Boa parte dos biógrafos de Schubert o retrata como um homem eternamente mergulhado na depressão e na doença física. Entretanto, a despeito de ter passado, de fato, muitos anos de sua vida enfermo, a existência de Schubert não foi feita apenas de martírios. Os amigos costumavam lembrar-se dele como um homem alegre, consciente do valor de sua obra.

Duas de suas obras-primas são praticamente sem precedentes, jamais superadas. Ambas identificam a natureza com o sofrimento humano: "Die schône Müllerin" através de uma linguagem sonora pastoril evocando caminhadas, o fluir das águas e o desabrochar das flores, e "Winterreise" por uma qualidade mais intensamente romântica, universal, profundamente trágica.