The King of Rock And Roll
The Complete 50s Masters Elvis Presley 1992

"Elvis em sua melhor fase, Antes de entrar para o Exército e voltar mansinho"

Entre as melhores produções recentes da BMG-RCA está Masters Series, que representa os esforços de Ernst Jorgensen' e Roger Semon em não lançar apenas as músicas comerciais de Elvis, mas também aquelas históricas.

As faixas foram remasterizadas digitalmente a partir das gravações antigas da Sun e da RCA, mas mantiveram a integridade do original. As trocas de vocal e as brincadeiras entre Elvis e os músicos capturam a camaradagem e a espontaneidade das sessões. Como arquivo musical, as Masters Series também incluem os créditos e os créditos de duração completo da sessão feitos pelos historiadores musicais Peter Guralnick e Dave Marsh.

The Complete 50s Masters prova que Elvis não roubou o som dos artistas negros de rhythm-and-blues. Ao contrário, as faixas revelam uma mistura de influências que formaram um novo som.

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Chuck Berry – Anthology
Chuck Berry, 2000

"O verdadeiro criador do rock´n roll e melhor compositor entre os pioneiros do gênero"

Chuck Berry não tinha concorrentes em sua época no que se refere a criatividade musical, foi o criador da sonoridade básica do rock, do seu formato instrumental, à base de guitarra, e também da sua atitude e da sua performance. Berry foi o primeiro poeta do rock, em suas letras extrapolou o universo romântico e falou de sexo, trabalho, família, escola, carros, dança e o sonho de se tornar um astro , ou seja, abriu a “caixa de pandora”, tocando em temas nunca antes abordados. É apontado por muitos como o inventor do Rock and Roll e foi um dos primeiros membros do Hall da Fama do Rock and Roll.

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Please Please Me
Beatles, 1963

"Eles chegaram como um sopro renovador e fizeram a trilha sonora perfeito para o otimismo do início dos anos 60"

Please Please Me foi o primeiro LP de estudio lançado pelos Beatles, o maior grupo de rock de todos os tempos. Produzido por George Martin, o disco foi gravado em apenas algumas horas, suficientes para registrar músicas que conquistaram o mundo, como Misery, Love Me Do e Twist and Shout. Em 2003, a revista Rolling Stone listou o álbum no número 39 na lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos.

 

The Freewheelin’ Bob Dylan
Bob Dylan, 1963

O rock amadurece: pela primeira vez, as letras valem tanto quanto a música.

Muitos jovens só redescobriram a existência desse álbum ao assistirem o filme “Vanilla Sky” - esse era o disco preferido do protagonista David Aames (Tom Cruise). É o segundo disco de Bob Dylan e possivelmente um dos mais representativos em uma discografia fantástica. Este disco fez o seu nome, mudando a concepção popular do gênero folk-rock para um instrumento de conscientização social. Não se trata de músicas de protesto apenas, como se isto fosse um clichê. Trata-se de canções cheias de poesia, melancolia, cinismo e até bom humor, em letras por vezes enigmáticas e que obrigam aos interessados, releituras e interpretações abertas.

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The Who Sings My Generation
The Who, 1965

Até então, ninguém havia feito um rock tão radical e barulhento: para muitos, o nascimento do punk.

My Generation (1965) é o primeiro álbum do The Who. Foi lançado nos EUA sob o título The Who Sings My. A crítica especializada frequentemente coloca este como um dos melhores álbuns de rock dos anos 60. A faixa título entrou para o Hall da Fama do Grammy em 1999. My Generation resumia perfeitamente a mudança cultural daqueles tempos, quando os jovens passaram a ter um papel principal.

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Blonde on Blonde
Bob Dylan, 1966


"O atestado de maioridade de Dylan: depois disso, o rock não tinha mais desculpa para a ingenuidade."

Sétimo álbum da carreira musical do Bob Dylan. Foi gravado no estúdio da Columbia em Nashville. Primeiro álbum duplo da história do rock. Blonde on Blonde é considerado um dos 10 melhores álbuns da história do rock segundo a revista Rolling Stone. Um disco tenso, nervoso, enérgico e cheio de anfetaminas em seus sulcos.

