Cahiers du Cinéma

Os Cahiers (bíblia do cinema) fez 60 anos. É sem dúvida (ainda) a mais influente publicação de cinema do mundo. Por ela passaram os mais respeitados críticos (pensadores), alguns dos quais se tornaram posteriormente realizadores, tais como: Truffaut, Godard, Rivette, Rohmer e Assayas. Com uma história absolutamente fantástica e digna de um filme, a revista acompanhou a história dos últimos cinquenta anos da França e, poderemos mesmo dizer, da Europa e do mundo.


Cahiers du Cinéma

 


Cahiers du Cinéma 1952

 


Cahiers du Cinéma 1953

 

Neste momento, os "Cahiers du Cinéma" são propriedade do grupo do jornal "Le Monde" e, além da revista, são também uma editora.

A revista foi criada em 1951 por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca.

Se trata, na verdade, de uma união entre a originária revista intitulada Revue du Cinéma e a participação dos membros dos cineclubes: Ciné-Club du Quartier Latin e Objectif 49 (no qual contribuiam nomes como Bresson, Cocteau and Alexandre Astruc, entre outros).

Os "Cahiers du Cinema" apareceram destacando-se pela defesa do chamado "cinema de autor" e a valorização de cineastas como Nicholas Ray, Alfred Hitchcock, Howard Hawks, Roberto Rosselini, Fritz Lang, Jean Renoir e Mizoguchi.

Foi também nas páginas dos "Cahiers du Cinema" que se formaram os realizadores da "nouvelle vague" que nos anos sessenta revolucionou o cinema francês, nomeadamente François Truffaut, Jean-Luc Godard, Jacques Rivette, Claude Chabrol e Eric Rohmer.

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #46 - April 1955

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #130 - April 1962

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #91 - January 1959

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #214 - July/August 1969

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #66 - December, 2nd iss. 1956

 

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #188 - March 1967

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #187 - February 1967

 

Em Novembro de 2008 a Cahiers du Cinéma lançou a sua lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos ou, como diz o subtítulo da publicação: 100 filmes para uma cinemateca ideal. Setenta e seis críticos, diretores e executivos do cinema francês foram selecionados para a escolha dos filmes que integram a lista.


001. Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)

002. O mensageiro do diabo (Charles Laughtton, 1955)

003. A regra do jogo (Jean Renoir, 1939)

004. Aurora (F. W. Murnau, 1927)

005. O atalante (Jean Vigo, 1934)

006. M - o vampiro de Dusseldorf (Fritz Lang, 1931)

007. Cantando na chuva (Gene Kelly - Stanley Donen, 1956)

008. Um corpo que cai (Alfred Hitchcock, 1958)

009. O boulevard do crime (Marcel Carné, 1945)

010. Rastros de ódio (John Ford, 1956)

011. Ouro e maldição (Erich Von Stroheim, 1924)

012. Onde começa o inferno (Howard Hawks, 1959)

013. Ser ou não ser (Ernest Lubitsch, 1942)

014. Era uma vez em Tóquio (Yasujiro Ozu, 1953)

015. O desprezo (Jean-Luc Godard, 1963)

016. Contos da lua vaga (Kenji Mizoguchi, 1953)

017. Luzes da cidade (Charles Chaplin, 1931)

018. A General (Buster Keaton - Clyde Bruckman, 1927)

019. Nosferatu (F. W. Murnau, 1922)

020. A sala de música (Satyajit Ray, 1958)

021. Monstros (Tod Browning, 1932)

022. Johnny Guitar (Nicholas Ray, 1954)

023. A mãe e a puta (Jean Eustache, 1973)

024. O grande ditador (Charles Chaplin, 1940)

025. O Leopardo (Luchino Visconti, 1963)

026. Hiroshima, meu amor (Alain Resnais, 1959)

027. A caixa de Pandora (Georg Wilhelm Pabst, 1929)

028. Intriga internacional (Alfred Hitchcock, 1959)

029. Batedor de carteiras (Robert Bresson, 1959)

030. Amores de Apache (Jacques Becker, 1952)

031. A Condessa descalça (Joseph L. Mankiewicz, 1954)

032. O tesouro do Barba Ruiva (Fritz Lang, 1955)

033. Desejos proibidos (Max Ophüls, 1953)

034. O prazer (Max Ophüls, 1952)

035. O franco atirador (Michael Cimino, 1978)

036. A aventura (Michelangelo Antonioni, 1960)

037. O encouraçado Potemkin (Sergei M. Eisenstein, 1925)

038. Interlúdio (Alfred Hitchcock, 1946)

039. Ivan, o terrível (Sergei M. Eisenstein, 1944)

040. O poderoso chefão (Francis Ford Coppola, 1972)

041. A marca da maldade (Orson Welles, 1958)

042. Vento e areia (Victor Sjöström, 1928)

043. 2001 - uma odisséia no espaço (Stanley Kubrick, 1968)

