| Certa madrugada de 1956, o jornalista Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta, entrou num botequim de Ipanema e deparou com alguém que não lhe parecia estranho, apesar do aspecto maltratado: um negro magro, desdentado, de aparência pouco saudável. “Você não é o Cartola da Mangueira?”. Ante a resposta afirmativa, Sérgio abraçou, emocionado, o grande compositor, e se apresentou. Havia anos o procurava, e até desconfiava que ele já tivesse morrido. Soube então que Cartola tinha um emprego noturno de lavador de carros numa garagem da rua Visconde de Pirajá, e só tinha dado uma escapulida para tomar uma caninha por causa do frio. Dias depois, Sérgio Porto tratou de levá-lo de volta a emissoras de rádio e gravadoras, mobilizando formadores de opinião de diversas áreas, o que culminou com a inauguração do bar Zicartola, em 63, que trouxe definitivamente Cartola de volta à mídia. |
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