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Pet Sounds
Beach Boys, 1966

Um sonho adolescente, embalado pelo pop mais perfeito e cristalino. “O maior disco da história”, segundo Paul McCartney.

"Pet Sounds" é basicamente uma obra sobre o amor: seja entre seus semelhantes, o amor inocente da juventude, o amor perdido, nunca realizado ou até sua relação com o divino. Uma obra de sentimentos perfeitamente traduzidos em sua concepção musical, pois as harmonias e melodias de Brian, muitas vezes, davam o recado melhor do que as letras.

"Pet Sounds" é, ao mesmo tempo, a obra-prima dos Beach Boys e um trabalho autoral do gênio criativo de Brian Wilson. Apesar de não ter conseguido o êxito de vendas dos trabalhos anteriores, foi sucesso absoluto de crítica e consolidou a popularidade do grupo na Inglaterra, chegando a dividir a preferência britânica com os Beatles.

 

Sargent Pepper´s Lonely Hearts Club Band
Beatles, 1967

"Auge do experimentalismo do rock. Definiu sua geração e criou novos horizontes para o pop. Os Beatles fizeram a revolução e tornaram-se a maior banda de todos os tempos"

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é o oitavo álbum lançado pelos Beatles. É frequentemente citado como o melhor e mais influente álbum da história do rock e da música. Gravado em 129 dias em aproximadamente 700 horas, foi lançado em 1 de junho de 1967 na Inglaterra, e no dia seguinte nos Estados Unidos. É considerado como álbum inovador desde sua técnica de gravação até a elaboração da capa. Pelo pouco apelo comercial, não foi tocado nas rádios, mas vendeu 11 milhões de cópias só nos Estados Unidos. Em 2003, a revista especializada em música Rolling Stone colocou Sgt. Pepper's no topo de uma lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos.

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Between The Buttons
Rolling Stones, 1967

"Os rebeldes mostram que também têm coração"

Como está escrito na camisa da boneca, na capa do clássico dos Beatles, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band: "Welcome to the Rolling Stones".

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Are You Experienced?
Jimi Hendrix, 1967

"Hendrix desfila todo seu arsenal: microfonia, psicodelia, distorção e um pé fincado na tradição do blues"

Com uma mistura de elementos do rock com blues, pop, soul e principalmente psicodelia, o aclamado “Are You Experienced” foi o álbum de estréia do trio The Jimi Hendrix Experience, banda formada por Jimi Hendrix, Noel Redding e Mitch Mitchell. Produzido por Chas Chandler, baixista do The Animals, o disco foi lançado no dia 12 de maio de 1967, chegando ao segundo lugar no Reino Unido, atrás apenas de “Sgt. Pepper's” dos Beatles.

 

The Velvet Underground and Nico
Velvet Underground, 1967

The Velvet Underground and Nico é o exemplo definitivo de como uma obra de arte pode dar origem a um culto. Inicia-se como uma mania de um punhado de malucos e vai crescendo até atingir maneirismos de religião, com dogmas, rituais, palavras de ordem, frases de efeito, vestimentas, hagiografia, templos e lugares sagrados. O que o Velvet vendia não era só um estilo de vida, era a negação de um estilo de vida. Foi quando pela primeira vez um item pop recusou-se a ser tratado como item à venda e em vez de dizer como era seu universo ideal, cogitava a possibilidade de não existir esse tipo de coisa.

Em vez de chamar os outros para juntar-se à sua igreja, o grupo nova-iorquino cogitava que cada um fundasse sua própria religião. De repente, sorrisos, músicas de amor e ritmos dançantes deixavam de ser a única opção no mercado de discos.

 

The Doors
The Doors, 1967

"Pessimista e dark, embalado pela angústia existencial de Jim Morrison, na contramão do sonho hippie"

O debut da banda de Los Angeles, The Doors. O álbum foi lançado em janeiro de 1967 e é para muitos o melhor do grupo. Traz grandes composições (literalmente, porque as músicas são enormes mesmo), como "Light My Fire", e a hipnótica "The End". Além das composições próprias, o disco ainda traz a adaptação de Kurt Weill para o poema de Brecht, "Alabama Song" e um cover de Willie Dixon, "Backdoor Man".

