A introspecção de Chopin refletia-se também em seu modo singular de apresentar-se ao piano, ao ponto de ele ser censurado por alguns críticos da época, que consideravam "fraca" e "com pouco volume" a sonoridade que o músico extraía do instrumento. Berlioz foi um dos primeiros a chamar a atenção para o fato de que, com isso, na verdade, Chopin inaugurava um novo estilo de tocar, mais intimista que o habitual. "Chopin executa suas composições com extrema doçura, com pianíssimos delicados, os martelos tocando de leve nas cordas, de tal maneira que somos tentados a nos aproximar do instrumento para prestar atenção, como faríamos ao ouvir um concerto de silfos ou de duendes", escreveu Berlioz.

Last piano belonging to Frederick Chopin
on which he played and composed in the years 1848-1849