Em cartaz
no teatro Schoenfeld, da Broadway, famosa avenida dos shows
de Nova York, o drama "A Steady Rain" protagonizado
pelos astros de Hollywood Hugh Jackman e Daniel Craig,
marcou o recorde de vendas semanais de ingressos numa peça
que não é musical, anunciaram seus produtores.
A peça sobre dois policiais de Chicago faturou quase
US$ 1,17 milhao nas bilheteria em um mês. Com isso,
superou o recorde anterior de US$ 1,06 milhao estabelecido
em maio de 2005 por 700 Sundays, do comediante Billy Crystal.
A Steady Rain, em que Jackman e Craig representam dois
policiais de Chicago que oferecem duas versões diferentes
de um acontecimento devastador que mudou suas vidas, teve
sua estréia oficial na terca-feira 30 de setembro
de 2009. Escrita pelo dramaturgo de Chicago Keith Huff,
a peça teve sua primeira produção
em 2006, fora da Broadway. Astro de filmes de Hollywood
como X-Men Origens: Wolverine, Jackman, 40 anos, já atuou
antes nos palcos de Nova York. Em 2004 recebeu um Tony,
o prêmio mais importante da Broadway, pelo papel
do cantor e compositor Peter Allen em The Boy from
Oz.
Hugh Jackman durante o espetáculo
Daniel
Craig, 41 anos, esta fazendo sua estréia na Broadway.
Ele jaá fez sucesso nos palcos britânicos
e recentemente representou o superespião James Bond
em 007 - Cassino Royale e 007 - Quantum of Solace.
Durante
os ensaios para a peça, Craig ficou incomodado com
o assédio dos fãs e teve que contratar uma
equipe de seguranças.
Daniel Craig se apresenta na Broadway
As críticas
iniciais sobre a peça, cuja temporada vai até 6
de dezembro, elogiaram os dois atores. Para a BBC, a dupla "tem
uma harmonia natural e divide os holofotes", atendendo
a todas as expectativas do público.
Com
Jude Law, "Hamlet" é hit da Broadway
Jude
Law e seus parceiros de elenco na produção
de Hamlet na Broadway não têm motivos para
melancolia: a produção é um sucesso.
Os produtores do clássico de William Shakespeare,
em cartaz atualmente no teatro Broadhurst, anunciaram que
em menos de três meses recuperaram os US$ 2,5 milões
investidos na montagem do espetáculo.
Soon
Jude Law and company will be brining Hamlet back to Broadway
A produtora
Arielle Tepper Madover afirmou que "é alentador
ver que Shakespeare pode ser um sucesso comercial na Broadway,
bem como ver um público tão jovem no Broadhurst
experimentando sua primeira peça" do dramaturgo
inglês. Desde 12 de setembro em cartaz, a peça
permanece em exibição até o dia 6
de dezembro.
Scarlett
Johansson vai estrear na Broadway
NOVA
YORK - A atriz Scarlett Johansson fará sua estreia
na Broadway em uma nova versão do drama "A
View from the Bridge", do dramaturgo norte-americano
Arthur Miller.
Em meio
a uma tendência crescente de estrelas de Hollywood
aparecendo em peças da Broadway, Scarlett, de 24
anos, vai contracenar com o ator Liev Schreiber no drama
passado nos EUA na década de 1950, e que fala sobre
um trabalhador das docas do Brooklyn obcecado por sua sobrinha
de 17 anos, que será interpretada por Scarlett.
Scarlett
no Festival de Filmes de Berlim, na Alemanha, em 2008
Os ensaios
começarão em 28 de dezembro e a peça
deve ficar em cartaz por 14 semanas, segundo os organizadores.
Scarlett
participou de filmes como "O Encantador de Cavalos", "Encontros
e Desencontros" e "Match Point", de Woody
Allen, em 2005. A atriz também lançou um álbum
este ano com o cantor americano Pete Yorn. Já Schreiber
já apareceu na Broadway várias vezes, ganhando
inclusive um Tony, e também em vários filmes.