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We´re Only In It For The Money
Frank Zappa and the Mothers of Invention, 1968

"Satiriza o movimento hippie e antecipa o fim do sonho"

A sonoridade do disco reúne elementos bem diversos, como doo-wop da década de 50, surf music da década de 60 e experimentos sonoros orquestrais vanguardistas. O álbum é uma paródia da cultura hippie e uma sátira da natureza superficial da vida nos Estados Unidos. O disco alcançou a 30ª posição na parada americana da Billboard.

 

The Village Green Preservation Society
The Kinks, 1969

"Os Kinks enxergam além de guitarras barulhentas e fazem o seu Sargent Pepper´s"

Nem todos os grandes discos de rock são convictos, assertivos, enfáticos. a banda inglesa The Kinks lançou um disco ao qual falta essa ênfase – um disco que parece ter dúvidas. The Kinks are the Village Green Preservation Society carece de uma formalização mais categórica, parece se contradizer a todo instante, dá pistas falsas para seus próprios autores, fica deliciosamente no meio do caminho – por isso, é essencial.

The Kinks are the Village Green Preservation Society parece, à primeira vista, um disco ligado a uma certa noção de ecologia. Isso nos seria informado não apenas por suas letras aparentemente nostálgicas e quase conservadoras, mas também por arranjos telúricos, cheios de sons “naturais”, delicadamente orgânicos. Mas a noção de ecologia que alimenta o disco está longe daquilo que a palavra convencionalmente indica.

 

Live Dead
Grateful Dead, 1970

"Longas explorações psicodélicas, no melhor momento de uma verdadeira instituição californiana"

Famosa por performances fantásticas ao vivo, longas e cheias de improvisos, que nunca conseguiam reproduzir no estúdio, o grande encerramento dessa fase, se deu com este incrível LP ao vivo Live/Dead.

A faixa de abertura é incrível, a melhor versão já registrada de "Dark Star" o grande clássico da banda. 23 minutos de pura inspiração e virtuosismo. Duas outras faixas do primeiro disco: "St. Stephen" e "The Eleven" também são excelentes, e a transição de uma para outra é sensacional.

 

Funhouse
Iggy Pop and The Stooges, 1970

"Blues, John Coltrane e punk: a fórmula de Iggy Pop neste verdadeiro clássico do niilismo"

Piração, berros demenciais, guitarras no pico, distorções imprevisíveis, letras marginais e degeneradas, um bate-estaca percussivo ensurdecedor e linhas de contrabaixo viscerais golpeando o coração do ouvinte.

O trabalho vocal de Iggy, em relação ao primeiro disco, por exemplo, soava completamente diferente: o que antes eram berros contidos, agora eram uivos primários, ensandecidos, gritos primais e repletos de selvageria e neurose, além de passagens repletas de sarcasmo e ironia, comentando a realidade nua e crua das ruas. A guitarra de Scott, ágil, atrevida, arriscava arabescos ácidos e solos viajantes repletos de suingue. O mesmo pode ser dito do baixo tonitruante de Dave, massacrante. A bateria de Ron, por sua vez, era de um tribalismo e de uma voracidade marcantes.

 

Led Zeppelin IV
Led Zeppelin, 1971

"Jimmy Page e sua gangue se escondem por trás do ocultismo e fazem um clássico do hard rock"

O quarto álbum sem título da banda rock britânica Led Zeppelin foi lançado a 8 de Novembro de 1971. Não possui qualquer título oficial mencionado na capa e é habitualmente designado de Led Zeppelin IV, na linha dos três anteriores registos da banda. Os catálogos da Atlantic Records costumam usar Four Symbols (quatro símbolos) e The Fourth Album (O quarto álbum). Jimmy Page frequentemente refere-se ao álbum em entrevistas como Led Zeppelin IV, enquanto que o vocalista Robert Plant designa-o de "o quarto álbum, mais nada".

É um dos álbuns mais vendidos da história, com mais de 23 milhões de cópias vendidas somente nos Estados Unidos. As vendas a nível mundial estimam-se em cerca de 37 milhões de cópias.