044. Fanny e Alexander (Ingmar Bergman, 1982)

045. A turba (King Vidor, 1928)

046. 8 1/2 (Federico Fellini, 1963)

047. La Jetée (Chris Marker, 1962)

048. O demônio das onze horas (Jean-Luc Godard, 1965)

049. Le roman d’un tricheur (Sacha Guitry, 1936)

050. Amarcord (Federico Fellini, 1973)

051. A Bela e a Fera (Jean Cocteau, 1946)

052. Quanto mais quente melhor (Billy Wilder, 1956)

053. Deus sabe quanto amei (Vincente Minnelli, 1958)

054. Gertrud (Carl Theodor Dreyer, 1964)

055. King Kong (Mervin C. Cooper, 1933)

056. Laura (Otto Preminger, 1944)

057. Os sete samurais (Akira Kurosawa, 1954)

058. Os incompreendidos (François Truffaut, 1959)

059. A doce vida (Federico Fellini, 1960)

060. Os vivos e os mortos (John Huston, 1987)

061. Ladrão de alcova (Ernst Lubitsch, 1932)

062. A felicidade não se compra (Frank Capra, 1946)

063. Monsieur Verdoux (Charles Chaplin, 1947)

064. O martírio de Joana D'Arc (Carl Theodor Dreyer, 1928)

065. Acossado (Jean-Luc Godard, 1959)

066. Apocalipse now (Francis Ford Coppola, 1979)

067. Barry Lyndon (Stanley Kubrick, 1975)

068. A grande ilusão (Jean Renoir, 1937)

069. Intolerância (D. W. Griffith, 1916)

070. Um dia no campo (Jean Renoir, 1936)

071. Tempo de diversão (Jacques Tati, 1967)

072. Roma, cidade aberta (Roberto Rossellini, 1945)

073. Sedução da carne (Luchino Visconti, 1954)

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074. Tempos modernos (Charles Chaplin, 1936)

075. Van Gogh (Maurice Pialat, 1991)

076. Tarde demais para esquecer (Leo McCarey, 1957)

077. Andrei Rublev (Andrei Tarkovsky, 1966)

078. A Imperatriz vermelha (Joseph von Sternberg, 1934)

079. O Intendente Sansho (Kenji Mizoguchi, 1954)

080. Fale com ela (Pedro Almodóvar, 2002)

081. Um convidado bem trapalhão (Blake Edwards, 1968)

082. Tabu (F. W. Murnau, 1931)

083. A roda da fortuna (Vincente Minnelli, 1953)

084. Nasce uma estrela (George Cukor, 1954)

085. As férias do senhor Hulot (Jacques Tati, 1953)

086. America, America (Elia Kazan, 1963)

087. O alucinado (Luis Buñuel, 1953)

088. A morte num beijo (Robert Aldrich, 1955)

089. Era uma vez na América (Sergio Leone, 1984)

090. Trágico amanhecer (Marcel Carné, 1939)

091. Carta de uma desconhecida (Max Ophüls, 1948)

092. Lola (Jacques Demy, 1961)

093. Manhattan (Woody Allen, 1979)

094. Cidade dos sonhos (David Lynch, 2001)

095. Minha noite com ela (Eric Rohmer, 1969)

096. Noite e nevoeiro (Alain Resnais, 1955)

097. Em busca do ouro (Charles Chaplin, 1925)

098. Scarface - a vergonha de uma nação (H. Hawks - R. Rosson, 1932)

099. Ladrões de bicicleta (Vittorio de Sica, 1948)

100. Napoleão (Abel Gance, 1927)


CAHIERS DU CINEMA, Issue #208 - January 1969

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #112 - October 1960

 


CAHIERS DU CINEMA, Issue #90 - December 1958

 

http://www.cahiersducinema.com/

Fontes: http://umcafeeaconta.blogspot.com/2011/02/cahiers-du-cinema-100-melhores-filmes.html; Wikipedia; http://www.publico.pt/Cultura/ciclo-de-cinema-em-lisboa-evoca-historia-da-revista-cahiers-du-cinema-1274519

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