Redding era o coração da Stax, a principal gravadora de soul dos anos 60, junto com a Motown. James Brown podia ser o "Godfather" do soul, mas Otis era o "Rei" (apesar de Wilson Pickett e Solomon Burke) e mais: já conquistara definitivamente o público branco. Conseguira fazer uma fusão surpreendente da energia de Little Richard com a elegância de Sam Cooke. "Ele é o passado, o presente e o futuro. As performances de Otis Redding constituem o mais alto nível de expressão do rock'n'roll já realizado. É Otis Redding, é rock'n'roll", escrevia o jornalista Jon Landau.

Sua atividade foi frenética em 67. Duas turnês européias, dois álbuns (King & Queen, com Carla Thomas, e Otis Redding Live In Europe), mais um disco gravado ao vivo no Whiskey A-Go-Go e material para diversas coletâneas lançadas nos anos seguintes. Só parou mesmo em outubro, quando teve que operar a garganta. O médico recomendou dois meses de repouso.