A forte
venda de ingressos na temporada de 2008/2009 na Broadway
foi creditada à concentração de grandes
estrelas, e os produtores teatrais disseram que agora é vital
ter estrelas de Hollywood para garantir grandes lucros
nas peças da Broadway.
Celebridades
na Broadway: presença é promessa de sucesso?
NOVA
YORK - Uma leva grande de astros de Hollywood marcou a
temporada na Broadway, encabeçada por Hugh Jackman
e Daniel Craig, produtores utilizaram a possibilidade de
o "star power" manter os teatros de Nova York
em alta durante esta fase econômica difícil.
Jackman
e Craig contracenam em "A Steady Rain", Jude
Law estrela "Hamlet" e Sienna Miller fez sua
estréia na Broadway em "After Miss Julie".
As celebridades
que estiveram na Broadway na temporada passada incluíram
James Gandolfini, Susan Sarandon, Geoffrey Rush, Katie
Holmes e Will Ferrell.
Para
John Breglio, produtor do musical "Dreamgirls",
os astros favorecem as vendas - uma consideração
importante no negócio arriscado da Broadway.
"Hoje é absolutamente
essencial ter um grande astro ou estrela para poder lançar
uma peça. Se você não contar com um
grande nome, é muito difícil", disse
Breglio à Reuters. "Contando com estrelas numa
produção, você pelo menos tem a garantia
de recuperar o dinheiro que investiu."
Ele descreveu
como "estupenda" a presença na mesma produção
de Hugh Jackman, conhecido pelos filmes "X-Men" e
ganhador de um Tony em 2004 por sua atuação
no musical "The Boy From Oz", e Daniel Craig,
protagonista dos últimos filmes "007" e
ator dos palcos londrinos.
"A
presença dos dois é garantia de lotação
esgotada", disse Breglio.
Mas ele
está produziu "Dreamgirls" com um elenco
de relativos desconhecidos e diz acreditar que os musicais
têm mais chances do que outras peças de fazerem
sucesso financeiro mesmo sem celebridades no elenco.
Os dois últimos
musicais premiados com o Tony, "In the Heights" e "Billy
Elliot The Musical", ambos sucessos de bilheteria,
não contaram com astros de Hollywood.
As celebridades "não
garantem o sucesso financeiro ou de crítica, mas
garantem atenção" para as produções,
disse Charlotte St. Martin, diretora executiva da Liga
da Broadway.
Mas ela
avisou que a Broadway pode ser imprevisível.
Em 2006,
Julia Roberts fez sua estréia na Broadway em "Three
Days of Rain", e, embora a peça tenha sido
sucesso de bilheteria, a performance da atriz foi mal recebida
pelos críticos. A estréia na Broadway de
Jennifer Garner em "Cyrano de Bergerac", de 2007,
dividiu opiniões, mas o espetáculo recuperou
o dinheiro investido, algo que é uma ocorrência
rara na Broadway.
Embora
os EUA estejam passando pela pior recessão desde
a Grande Depressão dos anos 1930, as vendas de ingressos
para espetáculos da Broadway na temporada 2009/10,
que vai de junho a maio, estão apenas 2,2 por cento
inferiores às da temporada passada.
A temporada
de 2008/09 rendeu 943,3 milhões de dólares
em valores brutos. A Liga da Broadway disse que os 39 teatros
do famoso distrito contribuem com 5,1 bilhões de
dólares anuais para a economia de Nova York e garantem
emprego a 44 mil pessoas.
Charlotte
St. Martin disse que pelo menos 20 espetáculos estrearam
na Broadway este ano.
De acordo
com ela, a história mostra que quatro em cada cinco
peças não garantem o retorno sobre o investimento.
O produtor
Fred Zollo, de "A Steady Rain", disse que sempre é difícil
levantar fundos para um espetáculo, independentemente
de como anda a economia, porque o teatro é um setor
muito especulativo. "Não é possível
montar uma peça num teatro da Broadway por menos
de 2,5 milhões de dólares", disse ele.
Wicked
A história
de Wicked trata do outro lado da "versão oficial" do Magico
de Oz. Neste musical, temos a perspectiva da Bruxa
Malvada do Leste e aborda sua amizade com a fada Glinda.
