Medley - Burt Bacharach & Dionne Warwick

Living Together, Growing Together - 5th Dimension

Wives and Lovers - David Sanborn & George Duke

I'll never fall in love agains - Elvis Costello

Burt Bacharach, o maior hitmaker vivo, faz shows no Brasil

SÃO PAULO - Ele acaba de gravar um disco novo na Inglaterra com emergentes do pop, como a cantora Duffy, o pianista Jamie Cullum, a banda Kings of Leon, entre outros. Suas canções foram gravadas pelos mais celebrados grupos de rock, como White Stripes (I Just Don't Know What to Do With Myself), Manic Street Preachers (Raindrops Keep Fallin on My Head) e Noel Gallagher (This Guy's in Love With You).

Está na capa do grande disco do Oasis, Definitely Maybe, de 1994. Sabe aquela cena do filme da série Austin Powers em que o agente secreto de araque e sua namorada andam de limusine pelas ruas de Las Vegas e tem um pianista tocando em cima do carro em movimento? Era ele. E olha que ele vai fazer 81 anos no dia 12 de maio.

Burt Bacharach (pronuncia-se Bákarak, e não Bakará), compositor, cantor, pianista, é a grande lenda melódica do pop mundial, o maior hitmaker vivo. Faz todo mundo assobiar suas canções há pelo menos 5 décadas. Há 30 anos não vinha a São Paulo (esteve no Rio há uns 10 anos). Agora, volta para tocar, nos nesta quarta, 15, e quinta, 16, no HSBC Brasil (R. Bragança Paulista, 1.281). Ingressos pelo tel. 4003-1212.

"Tem dois artistas com os quais gostaria de ter gravado durante minha carreira, e não gravei: Isaac Hayes e Barry White. Agora eles estão mortos, é muito tarde", lamenta-se Bacharach ao telefone, falando ao Estado de sua casa de US$ 8 milhões em Pacific Palisades, subúrbio de Los Angeles. A voz está rouca e distante, como se saísse de uma frequência AM de rádio.

O mundo do rock, de Oasis a Stereophonics, todo mundo grava suas músicas.

É um grande elogio para mim quando eles descobrem minha música por si mesmos, sem ser uma promoção da gravadora. White Stripes, por exemplo: alguém da banda ligou, pediu permissão e fez a própria versão, que é fantástica. Todas as versões cover de minhas canções eu gosto. Acabo de gravar um disco com artistas ingleses jovens, como a cantora Duffy.

O sr. sempre fala que tem influência da música brasileira. Quais discos de música brasileira foram decisivos? Sérgio Mendes foi um deles?

O nome das pessoas que foram influentes para mim não é importante. Mas há muito de Ivan Lins nos meus discos. Eu o encontrei em Santa Monica, e nós conversamos, é uma pessoa muito agradável. E também Milton Nascimento, Djavan. Ouvi Milton e Djavan porque sua música é incrível, fresca e a língua, que eu não entendo, é maravilhosa, sensual, sexual. A única vez que eu não gostei foi quando Ivan Lins fez um disco com Quincy Jones, e as canções todas foram vertidas para o inglês, e não funcionou muito bem. Quer dizer: canções como Quiet Nights, sim, funcionaram legal. Prefiro muito mais quando ele canta em português, é tão sensual, romântico. Você esquece dos problemas do mundo.

O pianista McCoy Tyner disse que o sr. faz músicas muito sofisticadas com acordes e arranjos simples. Essa tem sido sua ambição?

Eu adoro ele. Bem, não faço intencionalmente. Faço as melodias, e não acho que as harmonias sejam simples. Nada é feito de propósito, é só o jeito que eu sinto, é como eu sou, muito econômico e esparso quando faço a orquestração. O propósito é "menos é melhor", então quando as cordas entram, têm de servir a um objetivo, não é apenas para encher de elementos.

O sr. chegou a namorar Marlene Dietrich, como dizem?

Nunca. Fui diretor musical dela, regi para ela quando esteve na América do Sul. Não misturo música e amor. Bom, fiz isso uma vez, com Carole Bayer Sager, com quem compus grandes canções. Mas é duro fazer as duas coisas ao mesmo tempo (entre 1956 e 1958, Bacharach trabalhou com Dietrich, e foi nessa época que compôs seu primeiro hit, A Bolha). Estou casado com Jane, que é "civil", há 20 anos. Ela era a minha instrutora substituta de esqui. Ela não é cantora, não é atriz. A vida é boa. Gosto da minha vida como ela é agora, temos dois filhos maravilhosos.

Ao longo da sua carreira, o sr. teve muitos parceiros, como Dionne Warwick, Elvis Costello. O sr. teve desejo de fazer uma parceria com alguém que não conseguiu realizar?

