Sua vida parece feliz, Aurore se entrega a sua paixão com um forte instinto maternal e Chopin se deixa mimar com um filho. Logo no início da relação, o casal decidiu abandonar Paris e refugiar-se em Palma de Mallorca, no litoral da Espanha, onde julgavam escapar da curiosidade pública e, ao mesmo tempo, encontrar melhores condições climáticas para cuidar da saúde abalada de Chopin. Não foi, porém, uma escolha feliz. A umidade local provocou uma série interminável de hemoptises (expectoração de sangue dos pulmões) no compositor, que um ano depois resolveu retornar a Paris, mais cansado do que partira. A união tumultuada entre o músico e a escritora foi rompida em 1846, após uma longa sucessão de crises mútuas de ciúmes. A experiência do casamento rendeu a ela a publicação do folhetim Lucrezia Floriani, no qual é impossível não identificar um dos personagens, Karol, um príncipe neurastênico e tuberculoso, como o próprio Chopin. A partir de 1847 a enfermidade piora e a isso sobrevem a ruptura definitiva com George Sand. Em 4 de março de 1848, após a tomada em armas pelos intelectuais de esquerda em Paris, Chopin rompe definitivamente com George Sand.