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Exile On Main Street
Rolling Stones, 1972

"Os Stones esquecem a pose de maus e concentram-se no que sabem fazer melhor: música sublime"

Em 1972, saiu pela Rolling Stones Records um disco da dita maior banda de rock do mundo. “Exile on main St.” é uma viagem a algo nunca antes visto, e que, provavelmente, nunca mais será visto. Na época das gravações desse disco, os Stones tiveram o ápice do seu consumo de drogas, alguns estavam num processo de autodestruição, outros, no momento mais alto de sua criatividade.

 

Ziggy Stardust
David Bowie, 1972

"Uma ópera-rock sobre androginia e extraterrestres. Bowie cria um mundo de fantasia e sonho, que inspirou o punk e a new wave"

Certamente um dos discos mais influentes da história do Rock.

Influenciado pela onda de Glam Rock que existia na Inglaterra na época, e condizente com cenário imaginado em filmes como Laranja Mecânica e 2001 - Uma Odisséia no Espaço (de Stanley Kubrick) lançados nessa mesma época, Bowie acabou criando uma espécie de álbum conceitual e futurista, sobre um rockstar extraterrestre e sua saga no planeta terra, Ziggy Stardust e todo seu glamour. O álbum foi muitíssimo bem aceito, soando como uma espécie de ópera rock, juntando a ótima música com fantasia, ficção e teatro em doses certas.

 

Transformer
Lou Reed, 1972

"O subterrâneo nova iorquino, com prostitutas, traficantes e bêbados, pela imaginação mórbida de Lou Reed"

Foi em Transformer, seu segundo álbum solo, que Lou Reed abandonou o status de ídolo cult para tornar-se uma estrela do rock internacional da década de 70, sendo considerado um autêntico "Classic Álbum".

 

The Dark Side Of The Moon
Pink Floyd, 1973

"Questionamentos sobre loucura e solidão. Embalados pela música mais triste a chegar ao topo das paradas"

Passados mais de 30 anos desde seu lançamento, o famoso "disco do prisma" continua a arrebatar novos admiradores com sua extraordinária unidade, impecável produção e riqueza individual de cada faixa. Nele encontra-se uma maturidade e articulação raros de se encontrar no universo pop, quantas outras bandas poderiam não apenas citar, mas contextualizar Thoureau como o Floyd fez em "Time"? . Entre as batidas cardíacas que abrem e fecham o álbum representando o ciclo da vida se delineiam um rosário de temas que mapeiam as principais neuroses do homem contemporâneo.

É o quarto álbum mais vendido de todos os tempos.

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Never Mind The Bollocks
Sex Pistols, 1977

O conflito de gerações em forma de disco: “Somos feios, sujos e não gostamos do que está acontecendo”

O álbum foi direto para o número 1 das paradas de sucesso e ficou lá por espantosas 47 semanas. Por trás de suas táticas de choque e negativismo havia uma crítica social cuidadosamente pensada para gerar alto impacto. "Never Mind the Bollocks" articulava com perfeição a frustração, raiva e insatisfação da classe trabalhadora inglesa com o establishment.

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Parallel Lines
Blondie, 1978

"O dia em que o punk e a new wave fizeram as pazes com o pop. Som comercial sem abdicar de ideiais"

Parallel Lines, lançado em 1978, apresenta melodias mais aceitáveis que os outros punks da época graças a Mike Chapman, produtor que era inclinado ao pop/rock. Neste grande álbum encontram-se elementos eletrônicos típicos da new-wave, efeitos incrementados e harmonias vocais em algumas faixas. O som está muito bem equilibrado, sem chegar ao punk acelerado dos Ramones e nem ao distanciamento dos acordes sujos que o Talking Heads criava. A balança do Blondie permanecia no meio, agradando a gregos e troianos.

 

The Specials
The Specials, 1979

"O punk inglês se mistura ao ska jamaicano, que havia anos habitava os bairros mais pobres da Inglaterra"

Seu LP de estréia foi Specials, produzido por Elvis Costello. “Too Much Too Young” ficou em primeiro lugar nas paradas, apesar de ter sido banida pela BBC por seus versos que falavam de aborto.

