Videoclipes

 

Historia

O formato videoclipe tem antecedentes no cinema de vanguarda dos anos 20, como as experimentações de Dziga Vertov e Walther Ruttmann. Já naquela época, estes cineastas tentavam articular montagem, música e efeitos para criar um novo tipo de narrativa, própria do meio audiovisual e livre dos cânones de até então na literatura e no teatro, como a linearidade. Suas respectivas obras-primas O Homem com a Câmera e Berlim: Sinfonia da Metrópole, guardam muitas semelhanças com a estética do videoclipe atual.

Um dos primeiros videoclipes que se tem notícia é o da música Jailhouse Rock de Elvis Presley. Na década de 60 os Beatles gravavam para serem exibidos na televisão. Mais tarde, os vídeos da banda começaram a tomar forma similar aos clipes de hoje.

Os vídeos musicais da indústria cultural contemporânea desenvolveram, principalmente a partir dos anos 80, com uma estética e uma linguagem próprias, chamadas de Estética Videoclipe. Essa forma é, geralmente, caracterizada por uma montagem fragmentada e acelerada, com planos (imagens) curtos, justapostos e misturados, narrativa não-linear, multiplicidade visual, riqueza de referências culturais e forte carga emocional nas imagens apresentadas.

Durante a maior parte da sua história, a música só ocupava um dos nossos sentidos: a audição. A inserção da visão na experiência musical era possível apenas nas apresentações de óperas e, na modernidade, em shows. Com o advento do cinema falado o som foi casado com a imagem e, daí, para o videoclipe foi apenas um passo.

Primeiro vieram os musicais, mas neste caso o contexto era o mesmo das óperas, onde a música era um adorno que ajudava a contar uma história.

"Singing In The Rain. O primeiro grande videoclipe da história da música? A coreografia de Gene Kelly é, até hoje, uma das mais parodiadas da cultura pop."

Se procurarmos um pai para os videoclipes como os conhecemos hoje, o DNA seria positivo para Richard Lester.

Foi o produtor que deu um tratamento surreal às imagens das canções dos Fab Four em filmes como Hard Day’s Night de 1964 e Help de 1965.  Esta fórmula foi repetida durante todos os anos 70 com destaque para Tommy do The Who (Quadrophenia),  Rock N’ Roll High School capitaneado pela banda punk americana Ramones e o clássico The Wall do Pink Floyd já nos idos de 1982.

Naquela década setentista ainda houve produções esporádicas do gênero até a chegada do ano de 1981 com um divisor de águas na história dos videoclipes: MTV

 

O primeiro videoclipe a ser veiculado em uma emissora foi The Video Killed The Radio Star  do grupo The Buggles. 

 

 

A década de oitenta ficou conhecida como a “década do videoclipe".

O profissionalismo se deu graças ao personagem da história da música que nascia junto com a emissora MTV. Michael Jackson, o rei do pop, e a MTV se apoiaram mutuamente para o crescimento de ambos.

Até o lançamento de Thriller, nenhum negro havia conseguido espaço no canal e a história começou a ser mudada quando foi exibido o clipe de Billie Jean. A partir dali, Michael Jackson apresenta canções que podiam ser ouvidas, dançadas e principalmente, podiam ser vistas.

Qualquer um dos grandes sucessos de Thriller são diretamente ligados aos videoclipes: Billie Jean e seu mistério noir é inesquecível, Beat It inicia as coreografias arrebatadoras dos vídeos do rei do pop e Thriller que pode ser considerado um dos grandes momentos da história do videoclipe.

 

 

Grandes clipes da história

 

1. Thriller – Michael Jackson: Sem dúvidas o maior videoclipe de todos os tempos, marca o início das superproduções no segmento contando com um renomado diretor de cinema, John Landis. Esta foi a primeira e a única vez em que um clipe de 14 minutos foi exibido na íntegra.

 

 

 

2. Once in a Lifetime - Talking Heads: O clipe que abre a lista da “Time”. Como quase tudo que o Talking Heads fez, é moderno até hoje. Uma colagem absurda de ideias, com a performance quase extraterrestre de David Byrne.

 

 

 


3. Money For Nothing – Dire Straits :Um marco na história dos videoclipes, este foi o primeiro a trazer a computação gráfica para o mundo musical e inaugurou a MTV européia.

 

 

 

4. A-Ha – Take On Me: Causou verdadeiro alvoroço no mercado fonográfico. A técnica utilizada se chama rotoscopia e consiste em filmar todo o vídeo e depois desenhar os quadros à mão para dar o clima de desenho animado. Um vídeo sensacional.

 

 

 

5. Peter Gabriel – Slegdhammer: Mais um vídeo revolucionário. Em 1986 criar animações não era algo simples como nos dias de hoje. Esta obra causou grande impacto por misturar técnicas de animação com a figura real do cantor em um mesmo plano. Um exemplo da ousadia e inventividade na primeira infância da MTV.

 

 

 

6. Bordes - M.I.A : O lançar o clipe de single “Borders”, a cantora M.I.A. recentemente colocou um video em destaque na mídia.

 

 

 

7. Going On - Gnarls Barkley: Um clássico esquecido. Gravado na Jamaica, de maneira aparentemente tosca, “Going on” tem extre,a vibração com dezenas de bailarinos dançando enfileirados num cenário pitoresco.

 

 

 

8. Nirvana – Smells Like Teen Spirit: O hino da juventude noventista registra a libertação de uma juventude escravizada pela cultura da imagem pregada nos anos 80. Um platéia comportada que se entrega ao clima da canção e descamba para uma bagunça que não estava prevista no roteiro original. A sequência foi filmada após o diretor perder o controle dos ânimos da turba de figurantes contratados.

 

 

 

9. Pearl Jam – The Evolution: Uma aula de história e lições de filosofia que versam sobre o comportamento humano. Um dos clipes mais geniais da história da música.

 

 

 

10. Remind Me -Röyksopp : Vídeo impressionante do duo de música eletrônica norueguês Röyksopp. Uma animação incrível, mostrando infográficos sobre o dia de uma mulher em Londres, em perspectiva isométrica (como se a câmera estivesse na diagonal superior). Desenvolvido pelo estúdio francês H5, venceu o prêmio de Melhor Vídeo no MTV Europe Awards de 2002 (batendo outros como Fell in Love With a Girl, do White Stripes).

 

 

 

11. Let Forever Be - Chemical Brother: Um dos mais elaborados quebra-cabeças visuais produzidos. Efeitos “tridimensionais”, geralmente produzidos apenas por computador, são transportados para o mundo físico, num “tour de force” de ilusionismo, perspectiva e golpe de vista.

 

 

 

12. “All is full of love”, Björk – Indicado ao Grammy de 2000 como melhor vídeo e em outros várias premiações como o MTV Music Video Awards, esse clipe foi dirigido por Chris Cunningham, diretor inglês por trás de clipes incríveis da Madonna, Portishead, Aphex Twin e a lista continua. Clipe clássico

 

 

 

 

 

Videoclipes Sunrise Musics

 

Samba do Avião - Tom Jobim

 

 

 

Nada Será Como Antes

 

 

 

Walkin' - Horace Parlan

 

 

 

Desperation - Steppenwolf

 

 

 

Cruisin - Huey Lewis And The News

 

 

Fontes:https://gavetadebagunca.wordpress.com/2013/02/14/uma-breve-historia-dos-videoclipes/; https://pt.wikipedia.org/wiki/Videoclipe; http://g1.globo.com/platb/zecacamargo/2011/08/08/os-30-melhores-videoclipes-da-historia-voce-nao-precisa-concordar-comigo/
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