Durante a vida, não foi o compositor mais importante da Alemanha (essa posição quem a ocupava era Telemann), mas era conhecido como o maior organista e um virtuose no cravo e no violino. Dava pouca importância às modas musicais, suas composições, ao longo da vida, tornaram-se pouco conhecidas. Em um período de predomínio da ópera italiana, gênero que não cultivou, sua música era um anacronismo que a nova geração de músicos já não compreendia. Sua obras não tinham projeção nessa época de decadência do espírito religioso. Criou, dentro de uma convenção estabelecida, mas com uma linguagem pessoal incontestável.

Bach nunca teve à sua disposição uma grande orquestra. Mas, de acordo com suas possibilidades, escreveu verdadeiras obras-primas orquestrais. As mais conhecidas são as quatro suítes, com destaque para a segunda e a terceira (a da célebre Ária).