 

Double Fantasy
Jonh Lennon e Yoko Ono, 1980

"Depois de passar anos fazendo disco políticos, Lennon e Yoko assumem a maturidade e gravam pelo simples prazer de criar"

Quando Sean Lennon nasceu em 1975, John resolveu dedicar-se mais ao filho, colocando a carreira em segundo plano, permanecendo sem lançar discos de 1975 a 1980.

Double Fantasy é o último álbum de John Lennon e sua mulher Yoko Ono, lançado em novembro de 1980.

 

London Calling
The Clash, 1980

Em 14 de dezembro de 1979, a banda de punk-rock inglesa, The Clash, lança o disco London Calling, um dos melhores discos lançados em todos os tempos.

Para lançar London Calling, o Clash fez uma série de exigências para a CBS, sua gravadora. A primeira e mais cara de todas para o selo, foi vender o disco, que seria duplo, pelo preço de um LP normal. A CBS chiou, mas concordou.

Está tudo aqui: rockabilly, reggae, ska, jazz. O grande disco de define o fim da adolescência no punk.

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Heaven Up Here
Echo and the Bunnymen, 1981

"Grandioso demais para se encaixar em algum movimento musical, marca o amadurecimento do pós-punk"

O segundo disco do Echo and the Bunnymen conseguiu sedimentar o nome da banda. Mesmo não sendo um sucesso de vendas, serviu para colocá-los entre os mais cultuados grupos cults da Inglaterra. Heaven Up Here foi também um disco fácil de ser realizado, em parte pelo bom clima entre os membros e também por estarem mais maduros como músicos.

O disco recebeu excelentes críticas. O New Musical Express afirmou que Heaven Up Here tinha algo de épico. A Melody Maker afirmou que o grupo continuava tocando de maneira majestosa.

 

Power, Corruption and Lies
New Order, 1983

"O rock abraça a música eletrônica e prova que música “de computador” também pode ter coração"

"Power, Corruption & Lies", de 1983, foi o segundo LP lançado pelo grupo inglês New Order, grupo formado em 1981 pelos integrantes remanescentes do grupo Joy Division, e o primeiro a ser auto-produzido pela banda. Uma das características mais marcantes desse álbum é o processo de transição que tornou a proposta musical do New Order mais clara, diferente do que havia ocorrido no long play de estréia, Movement. A nova proposta pretendida pelo grupo, ou seja, a síntese equilibrada entre o rock, experimentalismo eletrônico e ritmos dançantes, que vinha se desenvolvendo desde os singles Temptation, de 1982, e Blue Monday, atinge aqui o seu apogeu com esse clássico.

 

The Queen is Dead
The Smiths, 1986

"O rock esquece os vencedores, celebrando os desajustados, tímidos e fracassados"

É o terceiro álbum da banda, e por muitos considerado seu trabalho supremo. Muitas listas de renomadas revistas e críticos sempre apontam este disco entre os melhores, quando não o melhor disco da história.

Destaques: The Queen Is Dead, I Know It's Over, Cemetary Gates, Bigmouth Strikes Again, The Boy With The Torn In His Side, There Is A Light That Never Goes Out, Some Girls Are Bigger Than Others.

 

The Joshua Tree
U2, 1987

"O U2 ressuscita o rock político - e os fãs, apolíticos, compram sem perceber a intenção."

O U2 descobre a América. Há 20 anos este foi o mote da imprensa, do público e até mesmo da banda para descrever “The Joshua Tree”, o disco que os catapultou para o mega-estrelato mundial. Antes disto, o U2 até já caminhava a passos largos para ser uma mega-banda.

Revisitado hoje, “The Joshua Tree” ainda impressiona por sua força. Poucos discos do mundo rock têm um lado A (lembrem-se que estamos falando de 1987, época em que o vinil reinava absoluto e os discos eram concebidos com dois lados) tão poderoso.

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Daydream Nation
Sonic Youth, 1988

Os intelectuais da guitarra fazem uma perfeita radiografia de uma geração sonada pela MTV e pelo rock comercial.

Os Sonic Youth já em 1986 e 87, com EVOL e Sister respectivamente, tinham avisado que poderiam estar perto de atingir o auge de uma grande carreira. As suas guitarras alternativamente afinadas e rasgadas começavam a dominar o planeta e ainda hoje são uma enorme influência para inúmeras bandas. E também é verdade que são responsáveis por uma carreira brilhante, apoiada por álbuns fantásticos, como Dirty ou Rather Ripped. Mas nenhum terá atingido a grandiosidade e causado o impacto que Daydream Nation provocou na altura, em 1988.