A
peça se inicia com a chegada de Elphaba e sua irmã numa
escola de bruxaria. Inicialmente, Elphaba é discriminada
por causa de sua cor (ela tem a pele verde) e por seu comportamento
anti-social. Mas aos poucos, ela cativa seus colegas e
acaba criando duradoura amizade com Glinda e Fiyero, por
quem Elphaba é apaixonada.
O musical intercala momentos que antecipam o enredo de "O Mágico de Oz", com
outros detalhes que constam no filme, mas sob uma visão paralela.
Wike
utiliza bem os recursos que possui. Não é um musical grandioso,
em termos de produção, mas é bastante engenhoso, com cenas
que empolgam, como quando Elphaba se torna a "Malvada Bruxa
do Leste", ou quando ela liberta os macacos do domínio
do Mágico de Oz. O cenário e os figurinos são muito bonitos,
além de cantores talentosíssimos.
A trilha
sonora é um dos pontos fracos do musical, já que não possui
nenhuma canção conhecida, além de ter muitas músicas lentas
e duos demorados demais, que dá um ritmo mais varagoso
para a peça.
O
teatro Gershwin Theatre é bastante
confortável. Não é muito grande, por isto acredito que
a visibilidade seja razoável em praticamente qualquer
assento. Os ingressos variam de U$ 51,25 a U$ 131,25.
Wicked é um musical bastante concorrido, então há um
pouco de dificuldade para se conseguir ingresso pelos
preços mais em conta.
Há também
a loteria do Wicked. Para poder concorrer a assentos
numa das primeiras fileiras pela bagatela de 25 dólares, é preciso
chegar na porta do teatro com 2 horas e meia de antecedência
e deixar seu nome. O sorteio é feito duas horas antes
da apresentação e os ingressos (no máximo 2 por pessoa)
poderão ser comprados mediante a apresentação dum documento
com foto.
West
Side Story 40 anos depois
"A
primeira vez que estive em NY, no Hotel Roosevelt, um três
estrelas grandão mas barato, um porteiro impecavelmente
fardado, me aconselhou a ver um musical que estava fazendo
o maior sucesso. Nunca tinha visto um musical. Sabia que
era uma espécie de opera, com música popular,
geralmente alegre.
West
Side Story 2009
Quando
as grandes cortinas de veludo levantaram, os primeiros
acordes de Leonard Bernstein e a coreografia de Jerome
Robbins, reunindo as duas gangs de NY, os porto-riquenhos
e os “yankies”, no conflitante WEST SIDE, entrei
em um parafuso estético.
Sempre
que pude, em qualquer lugar, inclusive no Brasil, fui ver
musicais: My Fair Lady, South Pacific, Cats, O Fantasma
da Opera, O Homem da Mancha, Chicago, Os miseráveis,
The Sound of Sounds, Mama Mia, Billy Elliot e, de novo,
West Side Story.
Hoje
fui rever West Side Story, numa remontagem na Broadway.
O teatro não tinha nenhum jovem e estava super lotado
dos mais animados representantes da terceira idade, em
Manhattan.
Leonard
Bernstein é perfeito, tanto nas orquestrações
quanto nas canções, todas inesquecíveis.
Elenco que chega à Broadway sabe dançar,
sempre e bem. Cantam, com afinação, aquele
timbre típico de musicais. Na presente temporada,
o tenor Matt Cavenaugh, tem uma voz belíssima, adequada
ao romantismo de um Romeu e Julieta urbano. Quem sobressai,
contudo, é a contralto, Karen Olivo, que faz o papel
de Anita, que lhe valeu uma ovação que se
repete cada espetáculo.
West
Side Story tem um roteiro inteligente, que conta a anedota
clássica de Shakespeare, com toda a densidade dramática
do bairro pobre de NY dos anos 50.Da mesma forma que Billy
Elliot, West Side Story é um entretenimento, mas
entretenimento que passa pela inteligência antes
de se fixar no alvo do coração." -
Jorge da Cunha Lima, Presidente da TV Cultura
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