Chegou a Nova York como um compositor de baladas do interior dos Estados Unidos e reinventou-se , primeiro como um herói folk do Greenwhich Village e depois como um roqueiro que hoje se confunde com a própria história do rock.

"Eu queria pôr fogo naquela gente. Todos aqueles arrombadores, assombrações, invasores e demagogos atrapalhavam minha vida doméstica (...). O que quer que fosse a contracultura, eu estava farto dela. Estava farto das interpretações malucas de minhas letras e do fato de ter sido ungido o Chefão da Revolta, o Grande Sacerdote do Protesto, o Czar da Discordância, o Duque da Desobediência, o Líder dos Doidões (...)."

Dylan marcou gerações inteiras com sua voz singular, que é tão amada quanto criticada e suas letras políticas, densas, ora sarcásticas, ora poéticas. Comprou um enorme briga com puristas do folk quando inovou o estilo de seu trabalho, mas acima de tudo fez história, aliás, muita história.