado, mas com um olhar direcionado ao futuro, vislumbrando possibilidades para a humanidade. O novo trabalho se acelerou após uma viagem, em 2005, por meio da Unicef, à Indonésia, então devastada pelo tsunami. Ao se deparar com uma cidade de 300 mil habitantes, dos quais 180 mil haviam morrido, Björk passou a enxergar uma humanidade sem fronteiras, já que a desgraça iguala a todos. Foi dessa experiência que saíram faixas como a primeira do disco, "Earth Intruders", produzida por Timbaland, que já havia mixado a faixa "Joga", de Homogenic. Nela, a cantora se põe desde o início do álbum como uma turista acidental. Uma mera visitante da raça humana. Por isso, o instrumental das canções lembra objetos e seres itinerantes. Um apito de navio, o som de um trem, de um pássaro voando, chuva, todos elementos transitórios que se transformam em melodia. |
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