O processo aditivo linear aparece em algumas transcrições de música indiana para a notação ocidental, em um trabalho conjunto entre o legendário virtuose da sítara Ravi Shankar e Philip Glass em Paris, no ano de 1965.

Ravi Shankar, seu tablista Alla Rakha e Philip Glass, transcreveram para a notação ocidental a música a ser executada em uma sessão de gravação. Gradualmente, percebeu-se que a rítmica da música hindu era estruturada de forma diferente da ocidental. Na música ocidental o ritmo é dividido, enquanto que na música hindu parte-se de pequenas unidades rítmicas que, colocadas em seqüência, formam ciclos ou unidades maiores (ritmo aditivo).

A música clássica da Índia tem uma longa tradição de milhares de anos. As origens podem ser traçadas até aos antigos textos religiosos hindus. No ocidente é sobretudo conhecida pelo trabalho de Shankar.