 

It Takes a Nation of Millions To Hold Us Back
Public Enemy, 1988

"Um libelo contra a manipulação da mídia, o “embranquecimento” da América de Reagan e o rascimo"

Takes A Nation Of Millions To Hold Us Back é o segundo cd do conjunto de Long Island, Nova York. Este disco ficou muito conhecido por suas inovações no estilo, scratchs inovadores do DJ Terminator X, batidas pesadas, e as letras bem sacadas criadas por Chuck D.

No seu lançamento virou sensação, sendo eleito melhor do ano, e sempre figurando entre os melhores discos lançados até hoje. Destaque para as músicas "Don't Believe The Hype", "Black Steel in the Hour of Chaos", "Night of the Living Baseheads" e "Rebel Without A Cause".

 

Nevermind
Nirvana, 1991

"O dia em que o punk encontrou a MTV: um disco que destruiu barreiras e que tornou obsoleto todo o rock vagabundo do fim dos anos 80"

Nevermind é o segundo álbum do Nirvana e foi co-produzido por Butch Vig. São 12 faixas fantásticas, incluindo os sucessos "Lithium", "Smells Like Teen Spirit", "In Bloom" e "Come As You Are".

Poucos teriam previsto que em 1991 o Nirvana ocuparia o primeiro lugar da parada norte-americana de álbuns da Billboard. Nevermind não só tirou Michael Jackson do topo como conseguiu fazer o que o movimento punk tentou quatorze anos antes sem sucesso. Nevermind e as músicas de Kurt Cobain transformaram a indústria musical de dentro para fora, sem fazer concessões.

 

OK Computer
Radiohead, 1997

"Um disco gélido, cerebral e triste, sobre a dificuldade de comunicação no fim do século. Paradoxalmente, foi um sucesso"

OK Computer é o terceiro álbum da banda britânica Radiohead, lançado em junho de 1997 no Reino Unido e julho de 1997 nos Estados Unidos. O álbum é considerado como um dos melhores discos de rock da década de 90 pela crítica e consolidou definitivamente o Radiohead como uma das maiores bandas da sua geração. OK Computer é a obra prima do Radiohead, onde as capacidades de cada músico são exploradas ao máximo, resultando em faixas perfeitas. A perfeição foi levada tão a sério, que o vocalista e guitarrista Thom Yorke chegou a afirmar ter perdido a capacidade de tocar guitarra depois de OK Computer.

Faixas do Projeto Journey: Rock N Roll

1- Pet Sounds – Beach Boys 2:18
2- Jamaica Ska – The Specials 2:22
3- Out In The Street – The Who 2:30
4- When The Levee Breaks – Led Zeppelin 7:07
5- Road House Blues – The Doors 4:01
6- Funhouse – Iggy Pop & Stooges 3:33
7- Heaven Up Here - Echo and the Bunnymen 3:43
8- New Blue – New Order 7:27
9- Heart Of Glass – Blondie 4:06
10- Where The Streets Have No Name – U2 4:33
11- Take a walk on the wild side – Lou Reed 4:07
12- Brain Damage – Pink Floyd 5:25
13- Down On The Street - Iggy Pop & Stooges 3:42
14- Casino Boogie – Rolling Stones 3:29
15- Turn On Your Love Light – Grateful Dead 4:32
16- Teen Age Riot - Sonic Youth 6:58
17- God Only Knows – Beach Boys 2:47
18- Guitar Man – Elvis Presley 2:23
19- Happy – Rolling Stones 3:05
20- The Boy With The Thorn In His Side – Belle&Sebastian 3:13
21- Are You Experienced – Jimmy Hendrix 4:01
22- Visions Of Johanna – Bob Dylan 7:34
23- She's Leaving Home – Beatles 3:35

Fontes: HowStuffWorks, Inc., Whiplash, Os Armenios, Radiola Urbana; 1967 - O Ano da Psicodelia, Etecetera, Rock na Vitrola, Rock Town, Mofo, Perdido na Tradução, Fukt