| Quando o álbum "Santana" estourou, em 1969, Santana e sua banda já haviam detonado no lendário festival de Woodstock, e a sensação causada pela antes inconcebível fusão de ritmos africanos, caribenhos e um fraseado de guitarra totalmente extraído do blues, com um senso de improviso e magia típicos das jazz-bands, já era fato. Este disco de estréia, clássico desde a sua concepção, só vinha confirmar o nome de Santana como uma referência permanente na música internacional. "Santana" foi uma ruptura. Inseriu no rock elementos até então desconhecidos do público e, até, da maioria dos músicos americanos e ingleses, como a conga, a salsa, os efeitos percursivos alucinantes. É em "Santana" que usamos pela primeira vez a expressão jazz-rock, e a mistura que ele fez entre o blues, que é a base dos seus solos inconfundíveis, o psicodelismo e ritmos afro-latinos, abriu caminho para um sem-número de seguidores. |
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