| Enquanto dava aulas de piano aos filhos e esposas dos parisienses mais abastados, fez contato com futuros mestres do mundo musical da época, a exemplo de Liszt e Berlioz. Passou a vestir-se impecavelmente: roupas de linho branco importado, lenços de seda no pescoço, capas pretas e sobrecasacas encomendadas aos melhores alfaiates da França. Andava em um cabriolé próprio, contratou um cocheiro e meia dúzia de criados. "Se eu fosse mais tolo do que sou, acreditaria ter chegado ao topo de minha carreira", escreveu ao pai, Nicholas Chopin, professor de francês e literatura no Liceu de Varsóvia. A simpatia geral da Europa toda, hostil ao czarismo russo, para com os refugiados poloneses, facilitou a entrada de Chopin para o mundo ocidental. Polonês de nascimento e de inspiração, tornou-se francês pela cultura e pelo ambiente. |
Place de la Concorde, Paris |