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http://www.29bienal.org.br
A mostra,
que tem 159 artistas, fica em cartaz até o próximo
dia 12 e dezembro com instalações, fotografias,
pinturas e vídeos -- estes, responsáveis por
mais de 40% da exposição.
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Obra
do coletivo indiano Raqs Media Collective, Escapement,
montada na Bienal. Na instalação, 27
relógios são expostos em diferentes
alturas e, em vez de indicar a hora do dia, apresentam
ponteiros executando um percurso circular por sentimentos
como êxtase, culpa, dever, ansiedade e medo
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A Série Inimigos,
de Gil Vicente, causou polêmica antes mesmo
de ser exposta na Bienal de São Paulo. Nela,
o artista retrata a si mesmo matando personagens famosos
como Fernando Henrique Cardoso e Lula.
A OAB-SP (Ordem dos Advogados
de São Paulo) divulgou uma nota em que se coloca
contra a exposição da série,
"por fazer apologia ao crime".
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Fotografia
da brasileira Juliana Stein. Na série Sim
e Não, a artista apresenta retratos de
homens que travestem-se de mulheres.
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Obra de Roberto Jacoby,
artista argentino. Na instalação, intitulada
El Alma Nunca Piensa Sin Imagen, Jacoby convida
artistas argentinos para produzir coletivamente camisas,
bótons, pôsteres, panfletos e suvenires
de uma campanha política hipotética
a ser difundida na Bienal. A obra causou polêmica
e, antes da abertura ao público, acabou coberta
após decisão judicial
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Obra
do Grupo Rex, Adoração - Altar a
Roberto Carlos
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Instalação
do artista brasileiro Henrique Oliveira, que estreia
na Bienal. A obra se chama A Origem do Terceiro
Mundo
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Trabalho
da série Matéria Noturn, do
artista brasileiro Rodrigo Andrade, exposta na Bienal.
A obra é formada por pinturas de grande dimensão
de cenas escuras.
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Vídeo
Static, obra do britânico Steve McQueen
que está na 29ª Bienal. Em "Static",
McQueen filma a Estátua da Liberdade em Nova
York a partir de um helicóptero, circundando-a
a pouca distância e investigando-a em detalhe
e até a exaustão
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Lembrança
e Esquecimento, de Ernesto Neto. Obra é
um dos chamados terreiros da Bienal -- espaços
de performance, exibição de filmes e,
neste caso, relaxamento.
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Por
Um Fio, fotografia da artista italiana Anna Maria
Maiolino exposta no pavilhão da Bienal.
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Instalação
da mineira Cínthia Marcelle, que trabalha também
com vídeo.
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Imagem
de filme da artista belga Chantal Akerman. Nesta Bienal,
mais de 40% do total de obras é em vídeo.
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Obra
do artista brasileiro Eduardo Coimbra montada no Pavilhão
da Bienal. Luz Natural propõe a construção
de um "céu" superior à circulação
e ao toque dos visitantes.
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Trabalho
da italiana Anna Maria Maiolino montado na 29ª
Bienal. Em Arroz e Feijão, instalação
feita durante a ditadura militar brasileira e poucas
vezes remontada desde a volta do regime democrático,
brotam sementes de arroz e feijão em pratos
de louça servidos sobre uma longa e sombria
mesa negra.
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Pretty
Much Every Film and Video Work from 1992 Until Now.
To Be Seen on Monitors, Some with Headphones, Others
Run Silently, and all Simultaneously, 1992 - Ongoing,
do escocês Douglas Gordon, reúne cerca
de setenta filmes e vídeos, quase todos os
seus títulos realizados nos últimos
dezoito anos.
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“Há
sempre um copo de mar para um homem navegar" –
verso do poeta Jorge de Lima tomado emprestado de sua obra
maior, Invenção de Orfeu (1952) –, sintetiza
o que se busca nessa edição da Bienal de São
Paulo: afirmar que a dimensão utópica da arte
está contida nela mesma, e não no que está
fora ou além dela. É nesse “copo de mar”
– ou nesse infinito próximo que os artistas teimam
em produzir – que, de fato, está a potência
de seguir adiante, a despeito de tudo o mais; a potência
de seguir adiante, como diz o poeta, “mesmo sem naus
e sem rumos / mesmo sem vagas e areias”.
Por ser
um espaço de reverberação desse compromisso
em muitas de suas formas, a mostra vai pôr seus visitantes
em contato com maneiras de pensar e habitar o mundo para além
dos consensos que o organizam e que o tornam ainda lugar pequeno,
onde nem tudo ou todos cabem. Vai pôr seus visitantes
em contato com a política da arte.
A 29ª
Bienal de São Paulo pretende ser, assim, simultaneamente,
uma celebração do fazer artístico e uma
afirmação de sua responsabilidade perante a
vida; momento de desconcerto dos sentidos e, ao mesmo tempo,
de geração de conhecimento que não se
encontra em nenhuma outra parte. Pretende, por tudo isso,
envolver o público na experiência sensível
que a trama das obras expostas promove, e também na
capacidade destas de refletir criticamente o mundo em que
estão inscritas. Enfim, oferecer exemplos de como a
arte tece, entranhada nela mesma, uma política.
Equipe
Curatorial
Com curadoria
de Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, a 29ª Bienal de
São Paulo conta, ainda, com um grupo de curadores convidados
de procedências diversas, os quais contribuem para que
o projeto tenha amplitude e densidade compatível com
a vocação internacional que a instituição
possui desde sua origem, são eles: Fernando Alvim (Angola),
Rina Carvajal (Venezuela / Estados Unidos), Yuko Hasegawa
(Japão), Sarat Maharaj (África do Sul / Reino
Unido) e Chus Martinez (Espanha).
O
Lugar e o Tempo da Mostra
A exposição
contará com cerca de 160 artistas de diversas partes
do mundo, sem tomar a origem territorial como valor de seleção.
Nesse sentido, reafirma-se a abolição das chamadas
representações nacionais, traço característico
da Bienal de São Paulo até poucos anos, mas
que não mais traduz a complexa rede de migrações
e de trânsitos que marca a vida contemporânea.
É importante para a 29ª Bienal de São Paulo,
porém, enfatizar o lugar e o tempo a partir dos quais
ela é organizada: desde o Brasil e desde um momento
de rápida reorganização geopolítica
do mundo.
Bienal
Estendida
O projeto
aqui anunciado não se esgota na apresentação
de um conjunto articulado de obras, embora este seja, é
evidente, seu núcleo e seu lugar de destaque. Tampouco
se comprime apenas nas datas em que a exposição
estará aberta. A 29ª Bienal de São Paulo
se estenderá a várias outras partes, e começa
desde agora. Por meio de seu programa educativo, de atividades
discursivas, de residências artísticas e de seu
website, ela se afigura como um projeto múltiplo que
aposta na arte como forma de conhecer e mudar o mundo de uma
maneira única.
A mostra
tem entrada gratuita e ocorre no pavilhão da Bienal,
que fica no parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabra,
s/n, portão 3. Tel.: 0/xx/11/5576-7600). De segunda
a quarta, das 9h às 19h (entrada até as 18h);
quinta e sexta, das 9h às 22h (entrada até as
21h); sábado e domingo, das 9h às 19h (entrada
até as 18h).

Fontes:
UOL; Folha Online; http://www.fbsp.org.br/29_bienal-pt.html
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