Tem alguns caras. Sempre tive muita vontade de gravar com Luther Vandross. E Isaac Hayes, é triste que tenha morrido, não será mais possível. E Barry White, adoro os discos dele. Agora estão mortos, é muito tarde. Gostaria de gravar de novo com Elvis Costello.

Muitos dizem que, no fundo, o sr. é um jazzista.

Não sou um músico de jazz. Amo o jazz: minhas influências foram Dizzy Gillespie, Thelonious Monk, Charlie Parker, essas pessoas. O jazz influenciou minha vida e tem um papel na minha formação. Eu sou simplesmente um compositor. Um músico que tem a pretensão de poder fazer muitas coisas diferentes, desde acompanhar uma cantora como Marlene Dietrich até compor para um musical da Broadway.

Nos anos 70, tinha-se a impressão de que, girando o dial do rádio, o sr. estava em todas as estações. O que acha da nova circunstância da indústria musical hoje?

Está tudo de ponta-cabeça. As companhias de disco não sabem o que fazer. As lojas de discos estão sendo mortas pelo downloading. Não há solução, eu não sei para onde aponta o futuro. A música é de graça na internet. Há algumas ideias surgindo. O Radiohead colocou seu disco na internet e disse: você pode comprar ou pode pegar. Pode pagar US$ 15 dólares ou US$ 0,5. Nos bons dias, você tinha estações de rádio independentes, em Detroit, New Orleans. Agora todas têm a mesma lista de músicas.

 

São Paulo - 15 e 16 de Abril (quarta e quinta-feira)
HSBC Brasil
Rua Bragança Paulista, 1.281 - Chácara Santo Antônio
Preços: R$ 150 à R$ 400
Horário: 21h30
Informações: (11) 5646-2100
Classificação: 14 anos

Rio de Janeiro - 18 de Abril (sábado)
Vivo Rio
Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
Preços: R$ 100 à R$ 400
Horário: 22 horas
Informações: 4003-1212
Classificação: 16 anos

Fontes: Reuters, Jotabê Medeiros, de O Estado de S. Paulo



Links

Agenda

Em cartaz Cinema

Em cartaz Teatro

Matérias: Live Earth | Disco Classics | Earth, Wind & Fire | Os Fofos Encenam | Laços do Olhar | Rock in Rio | Kool ang Gang | Lenda do Jazz no Brasil | Elizabeth Jobim - Endless Lines | Diana Krall no Brasil | Shows Novembro | Chaka Khan e Branford Marsalis | Gagaku, Bugaku e Shomyo | Cantata no Jockey | Shows 2009 | Madonna no Brasil | Maysa | Elton John | Grammy 2009 | Brit Awards | Simply Red no Brasil | Paul e Michael com ingressos esgotados | Radiohead | Prêmio internacional de fotografia: Sony World Photography | Hot List | A procura de um olhar | Burt Bacharach | Shows Abril 2009 | Virada Cultural 2009 | Oasis no Brasil | Terminator Salvation | FAM 2009 | Iggy Pop lança Preliminaries | Grande Álbuns - Michael Jackson | Festival de Inverno de Campos do Jordão 2009 | Shows 2º Semestre 2009 | Grandes Álbuns II | Dinossauros da música eletrônica ressurgem em 2009 | Festival de Cinema Veneza 2009 | Álbuns Clássicos do Jazz | Flashback Mr Groove | Festival Planeta Terra | Donna Summer | Grammy 2010 | Programação Verão 2010 | Brit Awards 2010 | Oscar 2010 | Valleys of Neptune | Albuns - Lançamentos 2009 / 2010 | Nelly Furtado no Brasil | Documentário Loki | Matérias Novas

Destaques: A volta do Queen | Babyshambles | Cantoras Brasileiras | Cena Eletronica | Clocks | Corinne Bailey | Dig Out Your Soul | Escola do Pop Rock | Horace Silver | Im Takt der Zeit | Keane | Jamie Cullum | John Legend | Julliete & The Licks | Kantata Takwa | Led Zeppelin | Madeleine Peyroux | Michael Jackson - Thriller 25 | Little Boots | Miriam Makeba | Mostra de Arte / Casais | Musicians and Machines | Nara e Fernanda | Nonsense | Oscar Peterson | Paul McCartney | Piaf - Um hino ao amor | Prokofiev | Regentes | Rotciv | Stay | Studio 54 | Yo-Yo Ma | The Heist Series | The Verve - Forth | Vanessa da Mata | Demis Roussos & Aphrodite's Child | Tommy avec The Who | Villa Lobos, Brisa Vesperal

Voltar para página inicial